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A matriz intersetorial das equipes do município de Buriticupu referenciadas neste formulário, foi construída com apoio do Programa Ciclo Saúde Proteção Social, uma iniciativa da Fundação Vale e do CEDAPS, no âmbito do Programa Juntos pela Saúde (BNDES e IDIS), em implementação no período de 2022 a 2026. A referida ferramenta de planejamento buscou promover maior adesão das famílias do território de abrangência das unidades, aos serviços básicos de assistência social e saúde. As ações planejadas envolveram em princípio o estreitamento do vínculo dos profissionais das duas políticas (saúde e assistência), a partir da criação de um grupo em um aplicativo de mensagens. Com o fortalecimento da troca entre os profissionais, estabelecimento de comunicação aberta e valorização dos saberes específicos de cada área, foram realizadas ações com a população usuária. Entre as ações, destacam-se a realização de roda de conversa com gestantes, ações comunitárias relacionadas ao calendário temático do SUS, – como por exemplo, uma atividade do setembro vermelho que teve como foco conscientizar a população acerca da prevenção das doenças cardiovasculares e oferecer aferição da pressão arterial, verificação de peso e altura – e ações comunitárias relacionadas à promoção da autonomia dos usuários no que tange ao acesso de sistemas públicos como o GOV.BR, responsável por condensar em um único lugar diversos serviços e informações que mediam acessos à benefícios, documentos entre outros. A experiência demonstrou a relevância da integração entre UBS e CRAS na promoção do cuidado integral, da prevenção e da proteção social no território.
#saudeprotecaosocial
#articulacaoSUS-SUAS
#interSUS-SUAS
A experiência relatada surgiu da necessidade de aprofundar o trabalho intersetorial. Observou-se que a intersetorialidade na prática oferece desafios que podem ser enfrentados com planejamento, diálogo e conhecimento apurado do território. Nessa direção, perceber a necessidade de aprofundar o trabalho intersetorial, contou com os contornos próprios do cotidiano profissional. Como por exemplo, a crescente de casos que envolvem simultaneamente processos de saúde – doença em linha com múltiplas escalas das vulnerabilidades sociais. Em linhas gerais, a motivação principal ocorreu na medida em que a realidade social foi cada vez mais indicando aos profissionais, a indispensabilidade de uma atuação conjunta e complementar para uma mediação efetiva de acesso aos direitos sociais de saúde e assistência social.
A experiência oportunizou avanços para a intersetorialidade e produziu resultados positivos para as unidades de saúde e de assistência social. Observa-se a otimização dos recursos e dos esforços institucionais, tornando as ações mais resolutivas e mais próximas das necessidades da comunidade. É possível apontar, para o aprimoramento das competências técnicas dos agentes comunitários de saúde, assim como, dos técnicos do CRAS. Já em relação à população usuária, destaca-se maior engajamento das gestantes no trabalho social de grupos realizados no âmbito do CRAS, e nas ações de educação em saúde conduzidas pelas UBS. Além disso, a população como um todo têm apresentado um conhecimento aprofundado acerca dos serviços essenciais de saúde e assistência, favorecendo o fortalecimento do vínculo entre a comunidade e os profissionais que atuam no território. Em resumo, é possível mencionar que a intersetorialidade tem favorecido a construção de respostas contextualizadas às necessidades locais e por consequência têm incidindo diretamente, no fortalecimento da universalização dos direitos sociais.
Para reprodução de práticas semelhantes acredita-se que a via da comunicação é o ponto de partida. É necessário aproximar e garantir a manutenção da aproximação, comunicação e interação. Outro ponto importante, ocorre a partir da direção a ser acionada nesse processo de trabalho integrado. A integração e articulação que se espera, para que ocorra o pleno desenvolvimento e fortalecimento da intersetorialidade, é aquela que coopera na resolutividade das demandas e que divide a responsabilidade de todas as etapas do processo do trabalho, considerando, sobretudo, interação, planejamento, fluxos acessíveis e ações com os profissionais e com os usuários. Em síntese, considera-se que implementar a intersetorialidade para além dos contatos interpessoais, passa, sobretudo, pelo reconhecimento técnico da multidimensionalidade da vulnerabilidade social e suas distintas determinações na vida da população usuária.
Buriticupu, MA, Brasil
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