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A discussão sobre o processo saúde-doença no trabalho é frequente nos dias atuais, uma vez que pesquisas mostram uma quantidade elevada de trabalhadores que adoecem nesse contexto. Entender sobre esses trabalhadores, o ambiente no qual estão inseridos e os processos pelos quais isso ocorre, fomenta o debate e impulsiona a criação de estratégias para o fortalecimento da vigilância e a promoção de espaços de trabalhos mais saudáveis.
Programas de exercícios físicos realizados nos locais de trabalho tem mostrado resultados na diminuição da dor musculoesquelética, do uso de analgésicos e do afastamento do trabalho por distúrbios musculoesqueléticos. Portanto, justifica a realização do estudo uma vez que entender sobre o tratamento de indivíduos adoecidos, e principalmente sobre a prevenção de agravos à saúde do trabalhador (ST) se torna importante na análise e intervenções das relações de trabalho que provocam as doenças ou condições de saúde.
OBJETIVO GERAL
Implementar um programa de orientações, exercícios laborais, massagens terapêuticas e liberação miofascial, para melhorar o bem-estar e prevenir lesões entre os servidores municipais de Chapada do Norte.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Avaliar o nível de estresse antes e depois do programa de intervenções.
Avaliar a incidência de lesões antes e depois do programa de intervenções.
Avaliar o nível de dor antes e após a intervenção através da escala EVA
Analisar o impacto do programa na produtividade e no absenteísmo.
Entre os anos 2007 e 2022, O Sistema Único de Saúde (SUS) atendeu quase 3 milhões de casos de doenças ocupacionais, conforme dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) do Ministério da Saúde.
Hoje, com as transformações socioeconômicas das últimas quatro décadas, como o desemprego, a flexibilização do trabalho, a desregulamentação dos direitos trabalhistas, o aumento da pressão, do controle, da responsabilização, da competição entre os trabalhadores e da sobrecarga mental e emocional, são fatores que têm impactado diretamente nas relações de trabalho. Muitas são as queixas e doenças ocasionadas por esses fatores. Dentre elas estão o “mal-estar/sofrimento” (como o cansaço, a ansiedade, o estresse, o desânimo, a dificuldade para dormir, o desespero, a perda de referência), as dores (como dores de cabeça, braços, costas, pernas, estômago, tonturas, palpitações etc.), as doenças (LER/Dort, diabetes, problemas cardiovasculares, gastrite/úlcera, hipertensão, depressão, AVC, hipertiroidismo, infertilidade, impotência sexual, síndrome do pânico etc.), além dos acidentes de trabalho.
A prática implementada na ergonomia voltada à saúde do trabalhador apresentou resultados significativos, como a redução de afastamentos por lesões musculoesqueléticas e o aumento do bem-estar no ambiente laboral. Os sintomas no ambiente de trabalho mais descritos foram: Problemas gastrointestinais (Excesso de gases, náuseas, mudança de apetite, diarreia) (13%), aumento súbito de motivação, entusiasmo e vontade de iniciar novos projetos (10%) e irritabilidade e problemas com o sono respectivamente (8%). A Escala Visual Analógica (EVA) representando 41% da amostra referiram dor 8.
Entre os principais benefícios, observam-se maior produtividade, diminuição do absenteísmo e melhoria na qualidade de vida. Como inovação, a prática incorporou ferramentas digitais de monitoramento postural. As lições aprendidas reforçam a importância da participação ativa dos trabalhadores e da avaliação contínua das condições de trabalho.
Dentre os conselhos que julgamos ser essenciais para a implementação de uma prática de ergonomia na saúde do trabalhador, recomenda-se iniciar com um diagnóstico detalhado das condições de trabalho, identificando riscos e necessidades específicas. É essencial envolver os colaboradores desde o início, promovendo treinamentos e conscientização sobre postura, pausas e uso adequado de equipamentos. Outra orientação importante é adaptar os postos de trabalho de forma personalizada, considerando as características individuais dos trabalhadores. Investir em acompanhamento contínuo e avaliações periódicas ajuda a corrigir falhas e aprimorar as ações. Além disso, contar com apoio da gestão e utilizar ferramentas simples de monitoramento contribui para maior adesão e eficácia da prática.
Praça José M. Sacramento, 92, Centro - Chapada do Norte MG
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