Sala de espera na APS: espaço de acolhimento, escuta ativa e fortalecimento do autocuidado dos usuários

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HELOISA MARQUES DA SILVA

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HELOISA MARQUES DA SILVA

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Observando a importância da Atenção Primária em Saúde (APS) como base para a assistência à saúde da população educar promovendo saúde nesse espaço possibilita ampliar o cuidado indo além da prevenção e tratamento de doenças. Tendo em vista que a recepção da unidade é o espaço no qual a comunidade é inicialmente acolhida, onde os usuários aguardam o atendimento dos profissionais de saúde, uma verdadeira “sala de espera”. Diante disso, as salas de espera foram implementadas como estratégia de educação em saúde, fundamentadas nas temáticas do calendário anual de campanhas do Ministério da Saúde, transformando o tempo de espera pelas consultas e atendimentos em espaços educativos e de trocas de saberes entre a comunidade e os profissionais. Ao longo dos últimos anos, percebeu-se a necessidade de empoderamento dos usuários em relação às suas necessidades de saúde, visando a conquista de maior autonomia e o fortalecimento das relações de cuidado, contribuindo com a equipe na resolução e condução de cada caso. O presente projeto vem sendo desenvolvido nas Unidades Básicas de Saúde do município de Belém do Brejo do Cruz, no estado da Paraíba, tendo como público-alvo cerca de 6.300 usuários atendidos pela Atenção Primária à Saúde (APS) do município. O primeiro passo foi reunir-se com as equipes e refletir sobre estratégias que fortalecessem o vinculo entre a comunidade e os profissionais e assim ampliar o cuidado ofertado, bem como chamar atenção para a corresponsabilização dessa comunidade na promoção da própria saúde, sendo a ação educativa na recepção da unidade a alternativa que melhor se enquadrou nas necessidades observadas, por ser de baixo custo e ampla abrangência. Dessa forma foi elaborado um cronograma mensal de atividades educativas, baseado nas campanhas do Ministério da Saúde, contemplando temáticas como prevenção de doenças crônicas, saúde mental, saúde da mulher, alimentação saudável, atividade física e prevenção de doenças transmissíveis. Apresentamos ainda uma lista com temas relevantes, em seguida para cada temática foi designado um dos profissionais da equipe de APS, as atividades seguem um planejamento estratégico, com perguntas disparadoras, duração média de 20 minutos e utiliza recursos como cartazes e panfletos, para melhor compreensão dos assuntos abordados. Assim, enquanto os usuários das unidades aguardam seus devidos atendimentos recebem orientações sobre sua saúde, ocupando esse tempo ocioso pela espera dos atendimentos habituais. A população participante incluiu usuários de diferentes faixas etárias, com incentivo à participação espontânea durante atendimentos. A condução das atividades busca valorizar o conhecimento prévio dos participantes, promovendo a troca de experiências e o fortalecimento do vínculo com a equipe de saúde. Ao final de cada momento é solicitada uma avaliação espontânea de forma oral aos participantes, o que proporciona o monitoramento da satisfação dos usuários com relação a ação realizada.

A recepção da unidade é o espaço no qual a comunidade é inicialmente acolhida, onde os usuários aguardam o atendimento dos profissionais de saúde, uma verdadeira “sala de espera”. Diante disso, as salas de espera foram implementadas como estratégia de educação em saúde, fundamentadas nas temáticas do calendário anual de campanhas do Ministério da Saúde, transformando o tempo de espera pelas consultas e atendimentos em espaços educativos e de trocas de saberes entre a comunidade e os profissionais.

A realização das ações educativas nas Salas de Espera, contribuiu significativamente para o aumento do envolvimento dos usuários nas ações de saúde, promovendo maior participação e interesse nas temáticas abordadas. Observou-se melhora na compreensão sobre a importância do autocuidado, refletida na adoção de hábitos mais saudáveis e maior adesão às orientações da equipe de saúde. Além de ótimas avaliações por parte dos usuários sobre a satisfação quanto a realização da ação.
Além disso, houve fortalecimento do vínculo entre profissionais e comunidade, favorecendo um ambiente de confiança e acolhimento. Os usuários passaram a se expressar com mais segurança, compartilhando dúvidas e experiências, o que contribuiu para uma assistência mais resolutiva e humanizada.
As ações também possibilitaram maior visibilidade às campanhas de saúde, ampliando o alcance das informações e promovendo a conscientização coletiva sobre prevenção de doenças e promoção da saúde.

A sala de espera possibilita uma construção de saberes indispensáveis para a adoção de novos hábitos e condutas por parte da população, ao passo que favorece a compreensão dos condicionantes do processo saúde-doença capaz de gerar uma mudança no comportamento dessas pessoas. Sendo assim demonstrou ser uma estratégia eficaz para promoção do autocuidado e fortalecimento do vínculo entre usuários e equipe de saúde na Atenção Primária. Percebeu-se ainda que a utilização da escuta ativa e de metodologias participativas contribuiu para o empoderamento dos usuários, tornando-os mais conscientes e protagonistas no cuidado com a própria saúde. Dessa forma faz se necessário a continuidade dessa prática nas unidades de saúde, promovendo um impacto positivo na qualidade de vida da população.

autor Principal

HELOISA MARQUES DA SILVA

HELO_MARQS@HOTMAIL.COM

COORDENADORA DA APS

Coautores

HELOÍSA MARQUES DA SILVA, SWENIA TAVARES DOS SANTOS TEREZA ALCINA VIANA MEDEIROS MAIA RAQUEL DANTAS Andrielly Kelly Locio da Silva MARIA JEDNA ANDRADE SANTOS Ubiratan Matias de Queiroga Júnior JAMSON ANDRADE DOS SANTOS JUNIOR

A prática foi aplicada em

Belém do Brejo do Cruz

Paraíba

Nordeste

Esta prática está vinculada a

SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE DE BELÉM DO BREJO DO CRUZ - PB

Uma organização do tipo

Instituição Pública

Foi cadastrada por

HELOISA MARQUES DA SILVA

Conta vinculada

07 maio 2026

CADASTRO

07 maio 2026

ATUALIZAÇÃO

07 jan 2025

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