Fortalecimento da articulação intersetorial entre CRAS Minérios e UBS do território: cuidado compartilhado a crianças, adolescentes, idosos e famílias em Parauapebas (PA)

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Lorena Karina Lima

Lorena Lima

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A experiência foi desenvolvida no município de Parauapebas/PA, a partir da articulação entre o CRAS Minérios, a UBS Minérios e a UBS Grazielly Caetano de Oliveira, com o apoio do Programa Ciclo Saúde Proteção Social, uma iniciativa da Fundação Vale e do CEDAPS, no âmbito do Programa Juntos pela Saúde (BNDES e IDIS), em implementação no período de 2022 a 2026.
A matriz intersetorial foi construída diante da necessidade de articular melhor as ações entre os setores, em meio às múltiplas demandas do território, tendo como objetivo a criação de uma comissão intersetorial e o fortalecimento do trabalho em rede entre saúde, assistência social e outros serviços parceiros. Ao longo do período de elaboração e execução da matriz, foram desenvolvidas ações voltadas à prevenção da gravidez na adolescência, atividades de promoção do bem-estar e da saúde da pessoa idosa, estudo de casos compartilhados, através do Programa Saúde na Escola (PSE) e oficina sobre escuta especializada. Entre as ações realizadas, destacam-se o PSE, rodas de conversa, passeio com idosos com atividades de lazer e cuidados em saúde, estudo de caso envolvendo diferentes setores da rede, atividade de capoterapia com orientações nutricionais e prevenção de quedas, além de oficina formativa sobre identificação de situações de violência na comunidade. A experiência demonstrou a importância da integração entre CRAS e UBS para ampliar o cuidado, fortalecer vínculos e qualificar as respostas oferecidas à população.

A experiência surgiu da necessidade de melhorar a articulação entre os setores da saúde e da assistência social diante de demandas complexas e diversas presentes no território. Observou-se que adolescentes, idosos e famílias em situação de vulnerabilidade necessitavam de respostas mais integradas, capazes de considerar não apenas as questões de saúde, mas também aspectos sociais, familiares e comunitários. Havia, portanto, a oportunidade de fortalecer o diálogo entre CRAS, UBS e demais parceiros da rede, organizar ações conjuntas, ampliar o compartilhamento de informações e criar estratégias mais efetivas para prevenção, acompanhamento e proteção integral dos usuários. A matriz intersetorial foi, assim, um instrumento para transformar essa necessidade em planejamento concreto e ação articulada no território.

A experiência produziu resultados importantes para a consolidação da intersetorialidade no território. As ações contribuíram para fortalecer o diálogo entre CRAS, UBS e outros setores, ampliar a interação entre as equipes e qualificar o atendimento prestado às famílias. Entre os impactos percebidos, destacam-se a melhoria da qualidade de vida dos usuários, a ampliação das informações sobre os serviços disponíveis, o fortalecimento de vínculos com a comunidade e o reconhecimento da importância das parcerias intersetoriais. Outro resultado relevante foi o fato de que a matriz impulsionou novas ações conjuntas para além daquelas inicialmente previstas, demonstrando que o processo favoreceu maior aproximação entre os profissionais, mais capacidade de planejamento coletivo e maior resolutividade no enfrentamento das demandas do território. Também se evidenciou o potencial da articulação intersetorial para o cuidado de adolescentes, idosos e situações de violência, com respostas mais integradas e sensíveis às necessidades locais.

Para a implementação de experiências semelhantes, recomenda-se iniciar com a identificação das principais demandas do território e, a partir delas, promover encontros entre CRAS, UBS e demais atores da rede para pactuar objetivos, responsabilidades e fluxos de atuação. É importante definir pontos focais, manter comunicação frequente entre os serviços e valorizar tanto ações voltadas ao público quanto momentos de discussão técnica entre os profissionais, como estudos de caso e oficinas temáticas. Também é fundamental registrar as ações realizadas e estimular que a articulação intersetorial ultrapasse eventos pontuais, tornando-se parte do processo cotidiano de trabalho. A experiência mostra que ações simples, quando planejadas em conjunto, podem gerar impactos significativos no cuidado, na prevenção e na proteção social, fortalecendo a rede e ampliando a capacidade de resposta dos serviços.

autor Principal

Lorena Karina Lima

lohlima.lima@gmail.com

Agente Comunitário de Saúde

Coautores

Lorena Karina Lima, Tayrine Santa Clara de Souza, Andreia Rocha Alves, Antonia Abreu Rodrigues, Daylla Ribeiro Lima da Silva Almeida, Gardênia da Silva Melo, Francinilda dos Santos Cardoso, Joyce Cristina Lima da Silva, Marlyne Mendes de Alburquerque, Teresa Cristina, Luciwania Amarante, Adriellen Costa, Joeva Mota, Stefany Oliveira, Luiza Helena, Marcela Abbade, Domingos Mendes, Dayanne Nunes, Cleberson Moreira, Dhonayara Amori, Glauciane Xavie, Valquiria Vaqueiro, Ana Karoline Velozo, Elisania Araújo, Larissa Ramos, Liliane Gomes, Maria Lucilene Cordeiro, Ranielsso Lobato, Kerlisso Araújo, Cristina Ferreira e Shyrley de Oliveira Silva, Junio Césio, Leonilda Santos

A prática foi aplicada em

Parauapebas

Pará

Norte

Esta prática está vinculada a

V44P+JW Parauapebas, PA, Brasil

Uma organização do tipo

Instituição Pública

Foi cadastrada por

Lorena Karina Lima

Conta vinculada

20 abr 2026

CADASTRO

20 abr 2026

ATUALIZAÇÃO

inicio

16 abr 2026

fim

Condição da prática

Concluída

Situação da Prática

Arquivos