Articulação entre CRAS, ESF´s e escolas em Ourilândia do Norte: ações intersetoriais de prevenção e cuidado com crianças e adolescentes

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Edicléia Souza Lopes

Edicleia

Edicléia Souza Lopes

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A experiência foi desenvolvida em Ourilândia do Norte, a partir da articulação entre o CRAS e as equipes da Atenção Básica, com o apoio do Programa Ciclo Saúde Proteção Social, uma iniciativa da Fundação Vale e do CEDAPS, no âmbito do Programa Juntos pela Saúde (BNDES e IDIS), em implementação no período de 2022 a 2026, com foco na prevenção de situações de risco e vulnerabilidade social entre adolescentes. A matriz intersetorial foi construída diante da necessidade de fortalecer ações conjuntas voltadas ao público adolescente, especialmente em temas como gravidez na adolescência, uso de substâncias psicoativas, bullying, higiene e promoção do cuidado em idade oportuna. As ações foram planejadas para ocorrer em diferentes espaços, incluindo escolas, centros de convivência e serviços voltados a adolescentes, sempre em parceria entre assistência social e saúde. Entre as ações registradas no material, destacam-se atividades desenvolvidas em escolas com estudantes do ensino médio, crianças e adolescentes, mobilizando grande número de participantes e promovendo informação, prevenção e fortalecimento do vínculo entre serviços e comunidade escolar. A experiência mostrou a potência da atuação articulada entre saúde, assistência social e educação para ampliar a prevenção e qualificar o cuidado com adolescentes no território.

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#articulacaoSUS-SUAS
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A experiência surgiu da necessidade de responder de forma mais integrada às situações de vulnerabilidade que afetam adolescentes do território, especialmente aquelas relacionadas ao uso de substâncias psicoativas, à gravidez na adolescência e a outros fatores que comprometem o desenvolvimento saudável e a proteção social desse público. Observou-se que essas questões exigiam uma atuação conjunta entre saúde, assistência social e educação, já que o trabalho isolado de cada setor não seria suficiente para alcançar os adolescentes de forma preventiva, contínua e contextualizada. Nesse cenário, a matriz intersetorial foi construída como oportunidade para alinhar temas prioritários, fortalecer parcerias entre as equipes e ampliar a presença dos serviços nos espaços onde os adolescentes estão, especialmente as escolas.

A experiência contribuiu para fortalecer a intersetorialidade entre CRAS, ESF`s e educação, sendo apontada no próprio material como um marco de inauguração de parceria e de fortalecimento do conhecimento mútuo entre as áreas da assistência social e da saúde. Entre os principais resultados percebidos, destacam-se a melhoria da visão sobre o atendimento, a ampliação da percepção do trabalho em equipe entre secretarias diferentes e o fortalecimento do vínculo entre saúde, educação e assistência social. Também foram observados maior alcance de público, boa receptividade das escolas e dos alunos às ações desenvolvidas e melhor qualidade na entrega das atividades, favorecida pelos treinamentos, pela motivação das equipes e pela troca de conhecimentos entre os setores. Como resultado mais amplo, a experiência ampliou a capacidade de prevenção no território e fortaleceu a articulação necessária para o cuidado com crianças e adolescentes.

Para a implementação de práticas semelhantes, recomenda-se iniciar com o alinhamento entre CRAS, equipes de ESF`s e escolas, definindo temas prioritários, planejamento do calendário de ações intersetoriais e estratégias conjuntas de atuação voltadas ao público adolescente. É importante valorizar o planejamento integrado, a definição de responsabilidades entre os setores e a presença dos serviços nos espaços escolares, pois isso facilita o acesso dos adolescentes à informação e fortalece as ações preventivas. Também é fundamental investir em diálogo contínuo entre as equipes, para que a parceria não se limite a ações pontuais, mas se consolide como prática permanente de prevenção. A experiência mostra que, quando saúde, assistência social e educação atuam juntas, o trabalho ganha mais força, alcança mais pessoas e produz respostas mais efetivas às necessidades do território.

autor Principal

Edicléia Souza Lopes

enfedicleialopes@gmail.com

Enfermeira

Coautores

Edicléia Lopes, Larissa Carvalho, Raiane Oliveira, Jeferson Abreu, Jean Galvão, Jessé Vieira, Jurandir Borba, João Goma, Érika Santana, Janaina Vieira, Elinalva Rodrigues, Leiliane Daniel, Lorrana Alves, Geiziane Gama, Neuza Carvalho, Luzia Rodrigues, Ermenecília Borges, Dhenis Mayda, Tiara Moura, Zenilas Neres, Adriana Pires, Eva da Mata, Maria Aparecida Caetano, Eva Silva, Odete Ramos, Bruna Araújo, Ilda Saraiva, Letícia Dayrel, Janaina Leal, Gislene Martins, Vania Maria, Ricardo Washington, Letícia Veloso, Stefanya Novaes, Aldecy de Sousa, Valeria Moraes, Mariana Pereira, Ruth Pereira, Marilene da Silva, Cleuza Maria, Elizangela Pereira, Gildelene Gomes, Debora da Silva, Vitória Eduarda, Vitória Rafaela, Celione Santos, Marizete Gomes, Simone Mendes, Elizangela Martins, Jhemily Kassia, Josilene Neres, Veronica Silva, Maria Silva, , Marcia Lopes, Aneli Eustaquio, David Duarte, Rogério Pereira, Maria Nilza Santos, Marcos Vinicius Freitas, Lais Goulart, Wdna Assunção, Flavio Donizete, Ivaneide Cunha, Ayala Peniche, Jane Eyre, Ana Paula Rodrigues, Debora Rocha, Ester Cardoso, Maria Eunice Costa, Elizabethe Ramos, Degmar da Silva.

A prática foi aplicada em

Ourilândia do Norte

Pará

Norte

Esta prática está vinculada a

Ourilândia do Norte, PA, Brasil

Uma organização do tipo

Instituição Pública

Foi cadastrada por

Edicléia Souza Lopes

Conta vinculada

05 maio 2026

CADASTRO

05 maio 2026

ATUALIZAÇÃO

01 abr 2026

inicio

fim

Condição da prática

Concluída

Situação da Prática

Arquivos