Fortalecimento da intersetorialidade entre CRAS Dulcina Ehlicker e as UBS dos territórios da área urbana: promoção da saúde, ampliação de direitos e cuidado integral à pessoa idosa

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Jaqueline da Silva

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A experiência foi desenvolvida a partir da articulação entre o CRAS Dulcina Ehlicker e as equipes de Estratégia Saúde da Família do território, com o apoio do Programa Ciclo Saúde Proteção Social, uma iniciativa da Fundação Vale e do CEDAPS, no âmbito do Programa Juntos pela Saúde (BNDES e IDIS), em implementação no período de 2022 a 2026.
Teve como objetivo ampliar o acesso aos direitos sociais e promover saúde, especialmente entre pessoas idosas em situação de vulnerabilidade. A matriz intersetorial foi construída e remodelada com foco no planejamento conjunto entre assistência social e saúde, incluindo reuniões de alinhamento, mapeamento de idosos acompanhados pelo CRAS e pelas Unidades Básicas de Saúde (UBS), elaboração de cronograma de visitas domiciliares e desenvolvimento de ações temáticas nos territórios. Ao longo do processo, foram realizadas atividades de vacinação, rodas de conversa, palestras, práticas corporais e ações educativas, integrando profissionais do CRAS, das UBS, da vigilância sanitária, do CREAS e de outros parceiros. Embora o desafio principal da matriz esteja centrado na população idosa, a experiência também desencadeou ações com gestantes, nutrizes e mulheres, abordando temas como amamentação, Outubro Rosa e Novembro Azul. O conjunto das ações mostrou que a articulação entre assistência social e saúde fortalece o trabalho em rede, amplia o acesso da população aos serviços e favorece respostas mais integrais às necessidades do território.

A experiência surgiu da necessidade de ampliar o acesso de pessoas idosas em situação de vulnerabilidade aos direitos sociais e às ações de promoção da saúde, reconhecendo que esse público frequentemente demanda cuidado contínuo, acompanhamento próximo e respostas articuladas entre diferentes políticas públicas. Também foi identificada a necessidade de melhorar a comunicação entre CRAS e UBS, compreender melhor as atribuições de cada serviço e organizar fluxos de trabalho mais eficientes para o acompanhamento dos usuários. Nesse contexto, a matriz intersetorial foi construída como oportunidade para transformar ações isoladas em estratégias conjuntas de cuidado, fortalecer a rede de proteção social e promover intervenções mais humanizadas, preventivas e resolutivas.

A experiência contribuiu de forma significativa para o fortalecimento da intersetorialidade entre CRAS e UBS. Entre os principais resultados percebidos, destacam-se a melhoria na comunicação entre as equipes, maior aproximação entre os profissionais, fortalecimento do trabalho em rede e maior compreensão sobre os fluxos, atribuições e possibilidades de atuação conjunta entre os serviços. As ações também ampliaram o acesso da população a informações, orientações e direitos, fortaleceram o vínculo com a comunidade e favoreceram atendimentos mais integrados às necessidades dos usuários. No caso da população idosa, houve oferta articulada de rodas de conversa, palestras, vacinação, atividades físicas, educativas, recreativas e outras iniciativas voltadas à promoção do bem-estar. Como resultado mais amplo, a matriz passou a estimular a consolidação de ações intersetoriais permanentes, com potencial para gerar impactos positivos na qualidade de vida da população e no acesso às políticas públicas.

Para a implementação de práticas semelhantes, recomenda-se iniciar com reuniões de alinhamento entre CRAS e equipes de saúde, de forma a mapear o público prioritário, conhecer melhor os fluxos dos serviços e pactuar responsabilidades. É importante construir cronogramas conjuntos, realizar visitas domiciliares sempre que necessário e planejar ações temáticas que dialoguem com as demandas concretas do território. Também é fundamental valorizar a troca de saberes entre os profissionais e promover atividades que integrem prevenção, cuidado, orientação sobre direitos e fortalecimento de vínculos. Outra recomendação é manter a intersetorialidade como prática contínua, e não apenas pontual, para que os usuários possam contar com atendimentos mais completos, humanizados e resolutivos. A experiência demonstra que o planejamento e a execução compartilhada favorecem a consolidação do trabalho em rede e qualificam a resposta dos serviços à população.

autor Principal

Jaqueline da Silva

jaquecorshow@gmail.com

Técnica do PAIF - Pedagoga

Coautores

Jaqueline da Silva; Ramille Brendhani Santana Gomes; Luciana Viana da Silva; Erica Silva Vicente; Amalita S. Lima Pereira; Josilene da Silva Oliveira de Carvalho; Leticía de Souza Barbosa; Alessandra Souza Oliveira Santos; Ana Cristina Saviczki Gonçalves; Suelen Cristina Jacobson; Fernanda da Silva Ferreira; Maria das Graças Pereira; Daiane de Oliveira; Cleonilde Santos de Souza Brito; Ana Gloria da Silva; Patricia Souza da Silva; Maria de Jesus da Silva Lima; Cleidiomar Borges Miranda; Selma Nunes dos Santos; Dejane Nunes da Silva; Leila Maria de Lima; Angerlaine dos Santos Sobrinho; Lucivania Barbosa da Silva; Jaciara Feliz Pereira Marques; Kelane de Melo Ribeiro Barros; Leidiane Santana dos Santos; Lindinalva Abreu Macarenha; Antonia Araujo de França; Robilene Lima de Araujo; Eleuza da Silva Aguiar; Marlucia de Matos; Franceilde Silva Costa; Luzia Paiva Diniz; Lucivania Araujo de Melo; Aldenir Borges Maranhão Paiva; Eunice Ribeiro de Cruz; Dayane Marinho Silva de Arruda Araujo.

A prática foi aplicada em

Tucumã

Pará

Norte

Esta prática está vinculada a

Rua francisco Dias, Maracanã Tucumã - PA

Uma organização do tipo

Instituição Pública

Foi cadastrada por

Jaqueline da Silva

Conta vinculada

30 abr 2026

CADASTRO

30 abr 2026

ATUALIZAÇÃO

01 set 2025

inicio

fim

Condição da prática

Andamento

Situação da Prática

Arquivos