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A experiência refere-se à implementação de ações intersetoriais desenvolvidas no território de Chaperó no município de Itaguaí/Rj, a partir da construção da Matriz de Ações Intersetoriais entre os CRAS Praça Céus e Chaperó e as ESF do território. A experiência contou com o apoio do Programa Ciclo Saúde Proteção Social, uma iniciativa da Fundação Vale e do CEDAPS, no âmbito do Programa Juntos pela Saúde (BNDES e IDIS), em implementação no período de 2022 a 2026.
A matriz foi elaborada coletivamente como instrumento de planejamento, organização e articulação entre as equipes, permitindo o mapeamento das principais demandas do território e a definição de ações integradas voltadas à população em situação de vulnerabilidade social. Entre os principais desafios identificados destacaram-se as dificuldades de acesso da população aos equipamentos públicos, em razão de questões relacionadas à mobilidade territorial.
A partir desse processo de planejamento, foram executadas diversas ações intersetoriais no território, articulando profissionais da saúde, assistência social, educação e outras instituições da rede.
Dentre as ações desenvolvidas destacam-se a realização de atividades relacionadas ao “Agosto Lilás”, com palestra sobre violência contra a mulher, canais de proteção e denúncia; reuniões intersetoriais para alinhamento de fluxos, protocolos e fortalecimento da comunicação intersetorial; ação sobre o “Outubro Rosa” com o objetivo publicizar os serviços da Política de Assistência Social e oferecer orientação de saúde às mulheres do território; e uma ação relacionada ao “Fevereiro Roxo”, no qual foi realizada uma roda de conversa voltada à conscientização sobre a fibromialgia, em parceria com a Subsecretaria da Pessoa com Deficiência e outras instituições do território.
A experiência teve como objetivo fortalecer a intersetorialidade entre os serviços, ampliar o acesso da população às políticas públicas e construir respostas mais integrais às demandas identificadas pelas equipes técnicas. Além disso, buscou promover maior aproximação entre os equipamentos da rede, qualificar os encaminhamentos e fortalecer o trabalho coletivo no território.
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A experiência surgiu a partir da identificação de dificuldades da população no acesso aos serviços públicos, em razão da distância territorial e das limitações de mobilidade. Observou-se também a necessidade de ampliar a circulação de informações sobre direitos e serviços disponíveis para a população do território.
A implementação da matriz intersetorial contribuiu significativamente para o fortalecimento da articulação entre as equipes do SUS e do SUAS, promovendo maior integração entre os serviços ofertados no território. Entre os principais resultados observados destacam-se a ampliação do diálogo entre os profissionais, a realização de estudos de caso e intervenções conjuntas, o fortalecimento dos fluxos institucionais e o aumento da capacidade de resposta às demandas sociais e de saúde da população.
As ações também favoreceram a ampliação do público alcançado pelas atividades, especialmente usuários residentes em territórios mais afastados dos equipamentos públicos. Houve redução do quantitativo de famílias em não cumprimento das condicionalidades do Programa Bolsa Família, maior aproximação da população com os serviços públicos e fortalecimento do trabalho em rede.
Outro resultado relevante foi a criação de espaços permanentes de articulação intersetorial, como reuniões de rede e ações integradas, possibilitando o desenvolvimento de iniciativas que ultrapassaram o planejamento inicial da matriz e originaram experiências piloto no território. A experiência demonstrou que o trabalho coletivo entre diferentes políticas públicas amplia a efetividade das ações e contribui para um atendimento mais integral, humanizado e resolutivo.
Recomenda-se que as equipes invistam na construção da intersetorialidade de forma contínua, fortalecendo o diálogo entre os diferentes serviços e reconhecendo a importância do trabalho em rede para o atendimento integral da população. A articulação intersetorial possibilita a construção de respostas mais efetivas às demandas do território, especialmente diante de situações que não conseguem ser resolvidas de forma isolada por apenas uma política pública. A intersetorialidade contribui para superar a fragmentação das políticas públicas, ampliar o acesso aos serviços e qualificar o atendimento ofertado no território.
Rua Aristotelina B. Lino, s/n Itaguaí
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