favor seguir os ajustes necessários abaixo:
O Cuidar em Rede nasce com esse propósito: aproximar, escutar e construir juntos. Levar o cuidado que já acontece na policlínica para dentro da escola, apoiar quem está no dia a dia com a criança e fortalecer essa rede que faz toda a diferença na vida dela.
Apoiar e orientar cuidadores e professores para que se sintam mais seguros no dia a dia com as crianças neurodivergentes, fortalecendo o trabalho em conjunto entre escola, saúde e família, contribuindo para o desenvolvimento dessas crianças.
Quem é da saúde sabe: cada ser é único, e na escola não é diferente, cada criança também é. E quando se trata de crianças atípicas, surgem dúvidas, desafios e, muitas vezes, inseguranças. Nem sempre o cuidador ou o professor tem o suporte necessário para lidar com determinadas situações, mesmo tendo toda a vontade de fazer o melhor.
O Cuidar em Rede vem justamente para ser esse apoio. Os profissionais — terapeuta ocupacional e psicóloga — que já acompanham essas crianças na Policlínica Hudson Maia passam a estarem mais próximos da escola, ajudando de forma prática, simples e possível dentro da realidade de cada sala.
Quando todos falam a mesma linguagem e seguem na mesma direção, a criança ganha. Ela passa a ter um cuidado mais completo, que faz sentido em todos os lugares onde está — na escola, na policlínica e em casa.
O projeto desenvolve-se em 3 etapas formando pilares para uma construção mais efetiva. A primeira etapa foi à capacitação multiprofissional, realizado no dia 10 de março com o tema: Manejo de comportamentos e comunicação na sala de aula. Tendo como ministrantes as profissionais Fábia Fernandes, Terapeuta ocupacional; Sabrina Andrade, Psicóloga e Islanya Brito, Fonoaudióloga. Um momento de conversa e troca com cuidadores e professores, trazendo orientações que realmente ajudam no dia a dia.
A segunda etapa: visitas nas escolas, a equipe da Policlínica Hudson Maia (terapeuta ocupacional e psicóloga) visitaram 4 escolas da rede municipal e puderam observar a criança no seu ambiente real; escutar e orientar de forma prática, dentro da realidade de cada sala e juntos pensar em estratégias para evitar momentos de desregulação e orientar o que fazer quando acontecer.
Terceira etapa: consistiu na entrega de orientações individualizadas, elaboradas a partir das vivências e necessidades observadas em cada contexto. Foi produzido um documento contendo estratégias práticas, de fácil aplicação no cotidiano escolar, com o objetivo de favorecer o desenvolvimento integral da criança, apoiar o trabalho do professor e, ao mesmo tempo, contribuir para uma organização da sala de aula mais inclusiva, garantindo que todos os alunos tenham assegurado o direito de aprender.
Quarta e última etapa: No momento final do projeto, foi a hora de repassar às famílias tudo o que foi realizado e como elas poderiam contribuir. Algumas das orientações direcionadas à escola também se aplicavam às famílias. O objetivo foi alinhar a comunicação, para que todos falassem a mesma linguagem e o cuidado fosse integral, envolvendo as três esferas da rede: saúde, escola e família.
No Censo Escolar de 2025, a Educação Especial alcançou 2,5 milhões de matrículas, um aumento de 227% em relação a 2011, evidenciando a expansão da educação inclusiva no país. O crescimento é mais expressivo na Educação Infantil: 597% nas creches e 623% na pré-escola. Nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, o aumento foi de 127%, e nos Anos Finais, de 307%, indicando maior acesso e continuidade dos estudantes ao longo da educação básica.
Levando em consideração a esse dado a assistência de uma criança neurodivergentes é um caminho que precisa ser feito junto. Essa criança não está só na escola, nem só na família, nem apenas no serviço de saúde — ela vive em todos esses espaços ao mesmo tempo. E quando esses lugares não se conectam, o cuidado fica mais difícil.
Mas quando há diálogo, parceria e troca, tudo muda. A criança se sente mais segura, os profissionais se sentem mais preparados e o desenvolvimento acontece de forma mais leve e contínua.
O projeto proporciona aos profissionais da educação mais segurança e tranquilidade no dia a dia. Pois, uma sala de aula mais organizada e acolhedora com menos situações de desregulação reflete em crianças participativas e envolvidas no ambiente escolar. A intersetorialidade entre saúde e educação é fundamental na assistência de crianças neurodivergentes, ela promove um cuidado integral que considera as múltiplas dimensões do desenvolvimento infantil.
A articulação entre profissionais da saúde, como psicólogos e terapeutas ocupacionais, e a equipe escolar possibilitou a construção de estratégias alinhadas às necessidades de cada criança, favorecendo a individualidade, a aprendizagem e o bem-estar. Esse trabalho conjunto fortaleceu o acompanhamento contínuo, qualificando as intervenções e contribuindo para um ambiente mais acolhedor e adaptado a realidade de cada escola.
E por fim, o envolvimento de quem cuida em casa, a família. As orientações importantes para complementar e para que todos juntos favoreçam para único objetivo que é o cuidado integral das nossas crianças neurodivergentes.
O Cuidar em Rede mostra que ninguém precisa cuidar sozinho. E, quando saúde, escola e família se aproximam, o cuidado se torna mais forte, mais humano e mais eficaz. O projeto trás um olhar para quem cuida e principalmente para quem é cuidado, cujo único objetivo é proporcionar inclusão e um ambiente transformador para todos.
Mais do que orientar, o projeto propõe estar junto, apoiar de verdade e construir caminhos possíveis dentro da realidade de cada escola. E no fim, quem ganha com isso é a criança — que passa a ser vista, compreendida e cuidada por inteiro, tendo oportunidades de se desenvolver e viver com mais qualidade de vida.
Quando saúde, escola e família caminham juntas, a criança se desenvolve por inteiro.
Rua Venâncio Clementino Linhares, Belém do Brejo do Cruz - PB, Brasil
CADASTRO
ATUALIZAÇÃO