Fortalecimento da articulação entre CRAS Jacaraípe e unidade regional de saúde: ações intersetoriais para informação, encaminhamento e proteção social no território

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Catia Rodrigues Machado da Silva

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Catia Rodrigues Machado da Silva

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A experiência foi desenvolvida no território de Jacaraípe, no município da Serra/ES, a partir da articulação entre o CRAS Jacaraípe e a Unidade Regional de Saúde de Jacaraípe, com o apoio do Programa Ciclo Saúde Proteção Social, uma iniciativa da Fundação Vale, realizada em parceria com Cedaps (Centro de Promoção da Saúde).
Teve o objetivo de efetivar ações intersetoriais voltadas ao público do território. A matriz foi construída diante da necessidade de mobilizar usuários e fortalecer o diálogo entre assistência social, saúde e educação, buscando ampliar o conhecimento mútuo sobre os serviços ofertados, qualificar encaminhamentos e promover ações educativas com famílias acompanhadas pela rede. Entre as ações realizadas, destacam-se a reunião intersetorial para socialização dos serviços da URS, das atribuições dos Agentes Comunitários de Saúde e dos serviços ofertados pelo CRAS; a oficina coletiva e educativa sobre as condicionalidades do Programa Bolsa Família no âmbito da saúde, assistência social e educação; e a palestra sobre doenças virais transmitidas por mosquitos, com participação da Vigilância Ambiental em Saúde. A experiência demonstrou que a aproximação entre os serviços fortalece a rede de proteção social e amplia a capacidade de resposta às demandas do território.

A experiência surgiu da necessidade de ampliar a mobilização dos usuários e fortalecer a articulação entre os serviços da assistência social, saúde e educação no território de Jacaraípe. Observou-se que parte das equipes e da população ainda conhecia de forma limitada os serviços, atribuições e fluxos de cada política pública, o que dificultava encaminhamentos mais efetivos e o acesso adequado das famílias aos seus direitos. Havia também a necessidade de ampliar ações educativas voltadas à população acompanhada pelo CRAS, especialmente em temas relacionados às condicionalidades do Programa Bolsa Família e à vigilância em saúde. Nesse contexto, a matriz intersetorial foi construída como estratégia para integrar equipes, ampliar o diálogo entre os setores e promover atendimentos e orientações mais articulados, preventivos e resolutivos.

A experiência contribuiu para o fortalecimento da intersetorialidade entre CRAS, saúde e educação, especialmente por aproximar as equipes e ampliar o conhecimento sobre os serviços e atribuições de cada setor. Entre os principais resultados percebidos, destacam-se o fortalecimento da rede, a maior participação das equipes nas reuniões intersetoriais e o aumento da busca por informações sobre os serviços ofertados pelo CRAS. Também houve ampliação dos encaminhamentos de munícipes ao CRAS quando identificadas demandas socioassistenciais, o que demonstra maior sensibilidade e capacidade de articulação por parte das equipes da saúde. As ações educativas realizadas com beneficiários do Programa Bolsa Família e com famílias acompanhadas pelo PAIF também contribuíram para ampliar o acesso à informação, fortalecer a prevenção e qualificar a atuação intersetorial no território. Como resultado mais amplo, a experiência favoreceu uma atuação mais conectada à proteção social e ao bem-estar das famílias e indivíduos atendidos.

Para a implementação de experiências semelhantes, recomenda-se iniciar com momentos de apresentação mútua entre os serviços, para que as equipes conheçam melhor as atribuições, fluxos e possibilidades de atuação conjunta de cada política pública. É importante manter canais de comunicação permanentes entre CRAS, saúde e educação, utilizando estratégias simples, como contatos telefônicos, e-mails e reuniões de rede. Também é fundamental investir em ações educativas com a população sobre temas que impactam diretamente o acesso a direitos, como condicionalidades do Bolsa Família, vigilância em saúde e serviços disponíveis no território. Outra recomendação é envolver profissionais estratégicos, como agentes comunitários de saúde, agentes de endemias e referências do PBF, pois esses atores ampliam a capilaridade da informação e fortalecem a identificação das demandas sociais. A experiência mostra que a intersetorialidade se consolida quando há diálogo contínuo, clareza de papéis e compromisso conjunto com a proteção das famílias.

autor Principal

Catia Rodrigues Machado da Silva

catiarodriguesm441@gmail.com

Coordenação do CRAS de Jacaraipe

Coautores

Catia Rodrigues Machado, Walesca da Penha Fisch, Barbara Rocha, Valesca,Leda Maria Lima

A prática foi aplicada em

Serra

Espírito Santo

Sudeste

Esta prática está vinculada a

CRAS Jacaraípe - Avenida Guarani - Das Laranjeiras, Serra - ES, Brasil

Uma organização do tipo

Instituição Pública

Foi cadastrada por

Catia Rodrigues Machado da Silva

Conta vinculada

30 abr 2026

CADASTRO

30 abr 2026

ATUALIZAÇÃO

01 maio 2025

inicio

fim

Condição da prática

Andamento

Situação da Prática

Arquivos