Grupo de psicologia para crianças e adolescentes: emoções e habilidades sociais

Você já pode imprimir seu certificado

Marcella Beatriz Piccinini Giacomelli

Marcella Beatriz

Marcella Beatriz Piccinini Giacomelli

favor seguir os ajustes necessários abaixo:

Nenhuma recomendação da moderação

A experiência foi desenvolvida na Atenção Básica do município de Monte Santo de Minas–MG (aproximadamente 22 mil habitantes), que conta com 08 Unidades de Saúde da Família e 02 equipes multiprofissionais (eMulti).
O Grupo de Psicologia para Crianças foi criado diante da necessidade de qualificar o cuidado em saúde mental infantil no território, considerando a importância do desenvolvimento emocional e social na infância para a promoção de saúde e prevenção de agravos.
O objetivo foi oferecer um espaço estruturado, acolhedor e seguro para o desenvolvimento de habilidades emocionais e sociais, especialmente relacionadas à expressão de sentimentos, manejo de frustrações, empatia e convivência interpessoal.
A metodologia incluiu seleção de crianças de 3 a 11 anos (com ou sem laudo, em investigação ou com queixas emocionais e sociais), organização por faixa etária e composição de grupos pequenos (4 a 8 participantes), favorecendo vínculo e participação ativa.
Foram realizados 10 encontros quinzenais, no contraturno escolar, com uso de estratégias lúdicas (jogos, histórias, dinâmicas e expressão artística) como mediadoras do aprendizado emocional.
O processo contemplou orientação inicial e devolutiva final às famílias, com elaboração de relatórios e encaminhamentos quando necessário. A experiência também se articula com a rede de atenção, qualificando o fluxo assistencial, especialmente no apoio à avaliação neuropediátrica.

O município apresenta elevada demanda em saúde mental infantil na Atenção Básica, associada à ausência de atendimento especializado em psicologia e limitação de acesso a outros serviços da atenção especializada. O CAPS I atende prioritariamente casos graves, e os encaminhamentos para outros municípios são restritos.
Assim, grande parte das crianças com dificuldades emocionais e sociais permanece na Atenção Básica, gerando sobrecarga e necessidade de estratégias mais resolutivas. Soma-se a isso a existência de fila para neuropediatria, com exigência de relatório psicológico para continuidade do cuidado.
Diante desse cenário, identificou-se a necessidade de uma intervenção estruturada, coletiva e acessível, capaz de ampliar o cuidado, qualificar a assistência e fortalecer a resolutividade da rede.

Foram observados avanços significativos no desenvolvimento emocional e social das crianças. Houve ampliação da capacidade de identificação e expressão das emoções, favorecendo a autorregulação.
Verificou-se melhora na empatia, nas interações interpessoais e na resolução de conflitos, com redução de comportamentos impulsivos e adoção de estratégias mais adaptativas, como diálogo e negociação.
Também houve melhora no manejo de frustrações, com respostas emocionais mais equilibradas em situações de perda ou dificuldade.
As famílias relataram mudanças positivas no comportamento, nas relações familiares e na adaptação escolar, indicando impacto para além do espaço grupal.
Destaca-se o alto engajamento das crianças e o fortalecimento do vínculo. Como impacto na rede, a prática contribuiu para a organização do fluxo assistencial, incluindo a produção de relatórios para neuropediatria.
No segundo semestre de 2025, foram atendidas 137 crianças e adolescentes. No primeiro semestre de 2026, o número ampliou para 150 participantes em acompanhamento. A continuidade e expansão da experiência evidenciam sua efetividade, aceitação no território e potencial de replicação na Atenção Básica.

Recomenda-se a estruturação prévia da proposta, com definição clara de objetivos, público-alvo e metodologia, garantindo organização e efetividade.
A composição de grupos pequenos, organizados por faixa etária, favorece vínculo, participação e manejo qualificado das demandas. O uso de estratégias lúdicas é fundamental, pois facilita o acesso das crianças a conteúdos emocionais de forma significativa.
O envolvimento das famílias desde o início fortalece a adesão e amplia os efeitos da intervenção no cotidiano.
Destaca-se ainda a importância da articulação com a rede de atenção, integrando a prática aos fluxos assistenciais do território.
Por fim, evidencia-se que intervenções coletivas, estruturadas e de baixo custo são viáveis na Atenção Básica, contribuindo para a promoção da saúde mental infantil, prevenção de agravos e fortalecimento de um SUS mais resolutivo e humanizado.

autor Principal

Marcella Beatriz Piccinini Giacomelli

marcella231294@gmail.com

Psicóloga da Equipe Multiprofissional da APS

Coautores

Marcella Beatriz Piccinini Giacomelli, Bruna dos Santos Mariano

A prática foi aplicada em

Monte Santo de Minas

Minas Gerais

Sudeste

Esta prática está vinculada a

R. Cel. Francisco Paulino da Costa, 205 - Monte Santo de Minas, MG, 37958-000, Brasil

Uma organização do tipo

Instituição Pública

Foi cadastrada por

Marcella Beatriz Piccinini Giacomelli

Conta vinculada

05 maio 2026

CADASTRO

05 maio 2026

ATUALIZAÇÃO

inicio

fim

Condição da prática

Andamento

Situação da Prática

Arquivos