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Os agentes comunitários de saúde (ACS), desempenham um papel crucial na atenção primária à saúde (APS), é quem estar diariamente no território em saúde, conhece todas às potencialidades e fragilidades da sua microárea. A violência configura-se como a materialização das expressões da questão social e o ACS em cada visita domiciliar, depara-se com situações de violação de direitos, tornando-se, muitas vezes, o único canal de escuta e o pedido de socorro efetivo dentro do território.
Deste modo, diante da fragilidade local de ações de educação em saúde e manejo de violência, possibilitou-se reflexões sobre a necessidade de espaços formativos de saúde quanto a notificação e encaminhamento das situações de violações de direitos encontradas no território. Visando tornar os ACS de São José do Sabugi/PB aptos a identificar e notificar às situações de violações de direitos no território, foi realizado ações de educação permanente em saúde (EPS) sobre a presente temática durante os meses de abril à março de 2026.
Metodologia
Trata-se de um relato de experiência, de ações realizadas pela equipe emulti do município de São José do Sabugi/PB, construído a partir de um olhar de cuidado no território, no que tange à importância de ofertar ações de EPS para os ACS frente às situações de violência identificadas no território de saúde. A presente intervenção contou com 11 (onze) ACS da atenção básica local.
Utilizou-se de metodologias ativas para a intervenção, mediante planejamento por meio de ações educativas, dinâmicas, rodas de conversas, discussão de casos, utilizando-se de recursos lúdicos e pedagógicos e a criação de um jogo autoral (Jogo Educativo: Quebre o Sigilo), o presente jogo tem como objetivo dialogar e alertar os ACS da importância da prevenção e do enfrentamento da violência em suas diversas formas.
Bem como elucidar a contextualização do conceito de violência, quais atribuições da rede de proteção (assistência social, educação, sistema de justiça, conselho tutelar e ministério público) e os fluxos de encaminhamentos. O papel do ACS no manejo de violência sobretudo na identificação, acolhimento, notificação e encaminhamentos no território em saúde.
Fortalecer a atuação dos agentes comunitários de saúde na identificação, acolhimento e encaminhamento de situações de violação de direitos durante às visitas domiciliares, por meio de ações de educação permanente em saúde no território.
Ressalta-se que às ações de educação permanente em saúde, junto aos ACS, demonstrou-se uma estratégia de intervenção efetiva de proteção social no território em saúde. Possibilitando a qualificação profissional, contribuindo no fortalecimento de ações educativas, promovendo um olhar diferenciado e humanizado mediante situações de violência. Superando às fragmentações encontradas no território, integrando novas percepções de promoção da integralidade do cuidado que contemplem a totalidade das necessidades do paciente.
Observou-se que a intervenção representou-se um momento formativo, junto da prática dos ACS, pois percebeu-se que alguns profissionais não encaminhavam os casos, porque não conheciam os fluxos de atendimentos e encaminhamentos da rede de proteção, não sentiam-se seguros em notificar às situações de violações de direitos existentes na microárea, por terem medo de não ser anônimo os canais de denúncia. Na oportunidade, fora feito um experimento social de como realizar denúncias de forma segura nos canais de denúncia como o disque 100 (direitos humanos) e disque 155 (serviço de denúncia do estado da Paraíba). Ficando evidente que agora, encontram-se aptos para identificar, acolher e notificar situações de violações de direitos no território de saúde.
Compreende-se que a educação permanente em saúde, se configura como uma estratégia de qualificação do trabalho em saúde, percebeu-se a necessidade de capacitar os agentes comunitários de saúde (ACS) que se encontram diariamente no território, frente a identificação de situações de violência sobretudo o acolhimento e encaminhamentos necessários junto a rede de proteção. Possibilitando a integração de práticas de proteção social efetivas no território em saúde, garantindo assim, um cuidado integral ao paciente dentro da microárea.
Portanto, conclui-se que a intervenção educativa, possibilitou a aproximação de uma temática existente no território, estimulando o conhecimento prévio sobre violência e suas diversas formas, diante da realidade social enfrentada, é essencial qualificar os profissionais da atenção primária à saúde de São José do Sabugi/PB, para ofertar uma saúde mais humana, de proteção social e que garante de direitos.
São José do Sabugi, PB, Brasil
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