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A experiência refere-se à implementação de estratégias de planejamento, articulação e execução de ações integradas entre as políticas de Saúde (Sistema Único de Saúde – SUS) e Assistência Social (Sistema Único de Assistência Social – SUAS), no município de Vitória do Mearim. A iniciativa envolveu equipes do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) Novo Horizonte e das seguintes unidades de saúde: Unidades de Saúde da Família (USF) Região dos Jotas, Japão 2, Japão 1, Puraqueu – equipe 2, Mato Grosso, Ambrosina Costa Sampaio e Manijituba, além da Unidade Básica de Saúde Tapuitapera (UBS), com participação de outros atores da rede, como o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), o Conselho Tutelar, o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), a Câmara de Vereadores e organizações comunitárias.
A iniciativa teve como objetivo fortalecer as ações intersetoriais entre as Unidades Básicas de Saúde (UBS) e o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), qualificando o cuidado às famílias em situação de vulnerabilidade social, ampliando o acesso aos serviços públicos, fortalecendo a rede de proteção social e promovendo a integralidade da atenção, a partir da articulação entre as políticas de saúde e assistência social no território. A experiência fundamenta-se na necessidade de superar a fragmentação das ações entre os serviços públicos e responder de forma mais efetiva às demandas complexas da população, especialmente em áreas rurais e de difícil acesso.
O processo teve início em agosto de 2025, com desenvolvimento de ações entre os meses de agosto de 2025 e março de 2026, orientando a organização das práticas intersetoriais no território. As ações foram planejadas de forma conjunta, por meio de reuniões entre as equipes, com definição de responsabilidades, identificação de demandas prioritárias e construção de estratégias territoriais.
Entre os públicos atendidos destacam-se pessoas em situação de rua, mulheres, crianças, adolescentes, homens, famílias beneficiárias de programas sociais, Quilombolas, (Quebradeiras de Coco), Ribeirinhos e a comunidade em geral, com foco especial em populações em situação de vulnerabilidade social e residentes de áreas rurais.
As atividades desenvolvidas incluíram ações de promoção da saúde, prevenção de agravos, educação em saúde, enfrentamento às violências, cuidado em saúde mental, fortalecimento de vínculos familiares e comunitários, além da ampliação do acesso a benefícios socioassistenciais. Destacam-se iniciativas como abordagens a pessoas em situação de rua, campanhas temáticas (Agosto Lilás, Setembro Amarelo, Novembro Azul, Maio Laranja, Enfretamento ao Trabalho Infantil, Enfretamento ao Racismo (Consciência Negra e dia Nacional da Mulher Negra Latina Americana e Caribenha, Enfretamento ao Alcoolismo e outras drogas Março Lilás – Consultório Lilás), rodas de conversa e ações comunitárias de grande alcance. Todas as ações foram construídas e executadas de forma articulada entre os setores, fortalecendo a atuação conjunta no território.
Importante destacar que esta iniciativa foi desenvolvida com o apoio do Programa Ciclo Saúde Proteção Social, uma iniciativa da Fundação Vale e do CEDAPS, no âmbito do Programa Juntos pela Saúde (BNDES e IDIS), em implementação no período de 2022 a 2026, que contribuiu para a qualificação das ações, por meio de apoio técnico, capacitações, disponibilização de recursos e fortalecimento da articulação intersetorial.
A experiência reafirma os princípios do SUS, especialmente a integralidade, a equidade, a territorialização e a intersetorialidade, ao promover um cuidado centrado nas necessidades reais da população, com escuta qualificada, acolhimento e atuação integrada no território. Reafirma ainda, os princípios do SUAS, em qualificar o atendimento e acompanhamento familiar, visando o fortalecimento de vínculos comunitários e familiares, fortalecendo com isso a função protetiva da família.
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A experiência foi motivada pelas dificuldades de acesso das famílias em situação de vulnerabilidade social, sobretudo residentes em áreas rurais e de difícil acesso, aos serviços de saúde e assistência social. Barreiras como distância geográfica, escassez de transporte, fragilidade na oferta de serviços e desconhecimento de direitos comprometiam o acompanhamento contínuo e a efetividade das políticas públicas. Além disso, a presença de demandas complexas, como violências, sofrimento psíquico e insegurança social, evidenciou a necessidade de fortalecer a articulação intersetorial para garantir um cuidado mais integral, resolutivo e equitativo.
A implementação das ações intersetoriais contribuiu para a ampliação do acesso da população, especialmente da zona rural, aos serviços de saúde e assistência social, favorecendo maior equidade no atendimento. Observou-se a superação das barreiras de acesso por meio de ações descentralizadas no território. Também foram percebidos avanços no fortalecimento da rede de proteção social, na conscientização sobre direitos, na prevenção de violências e na regularização de documentação civil. A experiência ainda indicou potencial para consolidação da intersetorialidade como prática contínua, contribuindo para um cuidado mais integrado e alinhado às necessidades da população, bem como para o fortalecimento do planejamento conjunto e da atuação colaborativa entre as equipes.
Para a implementação de práticas intersetoriais semelhantes, recomenda-se a realização de reuniões periódicas entre as equipes, com definição clara de objetivos comuns centrados nas necessidades do território. É fundamental investir no planejamento conjunto, evitando ações fragmentadas, e valorizar o papel de cada política pública, respeitando suas atribuições. A escuta qualificada e o acolhimento humanizado devem ser princípios orientadores das ações. Também é importante garantir o apoio da gestão para viabilizar recursos e logística, além de registrar e avaliar continuamente as atividades desenvolvidas.
Essa experiência de trabalho em rede demonstra que é possível apoiar-se em práticas já desenvolvidas e adaptá-las à realidade local, contribuindo para a qualificação das ações intersetoriais. Evidencia, ainda, que o fortalecimento da intersetorialidade depende do compromisso coletivo entre as equipes e do foco nas necessidades da população.
Secretaria de Municipal de Saúde de Vitória do Mearim MA
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