CRAS e UBS`s de Buriticupu de mãos dadas: caminhos para o fomento da intersetorialidade

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Priscilla de Oliveira Almeida e Rômulo Vasconcelos Silveira

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Priscilla de Oliveira Almeida

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A matriz intersetorial das equipes do município de Buriticupu referenciadas neste formulário, foi elaborada a partir do apoio do Programa Ciclo Saúde Proteção Social, uma iniciativa da Fundação Vale e do CEDAPS, no âmbito do Programa Juntos pela Saúde (BNDES e IDIS), em implementação no período de 2023 a 2026. A referida ferramenta de planejamento teve como principal objetivo aproximar as equipes dos CRAS e das UBS do território de abrangência. Considerou-se a necessidade de construir alinhamentos de fluxos institucionalizados e amplamente utilizados pelas equipes, objetivando lidar com as fissuras do trabalho intersetorial provocado pela alta rotatividade de profissionais e pela cultura de um tipo de articulação baseado exclusivamente em contatos interpessoais. As ações planejadas, envolveram, sobretudo, a realização de reuniões de rede com diferentes metodologias, estabelecimento de canais de comunicação diretos, realização de encontros intersetoriais com participação ampliada de diferentes atores do território e ações comunitárias realizadas de forma conjunta com a população usuária. Entre as ações realizadas, destaca-se ações de educação em saúde no âmbito do calendário temático do SUS, por meio da promoção de encontros em alusão a datas como Agosto Lilás e Setembro Amarelo, oficinas sobre Saúde Bucal, Roda de conversa sobre alimentação saudável e adequada e entregas de cestas verdes. A experiência demonstrou a potência da integração entre UBS e CRAS na promoção do cuidado integral, da prevenção e da proteção social no território.
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Considerou-se a necessidade de construir alinhamentos de fluxos institucionalizados e amplamente utilizados pelas equipes, objetivando lidar com as fissuras do trabalho intersetorial provocado pela alta rotatividade de profissionais e pela cultura de um tipo de articulação baseado exclusivamente em contatos interpessoais. Observou-se que a atuação isolada dos serviços limitava o alcance das ações, a mobilização comunitária e a resposta mais integral às necessidades do território. Nesse contexto, identificou-se a oportunidade de aproximar UBS e CRAS, integrar saberes e responsabilidades, otimizar recursos existentes e fortalecer estratégias conjuntas de prevenção, promoção da saúde, acolhimento e cuidado. A construção da matriz intersetorial permitiu transformar essa necessidade em ações concretas, mais articuladas e centradas na realidade local.

A experiência produziu resultados positivos tanto para os serviços quanto para a comunidade. As ações contribuíram para fortalecer a intersetorialidade entre UBS e CRAS, promovendo maior integração entre as equipes, alinhamento de estratégias e troca de saberes. Houve ampliação da mobilização comunitária, fortalecimento do vínculo com os usuários e melhoria do acesso da população a ações de prevenção, promoção da saúde e proteção social. Também foram observados ganhos na conscientização sobre autocuidado, saúde da mulher, produção, distribuição e consumo de alimentação saudável e adequada, e saúde bucal, além da valorização do cuidado integral e da cidadania. Outro resultado importante foi a otimização dos recursos e dos esforços institucionais, tornando as ações mais resolutivas e mais próximas das necessidades da comunidade. A experiência mostrou que o trabalho articulado entre saúde e assistência social amplia a capacidade de resposta contextualizadas dos serviços e qualifica a atenção básica e a proteção social ofertada no território.

Para reprodução de práticas semelhantes, considera-se que a articulação entre a rede encontre constância, diálogo direto, domínio dos fluxos setoriais, corresponsabilidade, planejamento conjunto e conhecimento apurado sobre o território de atuação. Entende-se ainda, que garantir a manutenção da intersetorialidade perpassa o esforço coletivo de ampliar a integração dos diferentes atores que compõem a rede local, visando otimizar processos, recursos e o desenvolvimento institucionalizado das práticas complementares. Indica-se ainda, que as equipes revisitem com frequência a partir de espaços de construção coletiva o verdadeiro sentido e direção da intersetorialidade, objetivando construí-la na contramão da fragmentação e setorização integral do trabalho de mediação do acesso aos direitos essenciais de saúde e assistência social. Estima-se que as ações sejam criativas, inovadoras e propositivas. Que possam trabalhar com tecnologias e práticas habituais e conhecidas, mas se permitindo ir além delas, visando o atendimento pleno das necessidades sociais da população usuária.

autor Principal

Priscilla de Oliveira Almeida e Rômulo Vasconcelos Silveira

apriscilla982@gmail.com

Diretora da Proteção Social Básica

Coautores

Thaiza Pimenta; Rômulo Vasconcelos; Elislene Araújo; Márcia Lima; Ana Paula de Lima; Dayane Melo; Regiane; Carla Abigail; Maria Aparecida da Silva; Kátia Damasceno; Jacinto Feitosa; Ecimar ; Wikaelly Costa da Silva; Luana Matos; Priscilla de Oliveira Almeida.

A prática foi aplicada em

Buriticupu

Maranhão

Nordeste

Esta prática está vinculada a

Buriticupu, MA, Brasil

Uma organização do tipo

Instituição Pública

Foi cadastrada por

Priscilla de Oliveira Almeida

Conta vinculada

13 maio 2026

CADASTRO

13 maio 2026

ATUALIZAÇÃO

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Condição da prática

Andamento

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