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A experiência foi desenvolvida no território de Nova Almeida, no município da Serra/ES, a partir da articulação entre o CRAS Nova Almeida e a UBS Nova Almeida, com o apoio do Programa Ciclo Saúde Proteção Social, uma iniciativa da Fundação Vale, realizada em parceria com Cedaps (Centro de Promoção da Saúde).
Teve como objetivo promover a integração entre diferentes setores para discutir temas prioritários do território e construir, de forma conjunta, estratégias de enfrentamento às demandas sociais identificadas. A matriz intersetorial foi organizada com foco em ações integradas voltadas à pessoa idosa, à saúde do homem e à prevenção de ISTs e gravidez na adolescência, envolvendo também escolas e o Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos. Entre as ações realizadas, destacam-se atividade com pessoas idosas sobre direitos, além de oficinas com público da comunidade abordando cuidados e enfrentamento à violência, ação do Novembro Azul com panfletagem educativa, testagem rápida e encaminhamento para exames laboratoriais para rastreio de câncer de próstata. Foram realizadas também atividades com adolescentes nas escolas sobre prevenção de ISTs e gravidez na adolescência, com orientações educativas e oferta de testagem rápida. A experiência contribuiu para fortalecer a atuação conjunta entre saúde, assistência social e educação, ampliando a prevenção, o acesso à informação e a articulação da rede no território.
A experiência surgiu da necessidade de fortalecer ações integradas no território, diante de demandas que não poderiam ser enfrentadas de forma isolada por um único serviço. Observou-se a importância de aproximar CRAS e UBS para construir respostas mais articuladas às necessidades da população, especialmente em temas como direitos e cuidados com a pessoa idosa, saúde do homem e prevenção de ISTs e gravidez na adolescência. Também foi identificada a necessidade de ampliar o diálogo entre os serviços, melhorar os encaminhamentos e levar ações educativas e preventivas para espaços estratégicos do território, como escolas, Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV) espaços comunitários. Nesse contexto, a matriz intersetorial foi construída como oportunidade para organizar parcerias, fortalecer vínculos entre equipes e ampliar a capacidade de resposta da rede pública local.
A experiência contribuiu para o fortalecimento da intersetorialidade entre CRAS e UBS por meio da realização de atividades conjuntas, da troca de informações entre as equipes e da construção de encaminhamentos integrados. Entre os principais resultados percebidos, destacam-se a maior integração entre os profissionais da saúde, assistência social e educação, a ampliação do acesso da população às informações e aos serviços, o aumento da participação do público nas ações de prevenção e o fortalecimento da rede de atendimento no território. Também houve maior clareza da população sobre os serviços ofertados, o que contribuiu para otimizar fluxos e favorecer a adesão às ações de saúde, assistência e educação. A experiência mostrou que o planejamento conjunto e a articulação contínua entre os setores tornam o atendimento mais integral, aproximam os serviços da população e fortalecem o cuidado no território.
Para a implementação de experiências semelhantes, recomenda-se iniciar com espaços de encontro entre as equipes da saúde, assistência social e demais atores do território, de forma a identificar demandas prioritárias e pactuar ações conjuntas. É importante manter canais permanentes de comunicação entre os serviços, como grupos intersetoriais e reuniões periódicas, para facilitar o planejamento, a articulação e os encaminhamentos. Também é fundamental levar as ações para os espaços onde a população já está presente, como escolas, equipamentos comunitários e grupos de convivência, ampliando o alcance das ações preventivas e educativas. Outra recomendação é valorizar metodologias participativas e temáticas conectadas à realidade do território, favorecendo o engajamento dos usuários. A experiência demonstra que a intersetorialidade se fortalece quando há diálogo contínuo, reconhecimento das demandas locais e compromisso coletivo com a promoção de direitos e do cuidado integral.
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