A inclusão do parceiro no pré-natal: relato de experiência sob a ótica da enfermagem

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DANIEL SOBRAL

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DANIEL SOBRAL

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A participação do parceiro no acompanhamento pré-natal ainda é limitada nos serviços de Atenção Básica, especialmente em municípios do interior, onde fatores socioculturais, organizacionais e institucionais influenciam a baixa adesão masculina. Tradicionalmente, o cuidado gestacional é atribuído quase exclusivamente à mulher, o que contribui para o afastamento do parceiro desse processo.
No âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), políticas como o Pré-Natal do Parceiro buscam ampliar o envolvimento masculino, fortalecer vínculos familiares e promover a corresponsabilidade no cuidado. No entanto, na prática cotidiana das Unidades Básicas de Saúde (UBS), observa-se que muitos parceiros desconhecem essas iniciativas ou não se sentem acolhidos nos serviços.
A experiência foi desenvolvida durante o estágio supervisionado do curso de Enfermagem, em uma Unidade Básica de Saúde vinculada à Estratégia Saúde da Família (ESF), em município do interior da Bahia, no mês de agosto de 2025. A vivência ocorreu durante consultas de pré-natal, sob supervisão de enfermeiros preceptores, permitindo observar de forma direta a dinâmica do cuidado e a participação — ou ausência — dos parceiros nesse contexto.
Objetivos da Experiência

Objetivo geral:
Refletir sobre a participação do parceiro no acompanhamento pré-natal, a partir da vivência prática da enfermagem na Atenção Básica, identificando desafios e potencialidades para a promoção da paternidade ativa.

Objetivos específicos:

Observar a frequência e a forma de participação dos parceiros nas consultas de pré-natal;

Identificar fatores socioculturais e institucionais que influenciam a ausência masculina;

Analisar o papel do enfermeiro no acolhimento e na inclusão do parceiro no cuidado pré-natal;

Refletir sobre estratégias que favoreçam a corresponsabilidade e o fortalecimento do vínculo familiar.

Justificativa

A inclusão do parceiro no pré-natal é uma estratégia fundamental para a promoção da saúde materno-infantil, fortalecimento dos vínculos familiares e ampliação do cuidado integral preconizado pelo SUS. A presença masculina contribui para maior apoio emocional à gestante, melhor adesão às orientações de saúde e preparação para a paternidade.

Apesar disso, a baixa participação dos parceiros ainda é uma realidade nos serviços de saúde, o que evidencia a necessidade de ações que promovam acolhimento, informação e sensibilização. A enfermagem ocupa posição estratégica nesse processo, atuando como mediadora do cuidado, educadora em saúde e promotora da humanização da assistência.

Relatar essa experiência justifica-se pela possibilidade de compartilhar reflexões e aprendizados que podem subsidiar outras equipes da Atenção Básica, contribuindo para o fortalecimento de práticas que incentivem a participação masculina no pré-natal e a efetivação das políticas públicas voltadas à saúde da família.

Implementação e Desenvolvimento da Experiência

A experiência foi desenvolvida durante o acompanhamento das consultas de pré-natal realizadas na Unidade Básica de Saúde, envolvendo gestantes em diferentes fases da gestação. As atividades incluíram acolhimento, escuta qualificada, avaliação clínica e orientações sobre autocuidado, aleitamento materno e prevenção de agravos. Durante as consultas, observou-se que a maioria das gestantes comparecia desacompanhada ou acompanhada por familiares do sexo feminino, sendo pouco frequente a presença do parceiro. Quando presente, o parceiro demonstrava interesse e maior envolvimento, especialmente quando a equipe de enfermagem adotava uma postura acolhedora, com linguagem acessível e incentivo à participação.
A vivência permitiu identificar que a ausência masculina estava relacionada a fatores como horários de trabalho incompatíveis, desconhecimento sobre o direito de participação no pré-natal e a percepção de que o espaço da UBS é direcionado exclusivamente à mulher. Essas observações estimularam reflexões sobre a importância de reorganizar práticas de cuidado, fortalecer ações educativas e ampliar estratégias de sensibilização dos parceiros.
O desenvolvimento da experiência reforçou o papel do enfermeiro como agente fundamental na promoção da paternidade ativa, na criação de ambientes mais inclusivos e no fortalecimento do cuidado compartilhado, alinhado aos princípios da Atenção Básica e da Estratégia Saúde da Família.

A experiência surgiu a partir da observação da baixa participação dos parceiros nas consultas de pré-natal em uma Unidade Básica de Saúde do interior da Bahia. Mesmo com políticas públicas que incentivam a paternidade ativa, muitos homens não se sentem incluídos ou acolhidos nesse espaço, seja por barreiras culturais, horários incompatíveis ou falta de estratégias específicas da equipe de saúde. Essa realidade evidenciou a necessidade de repensar práticas de acolhimento e educação em saúde, visando fortalecer o cuidado integral à gestante e à família.

A prática possibilitou maior sensibilização da equipe de enfermagem quanto à importância da inclusão do parceiro no pré-natal, evidenciando que o acolhimento e a comunicação adequada favorecem o envolvimento masculino. Observou-se que, quando presente, o parceiro demonstrou maior interesse, participação ativa e apoio emocional à gestante. Como inovação, destaca-se a reflexão sobre o uso de estratégias educativas simples e acessíveis, como orientações diretas e estímulo ao diálogo durante as consultas. A experiência reforçou que pequenas mudanças na postura profissional podem gerar impactos positivos no cuidado integral, fortalecendo vínculos familiares e contribuindo para a humanização da atenção na Atenção Básica.

Recomenda-se que as equipes de saúde adotem uma postura acolhedora e inclusiva, reconhecendo o parceiro como sujeito ativo do cuidado desde o início do pré-natal. É importante flexibilizar, quando possível, os horários de atendimento, utilizar linguagem simples e convidar explicitamente o parceiro para participar das consultas. A realização de ações educativas, a divulgação do Pré-Natal do Parceiro e o uso de estratégias de comunicação, como lembretes e orientações diretas, facilitam o engajamento masculino. Pequenas mudanças na rotina da equipe podem ampliar a participação do parceiro e fortalecer o cuidado integral à família.

autor Principal

DANIEL SOBRAL

Danielsobral004@gmail.com

Graduando em Enfermagem

Coautores

BRUNA ROMÃO DOURADO BARRETO, ELAINE SANTOS ALICRIM, LAIANE SANTOS ALICRIM GOMES, RENATA DE MATOS ALMEIDA, FRANCIELLE NOVAES DOURADO, NAIARA LIBÓRIO DOURADO

A prática foi aplicada em

Irecê

Bahia

Nordeste

Esta prática está vinculada a

R. Rio Iguaçu, 397 - Recanto das Árvores, Irecê - BA, Brasil

Uma organização do tipo

Instituição Privada

Foi cadastrada por

DANIEL SOBRAL

Conta vinculada

23 dez 2025

CADASTRO

23 dez 2025

ATUALIZAÇÃO

05 ago 2025

inicio

27 nov 2025

fim

Condição da prática

Concluída

Situação da Prática

Arquivos