Cuidar em rede: Saúde, Educação e Família na assistência de crianças neurodivergentes PB

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MARIA JÉDINA DE ANDRADE SANTOS

jedinaandrade@gmail.com

MARIA JÉDINA DE ANDRADE SANTOS

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O Cuidar em Rede nasce com esse propósito: aproximar, escutar e construir juntos. Levar o cuidado que já acontece na policlínica para dentro da escola, apoiar quem está no dia a dia com a criança e fortalecer essa rede que faz toda a diferença na vida dela.
Apoiar e orientar cuidadores e professores para que se sintam mais seguros no dia a dia com as crianças neurodivergentes, fortalecendo o trabalho em conjunto entre escola, saúde e família, contribuindo para o desenvolvimento dessas crianças.
Quem é da saúde sabe: cada ser é único, e na escola não é diferente, cada criança também é. E quando se trata de crianças atípicas, surgem dúvidas, desafios e, muitas vezes, inseguranças. Nem sempre o cuidador ou o professor tem o suporte necessário para lidar com determinadas situações, mesmo tendo toda a vontade de fazer o melhor.
O Cuidar em Rede vem justamente para ser esse apoio. Os profissionais — terapeuta ocupacional e psicóloga — que já acompanham essas crianças na Policlínica Hudson Maia passam a estarem mais próximos da escola, ajudando de forma prática, simples e possível dentro da realidade de cada sala.
Quando todos falam a mesma linguagem e seguem na mesma direção, a criança ganha. Ela passa a ter um cuidado mais completo, que faz sentido em todos os lugares onde está — na escola, na policlínica e em casa.
O projeto desenvolve-se em 3 etapas formando pilares para uma construção mais efetiva. A primeira etapa foi à capacitação multiprofissional, realizado no dia 10 de março com o tema: Manejo de comportamentos e comunicação na sala de aula. Tendo como ministrantes as profissionais Fábia Fernandes, Terapeuta ocupacional; Sabrina Andrade, Psicóloga e Islanya Brito, Fonoaudióloga. Um momento de conversa e troca com cuidadores e professores, trazendo orientações que realmente ajudam no dia a dia.
A segunda etapa: visitas nas escolas, a equipe da Policlínica Hudson Maia (terapeuta ocupacional e psicóloga) visitaram 4 escolas da rede municipal e puderam observar a criança no seu ambiente real; escutar e orientar de forma prática, dentro da realidade de cada sala e juntos pensar em estratégias para evitar momentos de desregulação e orientar o que fazer quando acontecer.
Terceira etapa: consistiu na entrega de orientações individualizadas, elaboradas a partir das vivências e necessidades observadas em cada contexto. Foi produzido um documento contendo estratégias práticas, de fácil aplicação no cotidiano escolar, com o objetivo de favorecer o desenvolvimento integral da criança, apoiar o trabalho do professor e, ao mesmo tempo, contribuir para uma organização da sala de aula mais inclusiva, garantindo que todos os alunos tenham assegurado o direito de aprender.
Quarta e última etapa: No momento final do projeto, foi a hora de repassar às famílias tudo o que foi realizado e como elas poderiam contribuir. Algumas das orientações direcionadas à escola também se aplicavam às famílias. O objetivo foi alinhar a comunicação, para que todos falassem a mesma linguagem e o cuidado fosse integral, envolvendo as três esferas da rede: saúde, escola e família.

No Censo Escolar de 2025, a Educação Especial alcançou 2,5 milhões de matrículas, um aumento de 227% em relação a 2011, evidenciando a expansão da educação inclusiva no país. O crescimento é mais expressivo na Educação Infantil: 597% nas creches e 623% na pré-escola. Nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, o aumento foi de 127%, e nos Anos Finais, de 307%, indicando maior acesso e continuidade dos estudantes ao longo da educação básica.
Levando em consideração a esse dado a assistência de uma criança neurodivergentes é um caminho que precisa ser feito junto. Essa criança não está só na escola, nem só na família, nem apenas no serviço de saúde — ela vive em todos esses espaços ao mesmo tempo. E quando esses lugares não se conectam, o cuidado fica mais difícil.
Mas quando há diálogo, parceria e troca, tudo muda. A criança se sente mais segura, os profissionais se sentem mais preparados e o desenvolvimento acontece de forma mais leve e contínua.

O projeto proporciona aos profissionais da educação mais segurança e tranquilidade no dia a dia. Pois, uma sala de aula mais organizada e acolhedora com menos situações de desregulação reflete em crianças participativas e envolvidas no ambiente escolar. A intersetorialidade entre saúde e educação é fundamental na assistência de crianças neurodivergentes, ela promove um cuidado integral que considera as múltiplas dimensões do desenvolvimento infantil.
A articulação entre profissionais da saúde, como psicólogos e terapeutas ocupacionais, e a equipe escolar possibilitou a construção de estratégias alinhadas às necessidades de cada criança, favorecendo a individualidade, a aprendizagem e o bem-estar. Esse trabalho conjunto fortaleceu o acompanhamento contínuo, qualificando as intervenções e contribuindo para um ambiente mais acolhedor e adaptado a realidade de cada escola.
E por fim, o envolvimento de quem cuida em casa, a família. As orientações importantes para complementar e para que todos juntos favoreçam para único objetivo que é o cuidado integral das nossas crianças neurodivergentes.

O Cuidar em Rede mostra que ninguém precisa cuidar sozinho. E, quando saúde, escola e família se aproximam, o cuidado se torna mais forte, mais humano e mais eficaz. O projeto trás um olhar para quem cuida e principalmente para quem é cuidado, cujo único objetivo é proporcionar inclusão e um ambiente transformador para todos.
Mais do que orientar, o projeto propõe estar junto, apoiar de verdade e construir caminhos possíveis dentro da realidade de cada escola. E no fim, quem ganha com isso é a criança — que passa a ser vista, compreendida e cuidada por inteiro, tendo oportunidades de se desenvolver e viver com mais qualidade de vida.
Quando saúde, escola e família caminham juntas, a criança se desenvolve por inteiro.

autor Principal

MARIA JÉDINA DE ANDRADE SANTOS

jedinaandrade@gmail.com

NUTRICIONISTA

Coautores

GERSICA LACERDA DA CUNHA, ANDRIELLY KELLY LOCIO DA SILVA, UBIRATAN MATIAS QUEIROGA JÚNIOR, FÁBIA BARBOSA FERNANDES, SABRINA HELLEN DE ANDRADE COSTA, FRANCISCA ISLANYA DA SILVA PEREIRA.

A prática foi aplicada em

Belém do Brejo do Cruz

Paraíba

Nordeste

Esta prática está vinculada a

SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE DE BELÉM DO BREJO DO CRUZ PB

Rua Venâncio Clementino Linhares, Belém do Brejo do Cruz - PB, Brasil

Uma organização do tipo

Instituição Pública

Foi cadastrada por

MARIA JÉDINA DE ANDRADE SANTOS

Conta vinculada

06 maio 2026

CADASTRO

06 maio 2026

ATUALIZAÇÃO

10 mar 2026

inicio

fim

Condição da prática

Andamento

Situação da Prática

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