SUS e SUAS em ação: Intersetorialidade em Bom Jesus das Selvas, compartilhando objetivos e promovendo cidadania.

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Fabricio dos Santos Correia

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A experiência intersetorial que vem sendo consolidada em Bom Jesus das Selvas contou com o com apoio do Programa Ciclo Saúde Proteção Social, uma iniciativa da Fundação Vale e do CEDAPS, no âmbito do Programa Juntos pela Saúde (BNDES e IDIS), em implementação no período de 2022 a 2026. Este apoio permitiu que a intersetorialidade alargasse suas fronteiras e fosse além. Em termos práticos, foi empreendido foco no planejamento por meio da elaboração de uma matriz, que metodologicamente nomeia e explica o processo de planejamento intersetorial. Construímos inicialmente uma matriz em parceria com o Ciclo Saúde Proteção Social e posteriormente replicamos a mesma metodologia para organização de novas integrações com rede, após expansão de parcerias e relacionamentos. Em linhas gerais, os planejamentos realizados estimaram a realização de ações comunitárias relacionadas aos calendários temáticos do SUS, rodas de conversa sobre Saúde da Mulher, ações de educação em saúde e de fomento da cidadania, reuniões de rede, entre outras. Para listar alguns destaques, compartilha-se, por exemplo, uma ação que participou o CRAS e a UBS Antonio Nascimento para a realização de uma roda de conversa sobre Violência Obstétrica. A experiência como um todo, vem a cada dia demonstrando a relevância do compromisso profissional com a integração entre UBS e CRAS na promoção do cuidado integral, da prevenção e da proteção social no território. Não como forma de assumir a responsabilidade das contradições políticas e sociais, mas como compromisso e vontade profissional alinhados à defesa dos direitos sociais, com a promoção de cidadania e vinculação ética com as demandas da população usuária.

A proposta do trabalho intersetorial realizado pelas equipes de saúde e assistência social de Bom Jesus das Selvas, identificou inicialmente à necessidade de aumentar a adesão da população usuária aos serviços básicos de saúde e da proteção social básica, assim como, de fortalecer e consolidar um fluxo de trabalho intersetorial para além de práticas baseadas em relações interpessoais. Sabemos que o pleno funcionamento da intersetorialidade, depende de uma sistemática em que se divide, ao mesmo, em que se compartilha responsabilidades e em que se realiza a partir da valorização de saberes específicos, ações, rotinas e práticas de complementaridade entre os serviços. Nesse sentido, a experiência em questão evidenciou lacunas e caminhos para o aprimoramento dos atendimentos das necessidades sociais presentes no território. A cada dia, compreendemos mais que o trabalho conjunto aumenta a resolutividade das demandas e fortalece a atenção em saúde e a proteção social básica como direitos sociais em tempo de supressão das políticas sociais, dos espaços de controle social e de austeridade orçamentária.

Como resultados já observados, destacam-se o fortalecimento da comunicação entre as equipes, expansão da integração da rede intersetorial, aprimoramento do conhecimento apurado do território de atuação, ampliação do planejamento intersetorial, redução da duplicidade das ações. Outro resultado importante foi a otimização dos recursos e dos esforços institucionais, tornando as ações mais resolutivas e mais próximas das necessidades da comunidade. A experiência mostrou que o trabalho articulado entre saúde e assistência social amplia a capacidade de resposta dos serviços e qualifica a atenção ofertada no território.

Objetivando a reprodução de experiências semelhantes recomenda-se o investimento na comunicação direta entre as equipes, valorização da organização e planejamento conjunto das ações, fomentar o pleno entendimento acerca dos fluxos e competências dos distintos setores, realização de reuniões periódicas a partir da manutenção de uma agenda protegida, fortalecimento de estudos de caso entre a rede e realização de ações de educação permanente conjunta, considerando parcerias e recursos materiais, metodológicos e de pessoal próprio de cada área. Outra orientação é valorizar ações educativas e preventivas, que aproximem os serviços da população e fortaleçam vínculos. A experiência de Bom Jesus das Selvas mostra que a intersetorialidade se concretiza quando há cooperação, escuta, planejamento conjunto e compromisso com as necessidades reais da comunidade.

autor Principal

Fabricio dos Santos Correia

santoscoreia@gmail.com

Diretor da Proteção Social Básica

Coautores

Fabricio dos Santos Correia; Alice Damascena; Joyce Milena Coelho; Tamara Muniz.

A prática foi aplicada em

Bom Jesus das Selvas

Maranhão

Nordeste

Esta prática está vinculada a

Bom Jesus das Selvas, MA, Brasil

Uma organização do tipo

Instituição Pública

Foi cadastrada por

Fabricio dos Santos Correia

Conta vinculada

13 maio 2026

CADASTRO

13 maio 2026

ATUALIZAÇÃO

04 nov 2025

inicio

fim

Condição da prática

Andamento

Situação da Prática

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