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A experiência refere-se à implementação de estratégias intersetoriais, do planejamento à execução, entre as políticas de Saúde e Assistência Social no município de Vitória do Mearim (MA).
A iniciativa teve como propósito fortalecer a articulação intersetorial entre as equipes da Atenção Primária à Saúde e da Proteção Social Básica, promovendo um cuidado integral, territorializado e centrado nas necessidades da população, com atenção especial às pessoas em maior situação de vulnerabilidade e às áreas mais distantes.
Participaram da experiência equipes do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) Novo Horizonte e das Unidades de Saúde da Família (USF) São Benedito, Puraqueu, Coque I ( Antonio Carlos Falcão), Coque II e III (Centro de Saúde João Firmino Vaz Filho), Antônio Onofre Pereira, Nova Vitória, Tapuitapera Bairro Novo. Também integraram as ações outros atores da rede, como o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), o Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), a Câmara de Vereadores, cartório e lideranças comunitárias, equipe e – Multi, Conselho Tutelar, Conselhos ( Idoso, Assistência , Saúde).
O processo foi estruturado a partir de um instrumento de planejamento intersetorial, com execução entre junho de 2025 e abril de 2026, que orientou a organização das ações no território, a definição de responsabilidades e a identificação de demandas prioritárias.
O público atendido incluiu idosos, mulheres, mães atípicas, e famílias em situação de vulnerabilidade social, especialmente residentes na zona rural.
As ações desenvolvidas abrangeram atividades de promoção da saúde, prevenção de agravos, enfrentamento às violências, cuidado em saúde mental, fortalecimento de vínculos e ampliação do acesso a direitos socioassistenciais. Destacam-se campanhas temáticas (Junho Violeta, Agosto Lilás, Agosto Dourado, Outubro Rosa, Janeiro Branco, Janeiro Roxo e Março Lilás), atividades de educação em saúde, rodas de conversa, atendimentos integrados, visitas domiciliares intersetoriais, ações de regularização de documentação civil (Registre-se) e iniciativas de empoderamento feminino e geração de renda e fortalecimento comunitário, com destaque ao “Projeto Fios que Transformam”, com oficina de croche com as mulheres como espaço de trocas, geração de vínculos , trocas de experiências. Destaque também para a experiência do Projeto Terapêutico Singular com a mobilização da comunidade, CRAS, CREAS e Vigilância Sanitária, como instrumento de intervenção de cuidado individual.
As ações foram realizadas de forma descentralizada,nos equipamentos públicos e em espaços comunitários como igrejas , centros comunitários e quadras poliesportivas, Sítio Arena, Campo de Futebol, nas ruas, nos território com mobilização ativa das equipes e participação social. A atuação integrada permitiu a oferta simultânea de serviços de saúde e orientações socioassistenciais, ampliando o acesso e a resolutividade das intervenções.
A experiência contou com o apoio das Secretarias Municipais de Assistência Social e Saúde, além de parcerias institucionais e comunitárias. O município contou com o apoio do Programa Ciclo Saúde Proteção Social, uma iniciativa da Fundação Vale e do CEDAPS, no âmbito do Programa Juntos pela Saúde (BNDES e IDIS), em implementação no período de 2022 a 2026, que contribuiu com apoio técnico, capacitações, recursos e fortalecimento da articulação intersetorial.
A iniciativa fortalece a intersetorialidade como princípio do SUS, ao integrar ações de saúde e assistência social no território, promovendo um cuidado integral, equitativo e voltado às necessidades da população.
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A experiência foi desencadeada pelas dificuldades de acesso de famílias em situação de vulnerabilidade social aos serviços de saúde e assistência social, especialmente nas áreas rurais do município. Fatores como isolamento geográfico, limitações de transporte, escassez de recursos e fragilidades na oferta dos serviços constituíram desafios que motivaram a execução das ações.
Adicionalmente, a presença de demandas complexas, incluindo situações de violência, sofrimento psíquico, insegurança social e desconhecimento de direitos, evidenciou a insuficiência de respostas setoriais isoladas. Nesse contexto, a articulação entre as políticas públicas mostrou-se necessária para qualificar o cuidado e promover maior integralidade na atenção às famílias.
As ações desenvolvidas no território contribuíram para uma atuação mais articulada e direcionada às famílias e pessoas em situação de vulnerabilidade social, reforçando a importância da garantia de acesso aos serviços de saúde e assistência social, favorecida pela realização de ações descentralizadas.
Destaca-se, ainda, o fortalecimento da educação permanente entre as equipes, por meio de espaços de planejamento conjunto, troca de saberes e construção compartilhada de estratégias, o que contribuiu para a qualificação das práticas e o alinhamento das ações no território.
Observam-se, também, avanços no fortalecimento da rede de proteção social, na ampliação do acesso à informação sobre direitos, na prevenção de violências e no apoio à regularização da documentação civil. A experiência evidencia o potencial da atuação intersetorial como prática contínua, contribuindo para um cuidado mais integrado e alinhado às necessidades da população.
A experiência mostrou o fortalecimento da Corrente de Proteção através da mobilização impactando na mudança das realidades locais.
A adoção de práticas intersetoriais requer a institucionalização de espaços regulares de diálogo entre as equipes, com construção coletiva de objetivos alinhados às demandas do território. A articulação prévia das ações e o planejamento integrado são fundamentais para superar a fragmentação dos serviços e ampliar a efetividade das intervenções.
Destaca-se a importância de reconhecer e respeitar as competências de cada política pública, favorecendo uma atuação complementar entre saúde e assistência social. Nesse processo, a escuta qualificada, o acolhimento e o envolvimento da comunidade configuram-se como elementos centrais para a condução das ações.
Além disso, torna-se necessário fortalecer mecanismos de monitoramento e sistematização das atividades, bem como assegurar o suporte da gestão quanto a recursos, infraestrutura e organização do trabalho. A experiência indica que a consolidação da intersetorialidade está relacionada à cooperação entre as equipes, à continuidade das ações e à capacidade de adaptação às especificidades locais, contribuindo para a qualificação do cuidado ofertado.
Os profissionais recomendam a importância do olhar detalhado para o cuidado individualizado e a importância de entender que cada setor tem o seu papel, no entanto existe a necessidade de buscar parceiros e manter diálogo.
Avenida Carlos Raimundo Figueiredo, Vitória do Mearim - MA, Brasil
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