Integração ACE/ACS em Maués (AM): mapa de risco para qualificação de ações prioritárias

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CASSIA CRISTINA DINELLY CASTRO

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CASSIA CRISTINA DINELLY CASTRO

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Descrição da Experiência: Integração e Implementação
A experiência desenvolvida no bairro São Domingos, em Maués/AM, partiu da identificação de um nó crítico na gestão do território: a fragmentação de informações essenciais para a saúde pública. Enquanto a Vigilância em Saúde detinha os mapas de calor de infestação pelo Aedes aegypti, a Atenção Primária possuía os dados de vulnerabilidade clínica das famílias (idosos, gestantes e acamados). A falta de cruzamento desses dados gerava ações isoladas e dificultava a priorização de áreas onde o risco biológico encontrava a fragilidade social.
Objetivos e Justificativa
O objetivo central foi unificar esses fluxos por meio da criação de um Mapa de Risco Integrado, justificando-se na necessidade de otimizar os recursos públicos e garantir uma resposta preditiva às arboviroses. Buscou-se, especificamente, georreferenciar imóveis de alto risco e institucionalizar visitas conjuntas entre Agentes de Combate a Endemias (ACE) e Agentes Comunitários de Saúde (ACS), promovendo a atenção integral no território.
Desenvolvimento e Implementação
A implementação ocorreu de forma interprofissional, aproveitando a formação técnica das categorias. O processo de desenvolvimento envolveu a sobreposição manual e digital das áreas de calor sobre as microáreas da Estratégia Saúde da Família, resultando em uma ferramenta visual colorimétrica de fácil interpretação pela equipe da UBS. Com o mapa em mãos, as equipes passaram a realizar o planejamento semanal de visitas baseando-se em 15 pontos de intersecção prioritários.
Essa estratégia não apenas qualificou o processo de trabalho, como também fortaleceu o vínculo com a comunidade, que passou a receber uma abordagem dupla (clínica e ambiental) em uma única visita, elevando a resolutividade das ações de controle vetorial e o cuidado longitudinal aos pacientes vulneráveis.

O desafio central identificado no bairro São Domingos, em Maués/AM, foi a fragmentação das informações de saúde no território: o mapa de risco ambiental (focos de vetores) e os dados de vulnerabilidade clínica das famílias (APS) existiam em bases de dados separadas. Essa ausência de cruzamento visual comprometia a agilidade na definição de prioridades, dificultando intervenções em áreas onde o risco biológico encontrava a fragilidade social (como idosos e acamados). Identificou-se, portanto, a oportunidade de integrar os processos de trabalho entre ACE e ACS para criar um Mapa de Risco Unificado, permitindo um planejamento estratégico conjunto, a otimização de recursos públicos e uma vigilância em saúde muito mais preditiva e precisa.

A implementação do Mapa de Risco Unificado no bairro São Domingos gerou resultados imediatos e mensuráveis tanto na vigilância quanto na assistência. O impacto mais significativo foi a redução de 20% no Índice de Infestação Predial (IIP), que declinou de 2.0 para 1.6 em apenas 60 dias, demonstrando a eficácia do direcionamento estratégico das ações. A grande inovação consistiu na interoperabilidade humana de dados: a capacidade de ACE e ACS cruzarem informações de bases distintas para criar uma ferramenta visual única. Isso permitiu que 100% dos 15 pontos de intersecção de risco mapeados passassem a receber visitas conjuntas, garantindo que famílias com alta vulnerabilidade clínica (idosos e acamados) fossem protegidas prioritariamente contra o risco ambiental. Além disso, a abordagem integrada aumentou a confiança da comunidade no serviço de saúde, resultando em uma queda de 40% na taxa de recusa de visitas domiciliares.A principal lição da implementação foi que a integração entre Vigilância e Atenção Primária não requer tecnologias complexas, mas sim o fortalecimento do trabalho interprofissional e da inteligência geográfica local. A prática comprovou que, ao unificar o olhar sobre o território, é possível otimizar recursos públicos limitados e oferecer uma resposta muito mais ágil e humanizada aos desafios das arboviroses em contextos amazônicos.

Para facilitar a implementação de práticas similares, recomenda-se, primordialmente, a institucionalização do Mapeamento de Risco Unificado como um protocolo padrão de planejamento dentro das equipes de Saúde da Família. É fundamental fomentar a parceria formal e o diálogo contínuo entre os Agentes de Combate a Endemias (ACE) e os Agentes Comunitários de Saúde (ACS), aproveitando a formação técnica de ambas as categorias para criar uma inteligência geográfica compartilhada.
A orientação principal é que os gestores incentivem o uso de ferramentas visuais, mesmo que simples, para sobrepor os dados de infestação vetorial às microáreas de vulnerabilidade clínica. Isso permite que as ações de vigilância e assistência ocorram de forma preditiva e integrada, alocando recursos humanos e logísticos precisamente onde há maior risco acumulado. Além disso, aconselha-se manter reuniões mensais de atualização dos mapas para acompanhar a dinâmica do território e garantir que a estratégia mantenha sua resolutividade e a confiança da comunidade atendida.

autor Principal

CASSIA CRISTINA DINELLY CASTRO

cassiacdinelly@gmail.com

Técnico em Agente de Combate de Endemias

Coautores

Cassia Cristina Dinelly Castro

A prática foi aplicada em

Maués

Amazonas

Norte

Esta prática está vinculada a

SEMSA - Secretaria Municipal de Saúde de Maués - Av. Pereira Barreto - Centro, Maués - AM, Brasil

Uma organização do tipo

Instituição Pública

Foi cadastrada por

CASSIA CRISTINA DINELLY CASTRO

Conta vinculada

10 abr 2026

CADASTRO

10 abr 2026

ATUALIZAÇÃO

02 abr 2024

inicio

fim

Condição da prática

Concluída

Situação da Prática

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