Olá,

Visitante

Experiências do SUS ressignificam as vidas de pessoas em sofrimento psíquico com arte e cultura

No mês da luta antimanicomial, IdeiaSUS Fiocruz inaugura série de rodas de práticas que tem como foco uma sociedade sem manicômios

Leitura: 2 minutos
⁠Coral Cênico Cidadãos Cantantes / Foto: Acervo Laps/Ensp

A Comunidade de Práticas de Saúde Mental e Atenção Psicossocial (CPSMAP) da Plataforma IdeiaSUS Fiocruz realizou, no dia 20 de maio, no canal da VideoSaúde Fiocruz no Youtube, a roda de práticas Arte e cultura como mediadoras de outros sentidos para vida no campo da Saúde Mental, inaugurando uma série de debates sobre a temática.

O encontro, que teve a coordenação de Ana Paula Guljor e Paulo Amarante, do Laboratório de Estudos e Pesquisas em Saúde Mental e Atenção Psicossocial (Laps), da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz), vem na esteira do Dia Nacional da Luta Antimanicomial (18/5), fazendo lembrar que as pessoas em sofrimento psíquico têm o direito fundamental à liberdade, a viver em sociedade e a receber cuidado e tratamento sem que para isto tenham que abrir mão de seu lugar de cidadãos. A roda de práticas vem fortalecer, ainda, o propósito da CPSMAP: ser espaço de interlocução, compartilhamento e multiplicação de experiências pautadas na escuta, no espírito de equipe, na participação social, da comunidade e do familiar e no protagonismo do usuário.

Por uma sociedade sem manicômios

Coletivo Carnavalesco e Ponto de Cultura Tá Pirando, Pirado, Pirou! / Foto: Acervo Laps/Ensp

O Coral Cênico Cidadãos Cantantes, apresentado por sua idealizadora e coordenadora, psicóloga sanitarista Cris Lopes, que é também docente do curso de especialização em Saúde Mental e Reforma Psiquiátrica do Instituto Sedes Sapientia, abriu o evento. O projeto nasce de uma experiência exitosa de política pública, os chamados Centros de Convivência e Cooperativa da cidade de São Paulo. Trata-se de uma proposta intersetorial que envolve saúde, arte, cultura, esporte, meio ambiente, educação, trabalho e direitos humanos. Além de falar sobre as bases  conceituais que orientam o trabalho, Cris exibiu o documentário Re-Criando Existências, que traz imagens do coral.

Da roda de práticas participou, também, o Coletivo Carnavalesco e Ponto de Cultura Tá Pirando, Pirado, Pirou! Trata-se de um bloco formado por usuários e profissionais da rede pública de saúde mental do Rio de Janeiro, familiares dos usuários e simpatizantes da causa de uma sociedade sem manicômios. Criado em 2004, no bojo do movimento de revitalização do carnaval de rua carioca, o coletivo completa em dezembro 20 anos de folia e saúde. O psicanalista, doutor em Saúde Coletiva pelo Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Alexandre Ribeiro Wanderley, foi quem apresentou o projeto do qual é cofundador e coordenador. Ele finalizou sua fala com o documentário Infinitos Carnavais, que traz imagens do coletivo em ação.

Centro de Convivência e Cultura (Cecco) Arte de Ser / Foto: Acervo Laps/Ensp

Outra iniciativa destacada foi o Centro de Convivência e Cultura (Cecco) Arte de Ser, vinculado à Secretaria Estadual de Saúde do Acre (Sesacre). O serviço público tem sua sede na capital Rio Branco, promovendo o cuidado à saúde mental por meio de oficinas artísticas e culturais e oferecendo, com exclusividade na Região Norte, espaços de convívio e inclusão para todos os participantes. Alinhado à Reforma Psiquiátrica brasileira, o centro busca autonomia de seus usuários e redução de estigmas. A experiência foi apresentada por Alonita Martinha da Silva, mulher preta e espiritualista, formada em técnico de enfermagem e arte-educação e atuante das medicinas naturais, práticas holísticas e artísticas, e Fabiano Guimarães de Carvalho, que é fotógrafo e psicólogo do Cecco Arte de Ser, formado em psicologia na PUC-SP e pós-graduado em Saúde Mental pela Universidade Federal do Acre (Ufac).

Por Ascom/IdeiaSUS Fiocruz

Gostou? Compartilhe clicando abaixo

Palavras-chave

Você pode se interessar também