Ampliando o acesso aos serviços essenciais em saúde e proteção social básica através da intersetorialidade em São Francisco do Brejão (MA)

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Sulamita dos Reis Sousa

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A experiência intersetorial desenvolvida pelas equipes (UBS Magnaldo Fernandes e P.A Milton Gonçalves; UBS Sebastião Matias; UBS Dr. Pinto; CRAS Trecho Seco; CRAS Centro) referenciadas acima, contou com o apoio do Programa Ciclo Saúde Proteção Social, uma iniciativa da Fundação Vale e do CEDAPS, no âmbito do Programa Juntos pela Saúde (BNDES e IDIS), em implementação no período de 2022 a 2026. Para alcançar avanços e resultados efetivos, foi necessário pensar em uma processualidade de trabalho mais ampla. Nesse sentido, sob a inspiração metodológica do Programa Ciclo Saúde Proteção Social, foram realizadas matrizes intersetoriais, que nomeia uma estratégia de planejamento e organização conjunta. Em resumo, o planejamento teve como foco a realização de rodas de conversas, palestras e reuniões de rede. Entre os temas de trabalho conjunto destacam-se os assuntos acerca do transtorno do espectro autista, violência sexual contra crianças e adolescentes e ofertas dos serviços de saúde e assistência social por meio de ações itinerantes. Entre as ações realizadas, destacam-se, por exemplo, uma ação realizada na Casa do Idoso do município, atendendo uma média de 58 usuários. Nesta ação foram ofertados serviços de saúde, como vacina, testes rápidos, palestra com a nutricionista, enfermeira e médico. A Secretaria de Assistência Social ofertou atendimento do Cadastro Único. Essas e as demais atividades demonstram que a intersetorialidade em São Francisco do Brejão, contribuiu para o fortalecimento do vínculo da população usuária com as Políticas Públicas de Saúde e Assistência Social.

As equipes identificaram que ás famílias apresentam de forma perene, demandas que apontam ao mesmo tempo, questões para a proteção social básica e para a atenção básica. Nessa direção, percebeu-se que o trabalho integrado por meio da intersetorialidade poderia ampliar as chances de promover resolutividade aos problemas sociais que se fazem presente no território de abrangência de atuação dessas duas políticas. Observou-se nessa direção, a necessidade de estreitar o vínculo entre saúde e assistência social para garantir respostas contextualizadas e resolutivas a população usuária. Foi reconhecido pelas equipes que o caminho intersetorial percorrido até o momento precisava de qualificação e aprimoramento.
Identificou-se a oportunidade de aproximar UBS e CRAS, integrar saberes e responsabilidades, otimizar recursos existentes e fortalecer estratégias conjuntas de prevenção, promoção da saúde, acolhimento e cuidado. A construção da matriz intersetorial permitiu transformar essa necessidade em ações concretas, mais articuladas e centradas na realidade local.

Como resultado do trabalho intersetorial destaca-se o estabelecimento de um fluxo periódico de organização e planejamento conjunto, houve ampliação das ações intersetoriais e maior alcance do público atendido. Outros elementos importantes, dizem respeito ao alcance de uma maior adesão da comunidade às ações, fortalecimento dos vínculos com os usuários, ampliação do alcance dos serviços, consolidação do trabalho conjunto voltado à prevenção de riscos sociais e de saúde, melhoria na qualidade das ações e uma integração mais efetiva entre a rede. Outro resultado importante foi a otimização dos recursos e dos esforços institucionais, tornando as ações mais resolutivas e mais próximas das necessidades da comunidade. A experiência mostrou que o trabalho articulado entre saúde e assistência social amplia a capacidade de resposta dos serviços e qualifica a atenção ofertada no território.

Para a reprodução de práticas semelhantes, sugere-se que seja valorizado por todas as equipes envolvidas, o planejamento coletivo, comunicação constante, conhecimento apurado do território, envolvimento da população usuária no planejamento das ações e trabalhar com foco na prevenção. Outro ponto, diz respeito à dimensão do território de abrangência. É importante construir um planejamento simples, com responsabilidades pactuadas, cronograma de ações e definição de pontos focais em cada serviço. A mobilização da comunidade deve ser feita de forma ativa, aproveitando o conhecimento que o CRAS possui sobre as famílias e a capacidade técnica da UBS para as ações de saúde. Também é fundamental realizar encontros periódicos de alinhamento para avaliar o andamento das atividades e pactuar novos encaminhamentos. Outra orientação é valorizar ações educativas e preventivas, que aproximem os serviços da população e fortaleçam vínculos.

autor Principal

Sulamita dos Reis Sousa

sulamitar409@gmail.com

Enfermeira UBS Dr. Pinto

Coautores

Sulamita dos Reis Sousa,

A prática foi aplicada em

São Francisco do Brejão

Maranhão

Nordeste

Esta prática está vinculada a

Rua Justiniano Soares, 11, São Francisco do Brejão - MA, 65929-000, Brasil

Uma organização do tipo

Instituição Pública

Foi cadastrada por

Sulamita dos Reis Sousa

Conta vinculada

12 jun 2026

CADASTRO

12 jun 2026

ATUALIZAÇÃO

10 jan 2024

inicio

fim

Condição da prática

Andamento

Situação da Prática

Arquivos