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Baía da Traição é um município litorâneo localizado no estado da Paraíba, na região Nordeste do Brasil, com forte presença de comunidades indígenas Potiguara, o que marca profundamente sua identidade cultural, social e territorial. Possui uma população de pequeno porte, com significativa dispersão entre zona urbana e áreas rurais e aldeias indígenas, o que impõe desafios específicos para a organização dos serviços de saúde. A economia local é baseada principalmente na pesca, agricultura e atividades turísticas sazonais. No contexto da saúde, o município é integralmente coberto pela Atenção Primária, que atua como ordenadora do cuidado, enfrentando demandas relacionadas à vulnerabilidade social, acesso a serviços especializados e necessidade de integração com a rede regional de saúde.O município apresentava uma elevada demanda reprimida para próteses dentárias, com longos tempos de espera e ausência de um fluxo estruturado de acompanhamento dos usuários. A inexistência de monitoramento sistemático comprometia a continuidade do cuidado, gerando perdas no seguimento e baixa resolutividade do serviço. A experiência teve início durante a gestão municipal vigente, quando foi implantado, de forma inédita no município, um fluxo estruturado de acompanhamento dos usuários. Foi desenvolvida uma planilha de monitoramento compartilhada entre a responsável técnico de prótese dentária e os Agentes Comunitários de Saúde (ACS), permitindo o acompanhamento de todas as etapas do processo: identificação da necessidade, encaminhamento, moldagem, confecção e entrega da prótese.
Os ACS passaram a realizar o monitoramento ativo dos usuários em seus territórios, enquanto as equipe da RT de prótese coordenavam o cuidado e atualizavam continuamente as informações, garantindo o seguimento adequado e o abstencionismo.
Apresentava elevada demanda reprimida para próteses dentárias, com longos tempos de espera e ausência de um fluxo estruturado de acompanhamento dos usuários. A inexistência de monitoramento sistemático e de organização do processo comprometia a continuidade do cuidado e a resolutividade do serviço.
Diante desse cenário, identificou-se a necessidade de estruturar um fluxo de acompanhamento na Atenção Primária à Saúde, como estratégia para qualificar o acesso, organizar o cuidado, identificar o usuário e reduzir a fila de espera. O fluxo foi organizado por etapas, contemplando desde a data do encaminhamento, início da moldagem, registro e validação pelo paciente, até a montagem, registro de mordida e entrega da prótese, garantindo maior controle e monitoramento do processo.
A implantação do fluxo possibilitou a organização do processo de trabalho e maior controle das etapas assistenciais, assim como triagem dos encaminhamentos duplicados. Como resultado, houve redução significativa da demanda reprimida, com a fila de espera adequada para o tempo previsto. No ano de 2025, foram entregues 150 próteses dentárias, ampliando o acesso e a resolutividade do serviço.
Para implementação de prática similar, recomenda-se inicialmente o diagnóstico da demanda reprimida e a identificação das fragilidades no fluxo de atendimento. É fundamental estruturar um fluxo organizado e adaptado à realidade local, com definição clara das etapas do processo, desde o encaminhamento até a entrega da prótese.Destaca-se a importância do monitoramento contínuo por meio de instrumentos simples, como planilhas de acompanhamento, bem como o envolvimento dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS) no seguimento dos usuários.
Além disso, é essencial fortalecer o papel da Atenção Primária à Saúde como coordenadora do cuidado, garantindo integração entre equipe, organização das informações e acompanhamento sistemático dos casos.
Baía da Traição, PB, Brasil
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