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Palavras-chave: Práticas Integrativas; SUS; Saúde Ocupacional.
O Programa de Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS) do município de Duque de Caxias foi regulamentado pela Portaria nº 028, de 19 de abril de 2018, em consonância com a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no Sistema Único de Saúde (PNPIC). O programa tem como objetivo incorporar terapias complementares voltadas à promoção da saúde, prevenção de agravos e recuperação funcional dos usuários da rede pública.
O município conta com profissionais habilitados em diversas práticas integrativas, como acupuntura, auriculoterapia, cromoterapia, terapia floral, reflexologia, reiki e shantala, atendendo tanto usuários da rede quanto trabalhadores da saúde. Há também um Centro de Referência em Medicina Tradicional Chinesa localizado na Unidade Básica de Saúde Nair Borges Fernandes, onde são realizados atendimentos da atenção primária.
No Serviço de Saúde Ocupacional da Secretaria Municipal de Saúde atua uma equipe multiprofissional composta por médico do trabalho, enfermeira do trabalho, psicólogo, nutricionista, fisioterapeuta, técnicos de enfermagem e terapeuta integrativo com formação em Medicina Tradicional Chinesa e terapia floral.
Objetivo Geral
Apresentar os resultados da inserção das práticas integrativas no Serviço de Saúde Ocupacional, evidenciando sua contribuição no cuidado aos trabalhadores da rede municipal, especialmente em queixas relacionadas à dor osteoarticular e à ansiedade.
Metodologia:
O fluxo de atendimento inicia-se com o acolhimento do trabalhador pelo técnico de enfermagem, seguido da avaliação da enfermeira e médico do trabalho. A equipe poderá indicar práticas integrativas, psicologia ou nutrição, conforme a necessidade identificada.
Com base nos registros de atendimentos realizados em 2025, foi realizado um levantamento das demandas encaminhadas às práticas integrativas. No período analisado, foram atendidos 216 trabalhadores. As principais queixas relatadas foram ansiedade (100%), dor em ombros (61%) e dor lombar (59%). Cada trabalhador recebe inicialmente quatro sessões mensais, podendo ser ampliado à dez sessões conforme a resposta terapêutica. A evolução clínica é monitorada por meio de escala de autoavaliação de melhora, variando de 0 a 10.
Entre as práticas utilizadas destacam-se auriculoterapia (100%), acupuntura (61,11%), terapia floral (43%), ventosaterapia (41,66%) e cromoterapia (17,12%). A auriculoterapia foi aplicada em todos os trabalhadores com o objetivo de promover equilíbrio emocional. Em 61,11 dos casos, foram associadas práticas para os casos de Dor, acupuntura ventosa e moxaterapia. Para casos emocionais, envolveu a associação com auriculoterapia e terapia floral e encaminhado a psicologia.
Cerca de 70% dos trabalhadores apresentaram melhora significativa, especialmente nos quadros dolorosos. Os demais 30% foram encaminhados para acompanhamento especializado devido à presença de condições clínicas específicas, como hérnia de disco, artrose ou osteoporose.
As práticas integrativas demonstraram contribuir para a promoção da saúde do trabalhador, favorecendo a melhoria da qualidade de vida, redução de atestados médicos, fortalecimento da autoestima física e emocional e prevenção do agravamento de doenças. Como perspectiva futura, pretende-se ampliar a oferta dessas práticas na rede municipal, fortalecendo o cuidado humanizado e multiprofissional na saúde ocupacional.
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