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A experiência refere-se a matriz de ações intersetoriais desenvolvida pelo CRAS Central e Equipes Volantes em articulação com as UBS do território que teve como objetivo fortalecer a integração entre as políticas públicas de assistência social e saúde, promovendo ações conjuntas voltadas à garantia de direitos e à qualificação do atendimento à população. A iniciativa contou com o apoio do Programa Ciclo Saúde Proteção Social, uma iniciativa da Fundação Vale e do CEDAPS, no âmbito do Programa Juntos pela Saúde (BNDES e IDIS), em implementação no período de 2022 a 2026.
Dentre as ações intersetoriais desenvolvidas destacam-se: o Espaço de Convivência Senhora do Carmo; atividades alusivas ao Mês das Mulheres e Agosto Lilás; rodas de conversa sobre direitos das mulheres; ações de saúde mental; atividades de promoção da saúde da mulher; ação intersetorial visando fortalecimento de famílias com filhos autistas, autonomia se constrói com apoio; ações de prevenção contra ao abuso sexual crianças e adolescentes denomindado “Maio Laranja”, além do encontro “Conexão SUAS e SUS”, que reuniu profissionais da assistência social, saúde, gestores e equipes multiprofissionais para apresentação dos serviços, fluxos e estratégias de atuação conjunta.
Além das equipes diretamente envolvidas na elaboração da matriz de ações intersetoriais, a experiência contou com a participação ativa de diversos serviços e equipamentos da rede. Participaram da atividade “Conexão SUAS e SUS” equipamentos como o Centro de Referência Especializado de Atendimento à Mulher (CREAM), Centro InterAgir, CAPSad e CAPS II, Conexão Jovem/SME e o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) além de equipamentos comunitários e culturais dos distritos. Na atividade sobre filhos autistas também participaram o CEMAE e a instituição Amaes. Essa ampliação da participação fortaleceu o caráter colaborativo da experiência, favorecendo a construção de estratégias compartilhadas e ampliando a capacidade de resposta às demandas da população.
As iniciativas buscaram fortalecer os vínculos entre os serviços, ampliar o conhecimento sobre os equipamentos públicos do território e promover maior resolutividade das demandas sociais e de saúde identificadas pelas equipes.
A experiência encontra-se em processo de consolidação e institucionalização, considerando que ainda há desafios relacionados à construção de um calendário intersetorial permanente e ao fortalecimento contínuo da rede de proteção social no território.
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A experiência surgiu a partir da necessidade de fortalecer a articulação entre os serviços da assistência social e da saúde nos territórios atendidos pelo CRAS Central e pelas UBS, diante das dificuldades de comunicação entre equipes, desconhecimento sobre os fluxos e serviços ofertados e da fragmentação dos atendimentos realizados aos usuários. Identificou-se a necessidade de construir estratégias intersetoriais permanentes que possibilitassem maior integração entre os profissionais, planejamento conjunto, encaminhamentos mais qualificados e ações compartilhadas capazes de garantir atendimento integral e acesso efetivo aos direitos sociais e de saúde da população.
A experiência contribuiu para o fortalecimento da intersetorialidade entre os serviços do território, promovendo maior aproximação entre as equipes da assistência social e saúde. Os encontros e ações desenvolvidas possibilitaram maior conhecimento sobre os serviços ofertados, alinhamento de fluxos de encaminhamento, discussão conjunta de demandas e fortalecimento das estratégias de cuidado compartilhado.
Entre os principais resultados observados destacam-se: a ampliação do diálogo entre os profissionais; o maior engajamento das equipes; o fortalecimento dos vínculos institucionais; usuários mais participativos e conscientes de seus direitos; a melhoria da articulação entre CRAS e UBS; a construção de espaços coletivos de convivência e promoção de direitos; a ampliação do conhecimento sobre os serviços ofertados no território; resolutividade das demandas dos usuários; além de gestores mais conscientes de suas responsabilidades e dos desafios relacionados à atuação intersetorial.
Como aprendizado, a prática evidenciou que o trabalho intersetorial exige planejamento contínuo, diálogo permanente e comprometimento coletivo para garantir maior resolutividade das demandas sociais e de saúde.
Para implementação de experiências semelhantes, recomenda-se investir na construção gradual de vínculos entre as equipes dos diferentes serviços do território, promovendo encontros periódicos, espaços de escuta, matriciamento e discussão de casos. É fundamental que os profissionais conheçam os fluxos, serviços e responsabilidades de cada política pública, favorecendo encaminhamentos mais qualificados e atendimento integral aos usuários.
Também é fundamental garantir o apoio da gestão para a institucionalização das ações intersetoriais e a criação de canais permanentes de comunicação para a construção de ações previamente planejadas e integradas entre as políticas de assistência social e saúde.
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