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A promoção da saúde bucal na infância é um desafio relevante na Atenção Primária à Saúde (APS), especialmente em territórios rurais, onde podem existir barreiras de acesso aos serviços e baixa adesão às práticas preventivas. Na comunidade Sítio Arruda, no município de Pocinhos-PB, identificou-se a presença de medo do atendimento odontológico entre crianças, além de fragilidades nos hábitos de higiene oral, o que reforçou a necessidade de estratégias inovadoras para promoção da saúde e prevenção de agravos.
Diante desse contexto, foi desenvolvido o “Dia B de Saúde Bucal”, por meio de uma ação intersetorial entre a Unidade Básica de Saúde Padre Galvão e a Escola João XXIII, com o objetivo de promover a saúde bucal, estimular hábitos adequados de higiene oral, prevenir a cárie dentária e ampliar o acesso ao cuidado odontológico na APS.
A experiência envolveu crianças de 6 e 7 anos e foi organizada em duas etapas. Na primeira, foram realizadas atividades educativas com abordagem lúdica, utilizando músicas, paródias, fantasias e interação com personagem (“Doutora do Sorriso”), além de demonstração de higiene oral com macromodelos, escovação supervisionada e aplicação tópica de flúor. Essa estratégia buscou favorecer o engajamento, a construção de vínculo e a redução do medo do atendimento odontológico.
Na segunda etapa, foi realizado exame clínico das crianças no ambiente escolar, com identificação de necessidades de tratamento. Foram executados procedimentos de odontologia de mínima intervenção, incluindo Tratamento Restaurador Atraumático (ART), além de encaminhamentos para continuidade do cuidado na Unidade Básica de Saúde.
A prática integrou ações educativas e assistenciais, fortalecendo a intersetorialidade entre saúde e educação, ampliando o acesso ao cuidado e promovendo a saúde bucal de forma integral no território.
Trata-se de um relato de experiência desenvolvido na comunidade Sítio Arruda, por meio de parceria entre a UBS Padre Galvão e a Escola João XXIII, envolvendo crianças de 6 e 7 anos. A ação, denominada “Dia B de Saúde Bucal”, foi estruturada em duas etapas.
Na primeira, foram realizadas atividades lúdicas de educação em saúde, com uso de músicas, paródias, fantasias e interação com personagem (“Doutora do Sorriso”), além de demonstração de higiene oral com macromodelos, escovação supervisionada e aplicação de flúor.
Na segunda etapa, foi realizado exame clínico das crianças no ambiente escolar, com execução de procedimentos de odontologia de mínima intervenção, incluindo Tratamento Restaurador Atraumático (ART), e encaminhamentos para continuidade do cuidado na UBS.
A prática integrou ações educativas e assistenciais, fortalecendo o vínculo entre equipe de saúde, escola e famílias.
A prática alcançou 46 crianças, com alta participação e engajamento. O uso de estratégias lúdicas favoreceu a compreensão dos conteúdos de higiene oral, aumentou o interesse das crianças e reduziu o medo do atendimento odontológico.
Houve forte vínculo com a profissional, facilitado pela identificação com o personagem “Doutora do Sorriso”, o que contribuiu para a aceitação dos procedimentos clínicos. Não foi observada resistência durante os atendimentos.
Foram realizados 9 procedimentos de ART e 19 encaminhamentos para continuidade do tratamento na UBS. A ação ampliou o acesso ao cuidado, possibilitou diagnóstico precoce e fortaleceu a integração entre escola, serviço de saúde e famílias.
A experiência evidenciou que o uso de metodologias lúdicas potencializa o engajamento das crianças e facilita a construção de vínculo com os profissionais de saúde. Observou-se que a abordagem acolhedora reduz barreiras ao cuidado odontológico e favorece maior aceitação dos procedimentos.
Além disso, a atuação intersetorial mostrou-se fundamental para ampliar o alcance das ações e garantir continuidade do cuidado. A integração com a escola facilita o acesso e fortalece a corresponsabilização entre profissionais, educadores e famílias.
Recomenda-se o uso de estratégias lúdicas como recurso de educação em saúde bucal na infância, adaptadas à realidade local. É importante estabelecer parcerias com escolas e envolver professores e famílias no processo.
Sugere-se planejar as ações em etapas, integrando momentos educativos e assistenciais, e garantir o uso de abordagens acolhedoras para reduzir o medo do atendimento odontológico. Por ser uma prática de baixo custo e alta aplicabilidade, pode ser replicada em diferentes territórios da Atenção Primária à Saúde.
Rua Padre Antônio Galdino - Pocinhos, PB, Brasil
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