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Apresentação/Introdução:
No 2º quadrimestre de 2024, o município de Santa Vitória (MG) apresentava desempenho crítico nos indicadores do Cofinanciamento Federal da Atenção Primária à Saúde (APS), com apenas 10% de acompanhamento de pessoas com hipertensão e diabetes. Esse cenário evidenciava fragilidades na organização do cuidado, nos processos de trabalho e na utilização dos sistemas de informação, comprometendo a resolutividade da APS e impactando diretamente o financiamento federal. Diante desse contexto, a gestão municipal implantou uma estratégia estruturante baseada no uso sistemático dos indicadores como ferramenta central de gestão, planejamento e qualificação do cuidado. Os indicadores deixaram de ser apenas instrumentos de avaliação e passaram a orientar o processo de trabalho das equipes e a tomada de decisão. Sob liderança da Coordenação da Atenção Primária à Saúde, a iniciativa promoveu integração entre Atenção Primária e Vigilância em Saúde, fortalecimento da governança e alinhamento entre planejamento, execução e avaliação. A estratégia priorizou o cuidado às condições crônicas, com foco na ampliação do acesso, no acompanhamento contínuo e na qualificação dos registros nos sistemas oficiais. A incorporação dos dados como eixo da gestão ampliou a capacidade de resposta às necessidades do território, promovendo mudanças na organização dos serviços. Como resultado, houve melhoria dos indicadores, ampliação do acesso e fortalecimento do cuidado longitudinal. A experiência demonstra que o uso estratégico dos indicadores pode transformar a gestão da APS, qualificando o cuidado, otimizando o financiamento e fortalecendo o SUS em nível local.
Objetivos
Qualificar a Atenção Primária à Saúde por meio do uso estratégico dos indicadores do Cofinanciamento Federal como instrumentos de gestão, cuidado e financiamento. Objetivos específicos: • Ampliar o acompanhamento de pessoas com hipertensão e diabetes e pessoas idosas • Reorganizar o processo de trabalho das equipes com base em dados • Qualificar os registros nos sistemas oficiais de informação • Implantar cultura de monitoramento e avaliação contínua • Fortalecer a tomada de decisão baseada em evidências • Aumentar a resolutividade e a longitudinalidade do cuidado.
Metodologia
A experiência foi desenvolvida entre o 2º quadrimestre de 2024 e o 2º quadrimestre de 2025, a partir de diagnóstico situacional detalhado dos indicadores do Cofinanciamento Federal da Atenção Primária à Saúde, com análise por equipe e território. O diagnóstico evidenciou fragilidades no acompanhamento de condições crônicas, baixa qualidade dos registros e necessidade de reorganização dos processos de trabalho. Sob liderança da Coordenação da Atenção Primária à Saúde, foi estruturado um modelo de gestão orientado por dados, incorporando os indicadores como eixo central do planejamento, execução e avaliação das ações. A coordenação assumiu papel estratégico na condução do processo, garantindo alinhamento entre equipes, padronização de fluxos e fortalecimento da cultura de uso da informação. Com base nesse diagnóstico, foram implementadas intervenções estruturadas, incluindo educação permanente voltada à qualificação dos registros no e-SUS APS, reorganização das agendas com priorização de usuários com condições crônicas, estratificação de risco, busca ativa sistemática e integração entre Atenção Primária e Vigilância em Saúde. Foi instituído um modelo de monitoramento inteligente dos indicadores, com rotinas mensais de análise, construção de painéis de acompanhamento por equipe e devolutivas sistemáticas com discussão dos resultados. Esse processo possibilitou identificação de fragilidades em tempo oportuno, replanejamento das ações e pactuação de metas internas, fortalecendo a responsabilização das equipes e a tomada de decisão baseada em evidências. A gestão reorganizou fluxos assistenciais e instituiu apoio institucional contínuo, garantindo suporte técnico às equipes e acompanhamento sistemático das ações desenvolvidas. O uso qualificado dos dados passou a orientar o processo de trabalho, promovendo maior integração entre planejamento, execução e avaliação. A inovação da experiência reside na incorporação dos indicadores como ferramenta ativa de gestão e cuidado, aliada a um sistema de monitoramento contínuo e inteligente, capaz de induzir mudanças concretas nos processos de trabalho, qualificar a atenção às condições crônicas e fortalecer a governança da Atenção Primária à Saúde.
No 2º quadrimestre de 2024, Santa Vitória (MG) apresentava desempenho crítico nos indicadores da APS, com apenas 10% de acompanhamento de hipertensos e diabéticos. Essa fragilidade comprometia a resolutividade, a qualidade do cuidado e impactava negativamente o financiamento federal. A oportunidade surgiu ao incorporar os indicadores como eixo central da gestão e do processo de trabalho, transformando-os em ferramentas ativas de planejamento, monitoramento e tomada de decisão. A estratégia buscou reorganizar fluxos, qualificar registros e ampliar o acompanhamento das condições crônicas, fortalecendo a equidade e a sustentabilidade do SUS em nível local.
A estratégia promoveu avanços expressivos nos indicadores da Atenção Primária à Saúde, evidenciando a efetividade da reorganização do processo de trabalho e do uso sistemático dos dados como ferramenta de gestão, com base em informações extraídas do e-SUS APS (PEC). No componente de qualidade, o indicador de cuidado da pessoa com hipertensão evoluiu de 12% em janeiro de 2024 para 60% em janeiro de 2025, alcançando 80,76% em janeiro de 2026, considerando a média das 7 equipes de Estratégia Saúde da Família. De forma semelhante, o indicador de cuidado da pessoa com diabetes passou de 12% em janeiro de 2024 para 60% em janeiro de 2025, atingindo 75,26% em janeiro de 2026, refletindo melhoria consistente no acompanhamento e na organização do cuidado às condições crônicas. Destaca-se ainda o avanço no indicador de cuidado integral da pessoa idosa, que evoluiu de 12% em janeiro de 2024 para 40% em janeiro de 2025, chegando a 70,76% em janeiro de 2026, demonstrando ampliação do olhar integral e qualificação da atenção a esse público. Além dos resultados quantitativos, observou-se maior regularidade no acompanhamento dos usuários, redução de faltas e aumento da adesão ao tratamento. A qualificação dos registros fortaleceu a confiabilidade dos dados e o monitoramento das ações, conforme registros assistenciais do e-SUS APS (PEC). No âmbito assistencial, houve fortalecimento do cuidado longitudinal e ampliação do vínculo entre equipes e usuários. Na gestão, a experiência promoveu maior integração entre equipes, fortalecimento da governança e institucionalização do monitoramento. A melhoria dos indicadores gerou impacto positivo no financiamento federal, contribuindo para a sustentabilidade das ações e demonstrando que o uso estratégico dos indicadores pode produzir mudanças consistentes, sustentáveis e com impacto direto na qualidade da atenção.
Para implementar prática semelhante, recomenda-se iniciar com diagnóstico situacional detalhado, identificando fragilidades e prioridades locais. É essencial garantir apoio institucional da gestão, com suporte logístico e técnico contínuo às equipes. A integração entre Atenção Primária e Vigilância em Saúde fortalece a governança e amplia a resolutividade. Invista em educação permanente para qualificar registros nos sistemas oficiais, assegurando confiabilidade dos dados. Estruture rotinas de monitoramento e devolutivas sistemáticas, estimulando cultura de uso da informação e tomada de decisão baseada em evidências. Planeje ações com foco em condições crônicas e estratificação de risco, assegurando longitudinalidade e equidade no cuidado.
Av. Joaquim Ribeiro de Gouveia, 1015 - Santa Vitória, MG, Brasil
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