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A experiência, iniciada em março de 2025, foi desenvolvida pelo Centro de Testagem e Aconselhamento ( CTA) Hipercentro de Belo Horizonte, surge diante da necessidade de ampliar o acesso das trabalhadoras(es) do sexo (TS) às ações de prevenção combinada ao Vírus da Imunodeficiência Humana ( HIV). Iniciativa foi motivada frente à redução do percentual de atendimentos desse público na unidade, observada entre 2023 e 2024, evidenciando a necessidade de reestruturação das ações de cuidado.
O projeto tem como objetivo geral ampliar o acesso e a adesão às estratégias de prevenção combinada com foco no cuidado e humanização.
Foram implementadas ações extramuros com visitas de sensibilização, rodas de conversa, testagem rápida para Sífilis, Hepatites Virais, HIV, vacinação ( HPV, Hepatite B e Influenza) , distribuição de insumos para prevenção das infecções sexualmente transmissíveis ( IST’s) e implantação de um projeto piloto teleconsulta para PrEP para trabalhadoras(es) do sexo, capacitação para prescrição de PEP e PrEP pela equipe multiprofissional da unidade. A iniciativa contou com articulação intersetorial envolvendo equipes multiprofissionais, atenção primária (Centro de Saúde Carlos Chagas), atenção secundária (Unidade de Referência Secundária Centro-Sul) e o Programa BH de Mãos Dadas Contra Aids, possibilitando cuidado integral e oportuno.
As trabalhadoras(es) do sexo (TS) enfrentam barreiras históricas no acesso aos serviços de saúde, relacionadas ao estigma, discriminação, horários incompatíveis e vulnerabilidade social. Essas condições dificultam o acesso às estratégias de prevenção combinada como a Profilaxia Pós Exposição (PEP), Profilaxia Pré Exposição (PrEP), à testagem para Sífilis, Hepatites Virais, HIV e vacinação. Em 2024 o CTA Hipercentro, apresentou uma redução no percentual de atendimentos das TS que passou de 6,63% em 2023 para 4,56% do público atendido, sinalizando uma lacuna no acesso a atenção especializada. Diante deste cenário, foi estruturado um projeto para aproximar o serviço desse público chave com objetivo de ampliar o acesso e adesão com foco no cuidado e humanização.
Após seis meses de implementação das ações, observou-se aumento significativo no percentual de trabalhadoras (es) do sexo atendidas no CTA Hipercentro, alcançando 12,25% do público atendido. Houve ampliação expressiva da testagem rápida para HIV, sífilis e hepatites virais, além do aumento na adesão à PrEP e maior procura por PEP.
Destaca-se também o avanço na cobertura vacinal (HPV, hepatites e influenza), a distribuição de mais de 300 kits de prevenção e o alcance direto de aproximadamente 500 trabalhadoras(es) do sexo. A experiência fortaleceu o vínculo com os serviços de saúde, reduziu barreiras de acesso e demonstrou que estratégias extramuros são eficazes para populações em situação de vulnerabilidade.
Como inovação, destaca-se a implantação de um projeto piloto de teleconsulta para PrEP e a articulação eficiente entre diferentes níveis de atenção, promovendo cuidado integral e oportuno.
Para implementação de prática semelhante, recomenda-se investir em ações extramuros, levando os serviços de saúde até os locais da população-alvo, respeitando suas especificidades e reduzindo barreiras de acesso.
É fundamental fortalecer parcerias intersetoriais, especialmente com a atenção primária, serviços especializados e organizações da sociedade civil, garantindo fluxos ágeis de encaminhamento e acompanhamento.
Além disso, a capacitação das equipes para abordagem acolhedora e livre de estigmas é essencial para construção de vínculo. O monitoramento contínuo dos indicadores também é indispensável para avaliação e ajuste das estratégias. Por fim, a incorporação de tecnologias como teleatendimento pode ampliar ainda mais o acesso e a adesão ao cuidado.
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