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As atividades desenvolvidas incluíram rodas de conversa e dinâmicas interativas,
com o objetivo de promover a integração, o acolhimento e a participação ativa dos
adolescentes. As ações foram planejadas e executadas por acadêmicos de enfermagem,
fundamentadas nos princípios da educação significativa, considerando as vivências,
demandas e realidades socioculturais desse público.
Os conteúdos foram abordados por meio de uma linguagem clara, acessível e
cientificamente embasada, contemplando temas relacionados à prevenção do HIV/aids e
de outras Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs). Além disso, buscou-se
fortalecer a abordagem programática por meio da ampliação da disseminação de
informações e da implementação de estratégias de comunicação e educação em saúde
que fossem simples, oportunas e próximas ao cotidiano dos adolescentes, respeitando
suas especificidades etárias, culturais, demográficas, raciais, sociais e econômicas.
Nesse contexto, as ações foram desenvolvidas com foco nas dimensões
interseccionais, especialmente relacionadas à classe social e raça/cor, reconhecendo
como esses determinantes influenciam o acesso à informação e aos serviços de saúde.
Por essa razão, optou-se pela realização das atividades em escolas das redes municipal e
estadual, locais onde há maior presença de adolescentes em situação de vulnerabilidade
social.
A seleção das instituições também considerou a localização em comunidades com maior
vulnerabilidade social no município, alinhando-se aos princípios dos Objetivos de
Desenvolvimento Sustentável (ODS) e às estratégias de enfrentamento do HIV/aids e das
ISTs. Dessa forma, buscou-se ampliar o acesso às ações de promoção da saúde,
prevenção combinada, educação e comunicação em saúde para populações em contextos
de maior vulnerabilidade.
Destaca-se que, de forma transversal, as ações também contemplaram grupos
populacionais prioritários, reconhecidos por apresentarem vulnerabilidades ampliadas
em decorrência de fatores históricos, sociais e estruturais, como os jovens.
O HIV e a aids acomete um número significativo de adolescentes e jovens e nas cidades do interior essa realidade não é diferente. Aborda apresente temática de formar participativas e com metodologias ativas é fundamental para uma maior integração do público alvo.
A experiência possibilitou a criação de espaços seguros de diálogo, nos quais os
adolescentes puderam expressar dúvidas, compartilhar experiências e refletir
criticamente sobre o HIV/ aids e as ISTs. O número de jovens alcançados foi de 300
alunos que participaram das ações educativas. Vale destacar que deste tivemos 10
meninas privadas de liberdade que receberam orientações. A utilização de metodologias
ativas favoreceu a aproximação entre os jovens e os conteúdos abordados, tornando o
processo de aprendizagem mais significativo.
A experiência reafirma a importância da integração entre os setores da saúde e da
educação, destacando a escola e os espaços socioeducativos como locais privilegiados para a promoção da saúde. Conclui-se que ações educativas contínuas e sistematizadas
são essenciais para a prevenção de riscos e para a formação de adolescentes mais
conscientes, críticos e preparados para exercer sua sexualidade de forma saudável e
responsável.
Deve-se ressaltar, uma ausência de grupos voltados para adolescentes e jovens nas Unidades
Básicas de Saúde, espaços importantes para discutir temáticas relacionadas à saúde, prevenção,
autocuidado e qualidade de vida. Essa lacuna dificulta o fortalecimento do vínculo entre os
jovens e os serviços de saúde, contribuindo para o distanciamento desse público das ações
preventivas e educativas. Ao mesmo tempo, percebe-se um aumento do adoecimento físico,
emocional e social entre os jovens, evidenciando a necessidade de estratégias mais acolhedoras,
participativas e direcionadas às demandas dessa população.
A experiência fortalece a prevenção combinada junto às juventudes no âmbito do
Sistema Único de Saúde ao ampliar o acesso de adolescentes e jovens às ações de
promoção da saúde, prevenção e educação em saúde em espaços estratégicos do
território, especialmente no ambiente escolar e socioeducativo. Ao levar discussões sobre
HIV/aids e IST’s para contextos próximos da realidade juvenil, a iniciativa contribui
para aproximar dos serviços de saúde desse público, reduzindo barreiras de acesso
relacionadas ao medo, à desinformação, ao estigma e à dificuldade de busca espontânea
pelos serviços de saúde.
Fortalece a articulação intersetorial ao integrar saúde e educação por meio do
Programa Saúde na Escola, promovendo ações conjuntas entre profissionais de saúde,
instituições de ensino e acadêmicos de enfermagem. Essa integração possibilita um
cuidado mais ampliado, contínuo e contextualizado, reconhecendo que a promoção da
saúde sexual e a prevenção das IST’s demandam respostas que ultrapassam o setor saúde
e envolvem diferentes atores sociais.
Outro aspecto relevante refere-se à redução das desigualdades em saúde, uma vez
que as ações foram direcionadas prioritariamente para escolas localizadas em territórios
de maior vulnerabilidade social, contemplando adolescentes expostos a determinantes
sociais como baixa renda, racismo estrutural, dificuldades de acesso à informação e
fragilidades no vínculo com os serviços públicos. Dessa forma, a experiência contribui
para a equidade no cuidado, princípio fundamental do SUS.
Além disso, a proposta apresenta inovação na organização do cuidado ao utilizar
metodologias participativas, como educação entre pares, rodas de conversa e dinâmicas
interativas, favorecendo maior engajamento juvenil e tornando a comunicação em saúde
mais acessível e significativa. A incorporação de estratégias comportamentais,
estruturais e biomédicas da prevenção combinada também amplia a compreensão dos
adolescentes sobre o cuidado integral, fortalecendo sua autonomia, protagonismo e
corresponsabilização na prevenção do HIV/aids e de outras IST’s.
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