A intersetorialidade como trabalho em rede da assistência social e da saúde em São Luís (MA)

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Ana Celia Martins Soares

Ana Celia

Ana Celia Martins Soares

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A experiência intersetorial desenvolvida no território contou com o apoio do Programa Ciclo Saúde Proteção Social, uma iniciativa da Fundação Vale e do CEDAPS, no âmbito do Programa Juntos pela Saúde (BNDES e IDIS), em implementação no período de 2022 a 2026. A iniciativa teve como objetivo fortalecer a integração entre as políticas públicas de Saúde e Assistência Social, promovendo ações conjuntas voltadas à prevenção de agravos, promoção da saúde, garantia de direitos e cuidado integral da população.
A partir do Ciclo Saúde e Proteção Social (CSPS), foram estruturados espaços permanentes de diálogo, planejamento compartilhado e construção de fluxos de atendimento e encaminhamento, possibilitando a identificação de demandas comuns e o desenvolvimento de estratégias integradas no território.
Entre as ações realizadas destacam-se atividades socioeducativas sobre prevenção de arboviroses, conscientização sobre a Doença de Alzheimer em alusão ao Fevereiro Roxo, ações de autocuidado para mulheres, mobilização para realização do exame preventivo do câncer do colo do útero (PCCU) junto a mulheres com deficiência e atividades de educação em saúde voltadas para diferentes grupos populacionais acompanhados pelo CRAS.
A experiência consolidou mecanismos de comunicação entre os serviços, fortaleceu as parcerias institucionais e ampliou o acesso da população às políticas públicas, contribuindo para a construção de uma rede de cuidado mais integrada, resolutiva e centrada nas necessidades dos usuários.

A experiência surgiu a partir da necessidade de superar a fragmentação das ações desenvolvidas pelas políticas de Saúde e Assistência Social no território, que muitas vezes dificultava o acesso da população aos serviços e comprometia a integralidade do cuidado. Observou-se que diversos usuários apresentavam demandas simultâneas relacionadas à saúde, proteção social e garantia de direitos, exigindo respostas articuladas entre os setores. Além disso, a fragilidade no fluxo de comunicação, tem dificultado o acompanhamento dos casos. Diante desse cenário, as equipes identificaram a oportunidade de fortalecer a comunicação intersetorial por meio da construção de estratégias conjuntas, visando ampliar o acesso aos serviços públicos, qualificar o atendimento aos usuários e promover ações integradas de prevenção, promoção da saúde e inclusão social.

A experiência intersetorial fortaleceu significativamente a articulação entre as equipes da Saúde e da Assistência Social, promovendo maior integração das ações desenvolvidas no território. Entre os principais resultados alcançados destacam-se a ampliação do acesso da população aos serviços públicos, o fortalecimento da proteção social, a melhoria dos fluxos de atendimento e encaminhamento e a qualificação do cuidado integral aos usuários. As ações conjuntas possibilitaram maior circulação de informações entre os serviços, contribuíram para a garantia de direitos e favoreceram a inclusão social dos usuários acompanhados pelas equipes. Houve ainda, maior agilidade na resolução das demandas e fortalecimento dos vínculos entre profissionais, usuários e comunidade. Como inovação, destaca-se a construção de espaços permanentes de diálogo e planejamento compartilhado entre UBS e CRAS, permitindo respostas mais efetivas às necessidades do território. A experiência evidenciou que o trabalho intersetorial amplia a capacidade de intervenção das políticas públicas e fortalece a rede intersetorial.

Para equipes interessadas em implementar experiências semelhantes, recomenda-se investir na construção de espaços permanentes de diálogo entre os diferentes setores que atuam no território, estabelecendo canais de comunicação claros e objetivos. O planejamento conjunto das ações, a definição de fluxos compartilhados de atendimento e encaminhamento e a realização periódica de reuniões intersetoriais são estratégias fundamentais para fortalecer a rede intersetorial. Também é importante reconhecer as potencialidades e competências de cada política pública, evitando sobreposição de ações e favorecendo intervenções complementares. A escuta qualificada das necessidades da comunidade deve orientar o planejamento das atividades, garantindo que as ações sejam relevantes para a população. A experiência demonstra que a intersetorialidade se fortalece quando há compromisso institucional, corresponsabilização das equipes e valorização do trabalho em rede. Manter o diálogo contínuo entre Saúde, Assistência Social e demais políticas públicas, como a Educação, é essencial para ampliar a proteção social, qualificar o cuidado integral e promover melhores resultados para os usuários.

autor Principal

Ana Celia Martins Soares

celyamartins@hotmail.com

Coordenadora de Unidade de Assistência Social

Coautores

Francisca Gaspar, Carla Correia, Renata, Adriana Chaves, Ana Célia Martins, Ana Lucia, Dayana Nascimento

A prática foi aplicada em

São Luís

Maranhão

Nordeste

Esta prática está vinculada a

Av. Pedro II, 173 - Centro, São Luís - MA, 65010-450, Brasil

Uma organização do tipo

Instituição Pública

Foi cadastrada por

Ana Celia Martins Soares

Conta vinculada

23 jun 2026

CADASTRO

23 jun 2026

ATUALIZAÇÃO

10 abr 2025

inicio

fim

Condição da prática

Andamento

Situação da Prática

Arquivos