Qualificando o olhar sobre o território de abrangência da atuação dos serviços essenciais de saúde e assistência social.

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Paula Ingrid Mello Parente

Paula Ingrid Mello

Paula Ingrid Mello Parente

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A experiência intersetorial desenvolvida pelas equipes referenciadas acima, contou com o apoio do Programa Ciclo Saúde Proteção Social, uma iniciativa da Fundação Vale e do CEDAPS, no âmbito do Programa Juntos pela Saúde (BNDES e IDIS), em implementação no período de 2022 a 2026. Para alcançar avanços e resultados efetivos, foi necessário pensar em uma processualidade de trabalho mais ampla. Nesse sentido, sob a inspiração metodológica do Programa Ciclo Saúde Proteção Social, foram realizadas matrizes intersetoriais, que nomeia uma estratégia de planejamento e organização conjunta. Em resumo, o planejamento teve como foco qualificar a comunicação, realizar planejamentos e fluxos conjuntos, estudos de caso, assim como, aumentar o conhecimento da rede em geral. O estabelecimento do processo constante de comunicação, diálogo e integração, sobretudo, entre assistência social e saúde, alavancou a rotina de agendas integradas, não só entre os próprios profissionais, mas também com os usuários. É possível destacar, a realização de ações relacionadas ao calendário temático do SUS em parceria com os serviços e programas da proteção social básica. Como por exemplo, ações sobre o Agosto Verde em parceria com o Programa Criança Feliz e participação do mesmo programa na sala de espera da ESF de Vista Alegre. Houve ainda, a realização de rodas de conversa em alusão ao Outubro Rosa. Nessa ocasião, foram trabalhadas temáticas relacionadas ao câncer de mama, além de ser apresentado serviços, programas e projetos ofertados pelas unidades. Em linhas gerais, a experiência demonstrou que a aproximação entre os serviços fortalece a rede de proteção social e amplia a capacidade de resposta às demandas do território.
#saudeprotecaosocial
#articulacaoSUS-SUAS
#interSUS-SUAS

As ações intersetoriais foram motivadas pela necessidade de conhecer os atores da rede e fortalecer o atendimento e acompanhamento das famílias em situação de vulnerabilidade social, diante de demandas que envolvem questões da saúde e assistência social. Também se identificou a necessidade de oferecer orientações adequadas às famílias em situação de vulnerabilidade social, visando o desenvolvimento de boas práticas de cuidado, proteção e promoção da qualidade de vida dentro e fora do ambiente familiar. Nesse contexto, a matriz intersetorial foi construída como estratégia para integrar equipes, ampliar o diálogo entre os setores e promover atendimentos e orientações mais articulados, preventivos e resolutivos.

Entre os principais resultados percebidos destacam-se a maior integração entre os serviços de saúde e assistência social, o fortalecimento dos vínculos entre os profissionais, a ampliação da troca de conhecimentos e o planejamento conjunto. Também houve melhoria na identificação de situações de vulnerabilidade social e necessidades de acompanhamento. As ações contribuíram para fortalecer a intersetorialidade entre UBS e CRAS, promovendo maior integração entre as equipes, alinhamento de estratégias e troca de saberes. Houve ampliação da mobilização comunitária, fortalecimento do vínculo com os usuários e melhoria do acesso da população a ações de prevenção, promoção da saúde e proteção social. Outro resultado importante foi a otimização dos recursos e dos esforços institucionais, tornando as ações mais resolutivas e mais próximas das necessidades da comunidade. A experiência mostrou que o trabalho articulado entre saúde e assistência social amplia a capacidade de resposta dos serviços e qualifica a atenção ofertada no território

Para a implementação de práticas semelhantes, recomenda-se iniciar com o diálogo entre as equipes do CRAS e da UBS, identificando demandas prioritárias do território e definindo objetivos comuns. É importante construir um planejamento simples, com responsabilidades pactuadas, cronograma de ações e definição de pontos focais em cada serviço. A mobilização da comunidade deve ser feita de forma ativa, aproveitando o conhecimento que o CRAS possui sobre as famílias e a capacidade técnica da UBS para as ações de saúde. Também é fundamental realizar encontros periódicos de alinhamento para avaliar o andamento das atividades e pactuar novos encaminhamentos. Outra orientação é valorizar ações educativas e preventivas, que aproximem os serviços da população e fortaleçam vínculos.

autor Principal

Paula Ingrid Mello Parente

ingridmelloacs@gmail.com

Agente Comunitária de Saúde

Coautores

Paula Ingrid Mello Parente Michele Kikuko Issobe Cenira Alves de Meirelis Grasiele Chagas dos Santos Medeiros

A prática foi aplicada em

Rio de Janeiro

Rio de Janeiro

Sudeste

Esta prática está vinculada a

R. Aleuda, 116a - Messejana, Fortaleza - CE, 60871-560, Brasil

Uma organização do tipo

Instituição Pública

Foi cadastrada por

Paula Ingrid Mello Parente

Conta vinculada

26 maio 2026

CADASTRO

26 maio 2026

ATUALIZAÇÃO

01 maio 2025

inicio

21 maio 2026

fim

Condição da prática

Concluída

Situação da Prática

Arquivos