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Acolhimento Qualificado na urgência hospitalar: integrando a saúde mental em volta redonda

A gestão atual da saúde mental do município, em 2021, realizou um diagnóstico situacional para planejamento das ações, elencando pontos prioritários de atenção. Identificou-se alguns importantes desafios na porta de entrada do hospital de referência em saúde mental como: elevado número de atendimentos de pessoas em surtos recorrentes; pacientes dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) optando por atendimento na urgência e sem tratamento regular nos CAPS; casos de ideação suicida sem acompanhamento psicossocial e elevado número de pessoas em situação de rua acessando o serviço. Estrategicamente, elaborou-se um projeto de atuação a médio prazo, incluindo a contratação de uma equipe de Acolhimento Qualificado para o hospital, composta por enfermeiro e assistente social, entendendo como prioritária a necessidade de qualificação da porta de entrada da rede de urgência e emergência em saúde mental e integração desta com a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS).

Objetivo Geral:
Aprimorar o cuidado em saúde mental na urgência hospitalar, integrando a rede de atenção psicossocial e qualificando a porta de entrada do hospital.
Objetivos Específicos:
Investigar os desafios na porta de entrada do Hospital Dr. Nelson dos Santos Gonçalves (HNSG).
Promover cuidado implicado para usuários na emergência com demandas de saúde mental.
Analisar causas de atendimentos em surtos recorrentes e informar a gestão.
Investigar a frequência de casos de ideação suicida sem acompanhamento.
Propor ações e qualificar a porta de entrada do hospital para integração com a RAPS.
Promover cuidado implicado para usuários em situação de rua.
Direcionar ações para aumentar a resolubilidade da RAPS.
Avaliar resultados da implementação do Acolhimento Qualificado, melhorando o cuidado integrado na RAPS.

Os resultados do projeto de Acolhimento Qualificado no Hospital Dr. Nelson dos Santos Gonçalves demonstram avanços significativos na abordagem e integração dos serviços de saúde mental em Volta Redonda. Destacam-se: melhorias na acessibilidade e resolutividade dos CAPS, ampliando o acesso e resposta às demandas; articulação eficaz com a RAPS, fortalecendo relações interinstitucionais e compreensão do cuidado; estabelecimento de um processo de alta implicada, agendando encaminhamentos pós-urgência/emergência conforme necessidades individuais e território, incluindo população em situação de rua e suas especificidades. Resultados adicionais abrangem: redução significativa de recaídas e internações, indicando melhor estabilidade clínica; fortalecimento da rede de cuidado, promovendo integração entre os pontos de atenção; empoderamento dos usuários, aumentando participação nas decisões de tratamento; e melhoria da qualidade do atendimento, refletindo em maior humanização e satisfação. Estes resultados ressaltam a importância do investimento em estratégias de Acolhimento qualificado na saúde mental, beneficiando usuários, profissionais e gestores envolvidos na prestação de cuidados.

Implementar uma prática semelhante à experiência descrita no artigo requer um planejamento cuidadoso e uma abordagem colaborativa. Aqui estão algumas dicas, conselhos e orientações que os gestores podem considerar:

Comprometimento da alta administração: é essencial que a alta administração do hospital demonstre apoio e comprometimento com a melhoria do cuidado em saúde mental na urgência hospitalar. Isso pode incluir a alocação de recursos financeiros, humanos e materiais necessários para implementar as mudanças propostas.

Formação de uma equipe multidisciplinar: constituir uma equipe multidisciplinar composta por profissionais de saúde mental, gestores hospitalares, usuários e suas famílias é fundamental. Essa equipe pode ser responsável por planejar, implementar e avaliar as intervenções propostas.

Análise situacional e identificação de desafios: realizar uma análise detalhada dos desafios existentes na porta de entrada do hospital em relação à saúde mental. Isso pode envolver revisão de dados internos, feedback dos profissionais de saúde e consulta aos usuários e suas famílias para entender suas necessidades e preocupações.

Desenvolvimento de estratégias específicas: Com base na análise situacional, desenvolver estratégias específicas para abordar os desafios identificados. Isso pode incluir a implementação de protocolos de triagem de saúde mental, programas de educação para pacientes e familiares, e melhoria da comunicação e colaboração entre os serviços de saúde mental e a equipe de emergência.

Capacitação e treinamento: Fornecer capacitação e treinamento adequados para todos os profissionais de saúde envolvidos no cuidado em saúde mental na urgência hospitalar. Isso pode incluir habilidades de comunicação eficaz, manejo de crises, avaliação de risco de suicídio e manejo de comportamentos agressivos.

Monitoramento e avaliação contínuos: Estabelecer um sistema de monitoramento e avaliação contínuos para acompanhar o progresso e os resultados das intervenções implementadas. Isso pode incluir indicadores de desempenho, feedback dos usuários e revisão periódica das práticas e políticas.

Promoção da integração com a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS): Estabelecer parcerias e colaborações com os serviços de saúde mental da comunidade, como os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e os serviços de atenção básica, para garantir uma abordagem integrada e coordenada do cuidado em saúde mental.

Comunicação e engajamento da comunidade: envolver ativamente a comunidade local, incluindo usuários, familiares, organizações não governamentais e líderes comunitários, no planejamento e implementação das intervenções. Isso pode ajudar a garantir que as necessidades da comunidade sejam adequadamente consideradas e que haja apoio para as mudanças propostas.

Ao seguir essas dicas e orientações, os gestores podem estar mais bem preparados para implementar práticas que visem aprimorar o cuidado em saúde mental na urgência hospitalar e integrar efetivamente a rede de atenção psicossocial.

Principal

Suely das Graças Alves Pinto

suelypinto60@gmail.com

Cood da Divisão de Saúde Mental de Volta Redonda

Coautores

Suely das Graças Alves Pinto, William Augusto da Silva Aquino, Paula Cristina da Silva Cavalcanti, , Edna Candida Quintino, Sintia Teodoro Soares Dias

A prática foi aplicada em

Volta Redonda

Rio de Janeiro

Sudeste

Esta prática está vinculada a

R. Paulo Leopoldo Marçal, 298 - Aterrado, Volta Redonda - RJ, 27213-280

Uma organização do tipo

Instituição Pública

Foi cadastrada por

William Augusto da Silva Aquino

Conta vinculada

A prática foi cadastrada em

29 mar 2024

e atualizada em

29 mar 2024

Início da Execução

17/03/2021

Condição da prática

Andamento

Situação da Prática

Arquivos

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