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A presente experiência detalha a implementação de uma estratégia de fortalecimento da Atenção Primária à Saúde (APS) no município de Catingueira–PB, iniciada em julho de 2025. O projeto justifica-se pela necessidade de transformar o registro administrativo em um instrumento clínico-assistencial fidedigno, combatendo a invisibilidade das ações causada por inconsistências e subnotificações nos sistemas e-SUS PEC e e-Gestor APS.
A prática tem como Objetivo Geral fortalecer a continuidade do cuidado na APS por meio da qualificação da informação em saúde e do monitoramento sistemático dos indicadores. Seus Objetivos Específicos incluem: capacitar profissionais para o registro qualificado no e-SUS PEC; implantar rotinas de monitoramento e avaliação para subsidiar a tomada de decisão; identificar e corrigir falhas nos registros; utilizar dados qualificados para o planejamento estratégico e busca ativa; qualificar o cadastro da população adscrita e fortalecer o vínculo territorial; e promover a integralidade do cuidado, priorizando grupos vulneráveis.
A implementação fundamentou-se no ciclo PDCA e na Educação Permanente, envolvendo eSF, eSB e eMulti em oficinas práticas e reuniões mensais de devolutiva. O desenvolvimento incluiu a reterritorialização equânime de 4.486 cidadãos e o uso de ferramentas de visualização de dados, consolidando uma gestão baseada em evidências integrada à rotina assistencial.
O diagnóstico situacional inicial revelou fragilidades críticas: alta taxa de inconsistência nos registros do e-SUS PEC, subnotificação de procedimentos e uma distribuição populacional desigual entre as equipes, que variava de 1.749 a 2.389 pessoas. Essa “invisibilidade” dos dados comprometia o planejamento estratégico, o acompanhamento longitudinal dos usuários e o financiamento da APS. Identificou-se a oportunidade de transformar o registro administrativo em um instrumento clínico-assistencial fidedigno, garantindo que a informação refletisse a real necessidade de saúde dos 4.486 cidadãos adscritos.
A estratégia promoveu a reterritorialização equilibrada das equipes (populações de 2.217 e 2.269) e a evolução do indicador sintético final de 6,5 (“bom”) para 8,0 (“ótimo”). Houve avanços expressivos em indicadores de saúde: o acompanhamento de hipertensão atingiu 92,36% e o de diabetes 88,97%, enquanto a prevenção do câncer do colo do útero saltou de 41% para 70% de cobertura. A lição principal foi a transição da cultura do “registrar por obrigação” para a “gestão baseada em evidências”, consolidando a equipe eMulti com nota máxima no componente de qualidade e fortalecendo o vínculo territorial.
Para implementar prática similar, recomenda-se investir na Educação Permanente como pilar central, realizando simulações práticas diretamente no sistema e-SUS PEC com toda a equipe. É fundamental garantir o apoio da gestão municipal para a reterritorialização equânime e instituir reuniões mensais de monitoramento com devolutivas claras aos profissionais. A utilização de planilhas de acompanhamento e a valorização do papel do Agente Comunitário de Saúde na qualificação cadastral são passos indispensáveis para garantir que a base de dados seja o espelho fiel do cuidado prestado à população.
Catingueira, PB, Brasil
CADASTRO
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