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Este trabalho tem como objetivo compartilhar experiências intersetoriais desenvolvidas no município de Anajatuba, com foco no fortalecimento da articulação entre as políticas públicas de saúde e assistência social, especialmente entre as equipes da Atenção Primária à Saúde, por meio das Unidades Básicas de Saúde (UBS), e os equipamentos do Sistema Único de Assistência Social (SUAS), em especial o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS). Participaram também outros atores estratégicos, como a equipe multiprofissional (e-Multi), o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) e parceiros institucionais do território.
A iniciativa foi construída a partir da identificação de demandas sociais e de saúde presentes nos territórios, envolvendo populações prioritárias, como mulheres, crianças e adolescentes, gestantes, pessoas idosas, cuidadores de pessoas idosas, pessoas com deficiencia (PCD) e comunidades quilombolas. As ações buscaram ampliar o acesso aos serviços públicos, fortalecer a rede de proteção social e qualificar o cuidado integral, considerando as especificidades locais e as necessidades identificadas pelas equipes.
O trabalho intersetorial possibilitou o planejamento conjunto de atividades entre saúde e assistência social, promovendo ações de bem-estar, promoção da saúde, projetos de atividade física, rodas de conversa, atendimentos multiprofissionais, cuidados assistenciais em saúde, acompanhamento de usuários, orientações sobre direitos sociais e fortalecimento de vínculos comunitários. As atividades foram realizadas em diferentes territórios e equipamentos públicos, com envolvimento e engajamento da comunidade, no período de setembro de 2025 a maio de 2026. Estiveram envolvidos nas ações a Unidade Básica de Saúde Romão Martins Sampaio (Povoado Quebra); Unidade Básica de Saúde São Pacômio do Afoga e equipe Multiprofissional (e-Multi); Unidade Básica de Saúde São Raimundo; Estratégia Saúde da Família Picada e Ponto de Apoio Sipau; Unidade Básica de Saúde Limerique; Unidade Básica de Saúde Queluz; e o Centro de Referência de Assistência Social de Anajatuba (CRAS Anajatuba), Unidade Básica de Saúde Santa Luzia (Bairro Boca do Caminho).
Entre as ações desenvolvidas destacam-se atividades voltadas à promoção da saúde da mulher, imunização de crianças e adolescentes, ao autocuidado e qualidade de vida da pessoa idosa, ao fortalecimento do cuidado com familiares e cuidadores de pessoas idosas e pessoas com deficiência, à promoção da saúde em comunidades quilombolas e ao acompanhamento de gestantes, sempre articulando ações de promoção da saúde, prevenção de agravos e proteção social.
A experiência fortaleceu o trabalho em rede, ampliou a integração entre SUS e SUAS e contribuiu para a ampliação do acesso da população às informações sobre saúde e direitos sociais, favorecendo maior participação da comunidade nas ações desenvolvidas. As iniciativas também fortaleceram o autocuidado, especialmente entre mulheres, pessoas idosas e cuidadores, promovendo maior conscientização sobre saúde física, emocional e qualidade de vida. Houve incentivo à prática de atividades físicas, promoção da saúde, fortalecimento de vínculos familiares e comunitários, ampliação do conhecimento sobre a rede de proteção social, bem como a equidade no acesso a serviços, programas e beneficios. Dessa forma, as atividades passaram a ocorrer de maneira mais integrada, humanizada, participativa e resolutiva, atendendo de forma mais ampla às necessidades da população acompanhada.
A iniciativa ocorreu com o apoio do Programa Ciclo Saúde Proteção Social, uma iniciativa da Fundação Vale e do CEDAPS, no âmbito do Programa Juntos pela Saúde (BNDES e IDIS), em implementação no período de 2022 a 2026.
A experiência foi motivada pela necessidade de fortalecer a articulação entre os serviços de saúde e assistência social diante das vulnerabilidades identificadas nos territórios acompanhados (como por exemplo a falta de acesso da população que reside nos povoados mais distantes aos serviços de assistência social e saúde), além da necessidade de melhorar a comunicação e a integração entre os serviços. Nesse contexto, identificou-se a oportunidade de integrar as ações do SUS e do SUAS para ampliar a capacidade de resposta das equipes frente às demandas sociais e de saúde, promovendo intervenções mais humanizadas, resolutivas e territorializadas, com foco no acesso e na qualificação do cuidado integral às populações prioritárias.
Como resultados gerados e contínuos, destaca-se o fortalecimento permanente do trabalho intersetorial, a ampliação do cuidado integral e humanizado, a promoção de maior autonomia e qualidade de vida à população e a consolidação de ações integradas de promoção da saúde e proteção social nos territórios acompanhados.
É importante conhecer a realidade e as principais demandas do território, valorizando a participação da comunidade e desenvolvendo ações voltadas às necessidades locais. Também é fundamental fortalecer a articulação entre saúde e assistência social, promovendo diálogo contínuo entre as equipes e planejamento conjunto das ações. Pequenas iniciativas, quando realizadas de forma contínua, articulada e humanizada, podem gerar impactos significativos na promoção da saúde, prevenção de agravos e fortalecimento dos vínculos familiares e comunitários.
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