Construindo pontes entre SUS e SUAS para o atendimento das vulnerabilidades sociais no município de Itaguaí.

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Gabriella Ferreira de Castro

Gabriella Ferreira

Gabriella Ferreira de Castro

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A experiência intersetorial desenvolvida pelas equipes referenciadas acima, contou com o apoio do Programa Ciclo Saúde Proteção Social, uma iniciativa da Fundação Vale e do CEDAPS, no âmbito do Programa Juntos pela Saúde (BNDES e IDIS), em implementação no período de 2022 a 2026. Para alcançar avanços e resultados efetivos, foi necessário pensar em uma processualidade de trabalho mais ampla. Nesse sentido, sob a inspiração metodológica do Programa Ciclo Saúde Proteção Social, foram realizadas matrizes intersetoriais, que nomeia uma estratégia de planejamento e organização conjunta. Em resumo, o planejamento teve como foco a realização de reuniões de aproximação e alinhamento, pactuação de encontros periódicos, estudos de caso, ações itinerantes para oferta de serviços relacionados à vacinação, pesagem, orientações, entrevistas sociais, cadastramentos, atualizações entre outros. Entre as ações desenvolvidas destacam-se o acompanhamento de uma família em situação de vulnerabilidade social extrema. Em atenção a situação dessa família em questão, foram realizadas visitas domiciliares em conjunto, estudos de caso, atualização de documentação e encaminhamento para acolhimento institucional. A experiência demonstrou a potência da integração entre UBS e CRAS na promoção do cuidado integral, da prevenção e da proteção social no território.
#saudeprotecaosocial
#articulacaoSUS-SUAS
#interSUS-SUAS

As ações intersetoriais foram motivadas pelas vulnerabilidades sociais identificadas no território e pela fragilidade no acompanhamento longitudinal dos usuários, evidenciando a necessidade de fortalecimento da articulação entre os serviços de saúde e assistência social. Observou-se a necessidade de ampliar a capacidade resolutiva das respostas dadas às demandas que se destacam no município a partir de um caráter multidimensional. Nesse contexto, identificou-se a oportunidade de aproximar UBS e CRAS, integrar saberes e responsabilidades, otimizar recursos existentes e fortalecer estratégias conjuntas de prevenção, promoção da saúde, acolhimento e cuidado. A construção da matriz intersetorial permitiu transformar essa necessidade em ações concretas, mais articuladas e centradas na realidade local.

A matriz contribuiu para a ampliação e qualificação das atividades intersetoriais ao estruturar melhor o planejamento conjunto entre os serviços, favorecendo a identificação de demandas comuns no território e a definição de ações integradas. Com isso, houve maior articulação entre as equipes, fortalecimento do fluxo de encaminhamentos, melhoria na comunicação entre CRAS e ESF e organização de atividades mais direcionadas às vulnerabilidades identificadas, como ações educativas e de promoção da saúde. A experiência produziu resultados positivos tanto para os serviços quanto para a comunidade. As ações contribuíram para fortalecer a intersetorialidade entre UBS e CRAS, promovendo maior integração entre as equipes, alinhamento de estratégias e troca de saberes. Houve ampliação da mobilização comunitária, fortalecimento do vínculo com os usuários e melhoria do acesso da população a ações de prevenção, promoção da saúde e proteção social. Outro resultado importante foi a otimização dos recursos e dos esforços institucionais, tornando as ações mais resolutivas e mais próximas das necessidades da comunidade. A experiência mostrou que o trabalho articulado entre saúde e assistência social amplia a capacidade de resposta dos serviços e qualifica a atenção ofertada no território.

Visando a reprodução de práticas semelhantes, sugere-se que o ponto de partida envolva o mapeamento conjunto das principais vulnerabilidades do território, para que CRAS e ESF possam definir objetivos comuns. O planejamento compartilhado das ações, com definição clara de responsabilidades, facilita a organização e evita sobreposição de atividades. Também é importante reconhecer que a intersetorialidade é um processo construído gradualmente e que exige disposição das equipes para atuar de forma colaborativa, respeitando as especificidades de cada política pública e priorizando a garantia de direitos da população usuária dos serviços.

autor Principal

Gabriella Ferreira de Castro

enf.gabriellacastro@gmail.com

Enfermeira

Coautores

Gabriella Ferreira de Castro Gilmara Maurício Mendes Igor Bastos Monteiro Ribeiro Máximo Edivana de Oliveira Gonçalves Priscila da Costa Afonso Regina da Silva Cruz Monteiro

A prática foi aplicada em

Itaguaí

Rio de Janeiro

Sudeste

Esta prática está vinculada a

CRAS Mazomba + Clínica da Família Romildo Ribeiro da Silva (ESF Leandro), Estratégia Saúde da Família Mazomba

Estrada Engenheiro Ivan Mundin, 700, Itaguaí

Uma organização do tipo

Instituição Pública

Foi cadastrada por

Gabriella Ferreira de Castro

Conta vinculada

26 maio 2026

CADASTRO

26 maio 2026

ATUALIZAÇÃO

inicio

21 maio 2026

fim

Condição da prática

Concluída

Situação da Prática

Arquivos