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A participação do parceiro no acompanhamento pré-natal ainda é limitada nos serviços de Atenção Básica, especialmente em municípios do interior, onde fatores socioculturais, organizacionais e institucionais influenciam a baixa adesão masculina. Tradicionalmente, o cuidado gestacional é atribuído quase exclusivamente à mulher, o que contribui para o afastamento do parceiro desse processo.
No âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), políticas como o Pré-Natal do Parceiro buscam ampliar o envolvimento masculino, fortalecer vínculos familiares e promover a corresponsabilidade no cuidado. No entanto, na prática cotidiana das Unidades Básicas de Saúde (UBS), observa-se que muitos parceiros desconhecem essas iniciativas ou não se sentem acolhidos nos serviços.
A experiência foi desenvolvida durante o estágio supervisionado do curso de Enfermagem, em uma Unidade Básica de Saúde vinculada à Estratégia Saúde da Família (ESF), em município do interior da Bahia, no mês de agosto de 2025. A vivência ocorreu durante consultas de pré-natal, sob supervisão de enfermeiros preceptores, permitindo observar de forma direta a dinâmica do cuidado e a participação — ou ausência — dos parceiros nesse contexto.
Objetivos da Experiência
Objetivo geral:
Refletir sobre a participação do parceiro no acompanhamento pré-natal, a partir da vivência prática da enfermagem na Atenção Básica, identificando desafios e potencialidades para a promoção da paternidade ativa.
Objetivos específicos:
Observar a frequência e a forma de participação dos parceiros nas consultas de pré-natal;
Identificar fatores socioculturais e institucionais que influenciam a ausência masculina;
Analisar o papel do enfermeiro no acolhimento e na inclusão do parceiro no cuidado pré-natal;
Refletir sobre estratégias que favoreçam a corresponsabilidade e o fortalecimento do vínculo familiar.
Justificativa
A inclusão do parceiro no pré-natal é uma estratégia fundamental para a promoção da saúde materno-infantil, fortalecimento dos vínculos familiares e ampliação do cuidado integral preconizado pelo SUS. A presença masculina contribui para maior apoio emocional à gestante, melhor adesão às orientações de saúde e preparação para a paternidade.
Apesar disso, a baixa participação dos parceiros ainda é uma realidade nos serviços de saúde, o que evidencia a necessidade de ações que promovam acolhimento, informação e sensibilização. A enfermagem ocupa posição estratégica nesse processo, atuando como mediadora do cuidado, educadora em saúde e promotora da humanização da assistência.
Relatar essa experiência justifica-se pela possibilidade de compartilhar reflexões e aprendizados que podem subsidiar outras equipes da Atenção Básica, contribuindo para o fortalecimento de práticas que incentivem a participação masculina no pré-natal e a efetivação das políticas públicas voltadas à saúde da família.
Implementação e Desenvolvimento da Experiência
A experiência foi desenvolvida durante o acompanhamento das consultas de pré-natal realizadas na Unidade Básica de Saúde, envolvendo gestantes em diferentes fases da gestação. As atividades incluíram acolhimento, escuta qualificada, avaliação clínica e orientações sobre autocuidado, aleitamento materno e prevenção de agravos. Durante as consultas, observou-se que a maioria das gestantes comparecia desacompanhada ou acompanhada por familiares do sexo feminino, sendo pouco frequente a presença do parceiro. Quando presente, o parceiro demonstrava interesse e maior envolvimento, especialmente quando a equipe de enfermagem adotava uma postura acolhedora, com linguagem acessível e incentivo à participação.
A vivência permitiu identificar que a ausência masculina estava relacionada a fatores como horários de trabalho incompatíveis, desconhecimento sobre o direito de participação no pré-natal e a percepção de que o espaço da UBS é direcionado exclusivamente à mulher. Essas observações estimularam reflexões sobre a importância de reorganizar práticas de cuidado, fortalecer ações educativas e ampliar estratégias de sensibilização dos parceiros.
O desenvolvimento da experiência reforçou o papel do enfermeiro como agente fundamental na promoção da paternidade ativa, na criação de ambientes mais inclusivos e no fortalecimento do cuidado compartilhado, alinhado aos princípios da Atenção Básica e da Estratégia Saúde da Família.
A experiência surgiu a partir da observação da baixa participação dos parceiros nas consultas de pré-natal em uma Unidade Básica de Saúde do interior da Bahia. Mesmo com políticas públicas que incentivam a paternidade ativa, muitos homens não se sentem incluídos ou acolhidos nesse espaço, seja por barreiras culturais, horários incompatíveis ou falta de estratégias específicas da equipe de saúde. Essa realidade evidenciou a necessidade de repensar práticas de acolhimento e educação em saúde, visando fortalecer o cuidado integral à gestante e à família.
A prática possibilitou maior sensibilização da equipe de enfermagem quanto à importância da inclusão do parceiro no pré-natal, evidenciando que o acolhimento e a comunicação adequada favorecem o envolvimento masculino. Observou-se que, quando presente, o parceiro demonstrou maior interesse, participação ativa e apoio emocional à gestante. Como inovação, destaca-se a reflexão sobre o uso de estratégias educativas simples e acessíveis, como orientações diretas e estímulo ao diálogo durante as consultas. A experiência reforçou que pequenas mudanças na postura profissional podem gerar impactos positivos no cuidado integral, fortalecendo vínculos familiares e contribuindo para a humanização da atenção na Atenção Básica.
Recomenda-se que as equipes de saúde adotem uma postura acolhedora e inclusiva, reconhecendo o parceiro como sujeito ativo do cuidado desde o início do pré-natal. É importante flexibilizar, quando possível, os horários de atendimento, utilizar linguagem simples e convidar explicitamente o parceiro para participar das consultas. A realização de ações educativas, a divulgação do Pré-Natal do Parceiro e o uso de estratégias de comunicação, como lembretes e orientações diretas, facilitam o engajamento masculino. Pequenas mudanças na rotina da equipe podem ampliar a participação do parceiro e fortalecer o cuidado integral à família.
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