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Trabalho aprovado na seletiva regional Belo Horizonte/MG para a Mostra Aqui tem SUS.
Passos que Acolhem: caminhada, escuta qualificada e cuidado em saúde mental no espaço da cidade.
O projeto “Xô Ansiedade” executado pela Atenção Básica, através do Programa e-Multi da cidade de Itabirito/MG, desde março de 2025, propõe um espaço de cuidado em saúde mental voltado para pessoas com ansiedade leve, articulando prática corporal, escuta qualificada e vivência coletiva no território urbano. Inspirado na Clínica Peripatética de Antônio Lancetti, a iniciativa entende a caminhada não apenas como exercício físico, mas como dispositivo clínico que mobiliza corpo, palavra e cidade. Em um contexto marcado pela lógica da produtividade e da competição, o projeto oferece um território de desaceleração, em que o tempo é dedicado à contemplação e ao encontro. As atividades são coordenadas por uma profissional de educação física e uma psicóloga, garantindo a integração entre movimento e cuidado psicológico. O grupo é aberto e ocorre semanalmente no Parque Ecológico da cidade, promovendo um ambiente seguro para compartilhar angústias, caminhar, praticar exercícios de respiração e relaxamento e participar de rodas de conversa. Mensalmente, o projeto amplia seu repertório com oficinas de dança, tai chi chuan, jogos, auriculoterapia e encontros com profissionais de diversas áreas. Ao ocupar a cidade como extensão do cuidado, busca-se ressignificar o sofrimento psíquico por meio do coletivo, fortalecendo vínculos e promovendo saúde de forma acessível e humanizada.
O projeto adota a abordagem da Clínica Peripatética de Lancetti, deslocando o cuidado do consultório para o movimento no território. A profissional de educação física e psicóloga coordenam os encontros que são semanais, com duração de aproximadamente sessenta minutos. O grupo é aberto, há a necessidade de que o paciente seja encaminhado por profissional de sua unidade básica de referência. As sessões iniciam com exercícios de alongamento, seguidos de caminhada pelo Parque Ecológico da cidade e arredores. Durante o percurso, pratica-se a escuta qualificada: os participantes são convidados a compartilhar individualmente, no seu tempo, questões que geram ansiedade para a psicóloga, ou no grupo, junto com a profissional de educação física que também regula o ritmo e integra conscientização corporal. Ao final, realiza-se roda de conversa para sistematização das vivências, exercícios de respiração e de relaxamento. Mensalmente, são ofertadas atividades complementares em parceria com os distintos setores da prefeitura e comunidade: dança, tai chi chuan, jogos de tabuleiro, auriculoterapia e encontros temáticos ministrados por diversos parceiros. A metodologia prioriza horizontalidade, escuta ativa e construção coletiva do cuidado, respeitando autonomia e ritmo individual.
Objetivo Geral: Promover a saúde mental de pessoas com ansiedade leve por meio de caminhadas terapêuticas e escuta qualificada, fortalecendo vínculos coletivos e o uso do território como espaço de cuidado.
Objetivos Específicos: Oferecer um ambiente acolhedor e não medicalizante como tratamento complementar à ansiedade; integrar práticas corporais e escuta psicológica para redução de sintomas; fomentar a experiência coletiva como fator de elaboração do sofrimento e apoio mútuo; ampliar o repertório de autocuidado com atividades mensais complementares; ocupar e vitalizar o espaço urbano como extensão do território clínico.
Foi identificado que a ansiedade é a principal demanda em saúde mental na Atenção Básica, sabendo-se que atividade física, aliada à escuta do sofrimento psíquico podem auxiliar na diminuição dos sintomas, criou-se o grupo Xô Ansiedade.
Como é possível observar no vídeo anexado, os relatos dos participantes indicam redução dos sintomas de ansiedade, favorecida pela combinação entre movimento corporal, escuta acolhedora e suporte coletivo. A possibilidade de verbalizar angústias em ambiente seguro tem permitido externalizar pressões internas, reconhecendo padrões de sofrimento e diminuindo sua intensidade. A presença de profissionais qualificados e o vínculo entre os membros criam uma rede de apoio mútuo, na qual a experiência compartilhada atua como dispositivo para repensar a forma de lidar com o sofrimento psíquico. Observam-se melhorias na regulação emocional, além de fortalecimento do senso de pertencimento ao território. A participação nas atividades mensais tem ampliado estratégias de autocuidado, incentivando a prática regular fora dos encontros.
A escuta qualificada deve ser ferramenta comum na atuação dos profissionais de saúde, bem como, o entendimento de que a clínica também se faz para além dos muros da unidade de saúde, transformando o território com suas potencialidades também em ferramenta do cuidado.
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