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A experiência “Nosso Bairro sem Dengue” foi desenvolvida com 36 estudantes das turmas do 2º ano do Ensino Médio do Centro de Ensino Deputado Luís Rocha, em Santa Helena (MA), durante o estudo do conteúdo de Vírus na disciplina de Biologia.
A atividade surgiu a partir da divulgação dos resultados do Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa) realizado no município, que apontou Índice de Infestação Predial (IIP) de 2,8%, classificando Santa Helena em situação de médio risco para dengue. Aproveitando a proximidade entre o conteúdo curricular e a realidade local, buscou-se promover uma reflexão crítica sobre as arboviroses e a responsabilidade coletiva na prevenção dessas doenças.
Os estudantes foram organizados em grupos e realizaram observações em seus próprios bairros, registrando por meio de fotografias situações que poderiam favorecer a proliferação do Aedes aegypti. Com base nessas observações, elaboraram apresentações em slides e confeccionaram cartazes educativos produzidos manualmente, contendo orientações e propostas de intervenção para prevenção da dengue.
Durante as apresentações, os alunos discutiram problemas identificados em suas comunidades, como recipientes expostos à chuva, descarte inadequado de resíduos e possíveis criadouros do mosquito. Também propuseram medidas preventivas voltadas à população, fortalecendo o protagonismo estudantil e a educação em saúde.
A experiência possibilitou integrar educação e vigilância em saúde, aproximando os conteúdos escolares da realidade dos estudantes e contribuindo para a formação de cidadãos mais conscientes, participativos e comprometidos com a promoção da saúde em suas comunidades.
O município de Santa Helena apresentou Índice de Infestação Predial (IIP) de 2,8% no Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa), sendo classificado em situação de médio risco para dengue. Apesar das ações contínuas de vigilância e controle vetorial, ainda são observadas situações favoráveis à proliferação do mosquito, como descarte inadequado de resíduos, recipientes expostos à chuva e acúmulo de objetos nos quintais.
Ao mesmo tempo, verificou-se a necessidade de aproximar os conteúdos trabalhados em sala de aula da realidade vivenciada pelos estudantes, tornando o processo de aprendizagem mais significativo. Diante desse cenário, identificou-se a oportunidade de utilizar os dados epidemiológicos locais como ferramenta pedagógica para promover educação em saúde, estimular o protagonismo estudantil e fortalecer a conscientização sobre a prevenção das arboviroses.
A prática alcançou elevado nível de participação e envolvimento dos estudantes, que passaram a relacionar os conteúdos estudados em sala de aula com situações observadas em seus próprios bairros. Os 36 alunos separaram-se em 6 grupos e realizaram registros fotográficos do território onde vivem, identificando possíveis criadouros do Aedes aegypti e fatores de risco para a ocorrência da dengue.
Os estudantes organizaram as informações coletadas em apresentações em slides e confeccionaram cartazes educativos produzidos manualmente, nos quais apresentaram orientações e propostas de intervenção voltadas à prevenção das arboviroses. As discussões evidenciaram maior compreensão sobre o ciclo do mosquito, os fatores que favorecem sua proliferação e a importância da participação da comunidade no controle da doença.
Como inovação, a atividade utilizou dados reais do LIRAa do município de Santa Helena como ferramenta pedagógica, aproximando a Vigilância em Saúde do ambiente escolar. A experiência favoreceu o protagonismo estudantil, o desenvolvimento do pensamento crítico, a aprendizagem significativa e a integração entre os setores de Educação e Saúde, demonstrando que informações epidemiológicas locais podem ser utilizadas como importantes instrumentos de educação em saúde e mobilização social.
Recomenda-se que práticas de educação em saúde sejam desenvolvidas a partir da realidade vivenciada pelos estudantes, utilizando problemas e informações presentes no próprio território como ponto de partida para a aprendizagem. A integração entre escolas e serviços de saúde fortalece a formação cidadã e amplia o alcance das ações de promoção da saúde.
Sugere-se a utilização de dados epidemiológicos locais, atividades investigativas, registros fotográficos e produção de materiais educativos como estratégias para estimular o protagonismo estudantil e tornar o processo de ensino mais significativo. A experiência demonstrou que a participação ativa dos alunos favorece a compreensão dos problemas de saúde pública e contribui para a construção de soluções voltadas às necessidades da comunidade.
Travessa Dom Pedro II, Santa Helena - MA, Brasil
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