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Fortalecendo vínculos: o grupo da família no CAPSij Araruama

Alda Fabrícia de Melo Olegário

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Alda Fabrícia de Melo Olegário

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A atenção em saúde mental infantojuvenil demanda a inclusão das famílias como parte fundamental no processo de cuidado. No cotidiano do Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil (CAPSij) de Araruama/RJ, observou-se que muitos familiares e responsáveis por crianças e adolescentes em acompanhamento no serviço apresentavam sobrecarga emocional, dificuldades no manejo das demandas cotidianas e ausência de espaços voltados à escuta de suas próprias necessidades.
Diante desse contexto, foi implementado, a partir do primeiro semestre de 2025, o Grupo da Família, com o objetivo de oferecer um espaço de acolhimento, escuta qualificada e fortalecimento emocional aos cuidadores, contribuindo para o cuidado em saúde mental de forma ampliada.
A proposta do grupo fundamenta-se na compreensão de que o sofrimento psíquico não se restringe ao indivíduo, mas atravessa as relações familiares e o território, sendo necessário incluir os cuidadores como sujeitos do cuidado. Além disso, a iniciativa busca fortalecer o vínculo entre as famílias e o serviço, promovendo corresponsabilização e maior engajamento no acompanhamento dos usuários.
Os encontros são realizados semanalmente, com participação de pais, mães, avós, tios e outros cuidadores, sendo conduzidos por uma psicóloga e uma assistente social, com apoio eventual da equipe multiprofissional. A condução baseia-se na escuta qualificada, no acolhimento e na valorização do protagonismo dos participantes, por meio de rodas de conversa, dinâmicas reflexivas e vivências psicoeducativas.
A experiência se justifica pela necessidade de ampliar as estratégias de cuidado em saúde mental infantojuvenil, considerando a família como elemento central no processo terapêutico. Ao oferecer um espaço coletivo de troca e apoio, o grupo contribui para a redução da sensação de isolamento dos cuidadores, fortalecimento de vínculos e construção compartilhada de estratégias de enfrentamento.
Assim, o Grupo da Família configura-se como um dispositivo de cuidado que articula clínica e saúde coletiva, promovendo um espaço de escuta, acolhimento e produção de cuidado em liberdade, alinhado aos princípios do Sistema Único de Saúde.

No contexto do CAPSij, observou-se que familiares de crianças e adolescentes em acompanhamento apresentavam sobrecarga emocional, dificuldades no manejo do cuidado e pouca inserção em espaços de escuta voltados às suas próprias demandas. Essa lacuna impactava o vínculo com o serviço e o acompanhamento dos usuários, evidenciando a necessidade de estratégias que incluíssem os cuidadores como sujeitos do cuidado em saúde mental.

A implementação do Grupo da Família tem produzido efeitos significativos no fortalecimento do vínculo entre os cuidadores e o CAPSij, ampliando o espaço de escuta e acolhimento no serviço.
Observa-se maior engajamento das famílias no acompanhamento das crianças e adolescentes, além da redução da sensação de isolamento e sobrecarga emocional.
Os participantes passaram a compartilhar experiências com mais abertura, reconhecendo-se nas vivências uns dos outros e construindo uma rede de apoio baseada na troca e no acolhimento. Relatos indicam mudanças no manejo familiar, com melhora na comunicação e na relação com os usuários.
Como inovação, destaca-se a consolidação do grupo como dispositivo coletivo de cuidado, que integra clínica e saúde coletiva, valorizando o protagonismo das famílias. Como lição aprendida, evidencia-se que a inclusão ativa dos cuidadores no processo terapêutico potencializa os resultados do cuidado em saúde mental.

Recomenda-se que a implementação de grupos de familiares em serviços de saúde mental considere a criação de um espaço acolhedor, baseado na escuta qualificada e na valorização das experiências dos participantes. É fundamental garantir regularidade dos encontros, condução por equipe multiprofissional e flexibilidade metodológica, permitindo que o grupo se adapte às demandas trazidas pelos cuidadores.
Destaca-se a importância de promover um ambiente horizontal, que favoreça o protagonismo das famílias e a construção coletiva de estratégias de cuidado. Além disso, é essencial reconhecer o território e as singularidades dos participantes, fortalecendo vínculos e redes de apoio.
A experiência demonstra que a inclusão ativa dos cuidadores potencializa o cuidado em saúde mental, sendo uma estratégia viável e replicável em diferentes contextos do SUS.

autor Principal

Alda Fabrícia de Melo Olegário

alda.melo_@outlook.com

Psicóloga

Coautores

Alda Fabrícia de Melo Olegário (autora), Eloá de Souza Resende (Coautora)

A prática foi aplicada em

Araruama

Rio de Janeiro

Sudeste

Esta prática está vinculada a

Rua Ronald de Carvalho - Centro, Araruama - RJ, Brasil

Uma organização do tipo

Instituição Pública

Foi cadastrada por

Alda Fabrícia de Melo Olegário

Conta vinculada

26 mar 2026

CADASTRO

26 mar 2026

ATUALIZAÇÃO

21 maio 2025

inicio

fim

Condição da prática

Andamento

Situação da Prática

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