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A experiência intersetorial desenvolvida no território contou com o apoio do Programa Ciclo Saúde Proteção Social, uma iniciativa da Fundação Vale e do CEDAPS, no âmbito do Programa Juntos pela Saúde (BNDES e IDIS), em implementação no período de 2022 a 2026. A iniciativa teve como objetivo fortalecer a integração entre as políticas públicas de Saúde e Assistência Social, promovendo ações conjuntas voltadas à prevenção de agravos, promoção da saúde, garantia de direitos e cuidado integral da população.
A partir do Ciclo Saúde e Proteção Social (CSPS), foram estruturados espaços permanentes de diálogo, planejamento compartilhado e construção de fluxos de atendimento e encaminhamento, possibilitando a identificação de demandas comuns e o desenvolvimento de estratégias integradas no território.
Entre as ações realizadas destacam-se atividades socioeducativas sobre prevenção de arboviroses, conscientização sobre a Doença de Alzheimer em alusão ao Fevereiro Roxo, ações de autocuidado para mulheres, mobilização para realização do exame preventivo do câncer do colo do útero (PCCU) junto a mulheres com deficiência e atividades de educação em saúde voltadas para diferentes grupos populacionais acompanhados pelo CRAS.
A experiência consolidou mecanismos de comunicação entre os serviços, fortaleceu as parcerias institucionais e ampliou o acesso da população às políticas públicas, contribuindo para a construção de uma rede de cuidado mais integrada, resolutiva e centrada nas necessidades dos usuários.
A experiência surgiu a partir da necessidade de superar a fragmentação das ações desenvolvidas pelas políticas de Saúde e Assistência Social no território, que muitas vezes dificultava o acesso da população aos serviços e comprometia a integralidade do cuidado. Observou-se que diversos usuários apresentavam demandas simultâneas relacionadas à saúde, proteção social e garantia de direitos, exigindo respostas articuladas entre os setores. Além disso, a fragilidade no fluxo de comunicação, tem dificultado o acompanhamento dos casos. Diante desse cenário, as equipes identificaram a oportunidade de fortalecer a comunicação intersetorial por meio da construção de estratégias conjuntas, visando ampliar o acesso aos serviços públicos, qualificar o atendimento aos usuários e promover ações integradas de prevenção, promoção da saúde e inclusão social.
A experiência intersetorial fortaleceu significativamente a articulação entre as equipes da Saúde e da Assistência Social, promovendo maior integração das ações desenvolvidas no território. Entre os principais resultados alcançados destacam-se a ampliação do acesso da população aos serviços públicos, o fortalecimento da proteção social, a melhoria dos fluxos de atendimento e encaminhamento e a qualificação do cuidado integral aos usuários. As ações conjuntas possibilitaram maior circulação de informações entre os serviços, contribuíram para a garantia de direitos e favoreceram a inclusão social dos usuários acompanhados pelas equipes. Houve ainda, maior agilidade na resolução das demandas e fortalecimento dos vínculos entre profissionais, usuários e comunidade. Como inovação, destaca-se a construção de espaços permanentes de diálogo e planejamento compartilhado entre UBS e CRAS, permitindo respostas mais efetivas às necessidades do território. A experiência evidenciou que o trabalho intersetorial amplia a capacidade de intervenção das políticas públicas e fortalece a rede intersetorial.
Para equipes interessadas em implementar experiências semelhantes, recomenda-se investir na construção de espaços permanentes de diálogo entre os diferentes setores que atuam no território, estabelecendo canais de comunicação claros e objetivos. O planejamento conjunto das ações, a definição de fluxos compartilhados de atendimento e encaminhamento e a realização periódica de reuniões intersetoriais são estratégias fundamentais para fortalecer a rede intersetorial. Também é importante reconhecer as potencialidades e competências de cada política pública, evitando sobreposição de ações e favorecendo intervenções complementares. A escuta qualificada das necessidades da comunidade deve orientar o planejamento das atividades, garantindo que as ações sejam relevantes para a população. A experiência demonstra que a intersetorialidade se fortalece quando há compromisso institucional, corresponsabilização das equipes e valorização do trabalho em rede. Manter o diálogo contínuo entre Saúde, Assistência Social e demais políticas públicas, como a Educação, é essencial para ampliar a proteção social, qualificar o cuidado integral e promover melhores resultados para os usuários.
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