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Encaminhamento para o Serviço de Atenção Domiciliar no Município de Mauá/Sp a Partir de Pacientes Avaliados e Não Admitidos pelo Serviço

Finalidade da experiência

O SAD (Serviço de Atenção Domiciliar) constitui uma modalidade de atenção que visa proporcionar um cuidado contextualizado à e dinâmica familiar, caracterizada por um conjunto de ações de promoção à saúde, prevenção e tratamento de doenças e reabilitação prestadas em domicílio, com garantia de continuidade de cuidados e integrada às redes de atenção à saúde, evitando hospitalizações e definida pela portaria ministerial 963/2013 e pela RDC (Resolução de Diretoria Colegiada da ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) nº 11, de 26 de janeiro de 2006, organizando-se em três modalidades (AD1, AD2, AD3), pautadas de acordo com grau de complexidade e frequência das visitas domiciliares necessárias para o cuidado a ser prestado. O SAD destina-se a pacientes acamados e com dificuldades de locomoção ou que necessitem de cuidados paliativos e, além disso, demandem mais recursos de saúde ou de acompanhamento de frequência e intensidade maior que da capacidade da rede básica. Entre eles, destacam-se pacientes com demanda por procedimentos de maior complexidade que podem ser realizados no domicílio, pacientes em reabilitação por deficiência permanente ou transitória, que necessitem de atendimento contínuo até apresentarem condições de frequentarem outros serviços de reabilitação

A partir destas informações e do conhecimento do número de encaminhamentos por serviço, foram definidos os pontos da rede em que o processo de discussão dos casos não admitidos e das dificuldades encontradas deveria se iniciar, e foi elaborado um calendário de reuniões e discussões de casos. As reuniões se iniciaram com o Hospital Municipal, que não teve maior percentual de pacientes não admitidos, porém, de onde partiram o maior número de encaminhamentos e que também teve uma taxa de não admitidos maior que a média. Nestas reuniões, já realizadas, foram feitas alterações na ficha de encaminhamento dos pacientes para adequá-las às necessidades de comunicação entre os dois serviços. Foi também pactuada a participação de membros da equipe do SAD, no mínimo semanal, na reunião do corpo clínico da enfermaria de clínica médica. O objetivo desses encontros é realizar a captação de pacientes ainda não identificados como passíveis de assistência domiciliar e discutir casos em que há dúvidas quanto à possibilidade do cuidado domiciliar, pela intensidade de monitoração e assistência necessárias ou pela tecnologia necessária a esse cuidado. Além disso, foi planejada a participação da equipe do SAD em reuniões que já são realizadas em cada território de saúde, a fim de integrar os diversos equipamentos da rede. Foram agendadas participações do SAD também em reuniões técnicas e reuniões de equipes das Unidades Básicas de Saúde, para nova apresentação do serviço e discussão de casos, seja de pacientes que já são acompanhados pelo SAD, seja de pacientes que estão em acompanhamento apenas pela atenção primária. O tipo de cuidado prestado pelo Serviço de Atenção Domiciliar e o perfil de pacientes com critérios necessário para admissão necessita ser melhor conhecido e compreendido por todos os serviços municipais. Os maiores percentuais de encaminhamento não admitidos aconteceram nas Unidades de Pronto Atendimento, nas quais a maior parte dos profissionais que encaminham pacientes trabalha em regime plantão, tornando mais difícil a educação permanente e o vínculo e conhecimento da Rede de Atenção à Saúde. A principal dificuldade destes profissionais foi determinar quando o paciente ainda necessitava de cuidados hospitalares ou, por outro lado, quando ele poderia ser acompanhado pela equipe de Atenção Primária. Por outro lado, o ponto da rede que teve um menor número de pacientes encaminhados e não admitidos foi a Atenção Primária, onde são importante a horizontalidade, o vínculo e a gestão do cuidado.

Principal

Renata Carneiro Vieira

saude@maua.sp.gob.br

A prática foi aplicada em

Mauá

São Paulo

Sudeste

Instituição

Rua Dr. Getúlio Vargas, nº 330 – Vila Bocaina.

Uma organização do tipo

Instituição pública

Foi cadastrada por

Renata Carneiro Vieira

Conta vinculada

A prática foi cadastrada em

02 jun 2023

e atualizada em

14 set 2023

Condição da prática

Concluída

Situação da Prática

Arquivos