Lassance mais segura: estratégias inovadoras de imunização e vigilância

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Lorena Rodrigues Rocha Ribeiro

lorena rodrigues

Eloise Azevedo Evangelista

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A experiência relatada foi motivada pela análise dos indicadores de imunização do Programa Nacional de Imunizações (PNI) no Município de Lassance/MG, os quais evidenciaram coberturas vacinais abaixo das metas preconizadas para imunobiológicos do calendário básico, além da ocorrência de esquemas vacinais incompletos e taxas de abandono em grupos prioritários, como crianças menores de dois anos, gestantes e idosos. Esses dados, extraídos do SIPNI e acompanhados pela equipe da Atenção Primária à Saúde, sinalizaram risco de reintrodução de doenças imunopreveníveis no território. Lassance possui uma população estimada de 7.398 habitantes e uma extensa área rural 3.204,217km ², o que impõe desafios relacionados à adesão às campanhas de vacinação, à busca ativa de faltosos e à regularidade da vacinação de rotina. A avaliação dos indicadores do PNI também evidenciou impactos do período pós-pandemia, com redução da procura espontânea pelos serviços de imunização e aumento do atraso vacinal.
Diante desse cenário, a prática teve como objetivo reorganizar o processo de trabalho das salas de vacina, fortalecer o monitoramento sistemático dos indicadores do PNI, intensificar ações de busca ativa e educação em saúde e ampliar estratégias extramuros, visando elevar as coberturas vacinais e reduzir o abandono. Essa iniciativa contribui para enfrentar um relevante problema de saúde pública: a baixa e/ou heterogênea cobertura vacinal, que compromete a imunidade coletiva e aumenta o risco de surtos. Ao alinhar as ações locais às diretrizes do PNI, a prática fortalece a vigilância em saúde e promove maior equidade no acesso às vacinas no município.
A experiência envolveu as salas de vacina das Unidades Básicas de Saúde e ações desenvolvidas em todo o território municipal, incluindo áreas urbanas e rurais. A iniciativa passou a integrar a prática permanente da equipe de saúde, sendo incorporada à rotina de trabalho após a identificação de baixas coberturas vacinais nos indicadores do Programa Nacional de Imunizações (PNI). A prática se desenvolveu a partir da análise sistemática dos dados do SIPNI, que evidenciaram esquemas vacinais incompletos, usuários faltosos e dificuldade no monitoramento adequado das coberturas. Diante desse cenário, o município promoveu uma mudança no sistema de acompanhamento da imunização, com reorganização dos registros, qualificação da alimentação do sistema de informação e adoção de um monitoramento mais frequente e detalhado dos indicadores, permitindo maior confiabilidade dos dados e tomado de decisão oportuna. Com base nesse diagnóstico, foi realizada a reorganização do processo de trabalho das salas de vacina, com definição de novos fluxos, conferência ativa dos cartões de vacinação e acompanhamento contínuo dos usuários em atraso. As metodologias utilizadas incluíram o monitoramento sistemático dos indicadores, a busca ativa de faltosos realizada pelos Agentes Comunitários de Saúde durante visitas domiciliares, conferencia no atendimento da puericultura mensal da criança menor de 2 anos e a utilização dos registros do e-SUS APS para atualização cadastral e acompanhamento dos grupos prioritários. Também foram realizadas capacitações internas das equipes, com foco nas normas técnicas do PNI, registro adequado das doses no sistema de informação e garantia da qualidade da cadeia de frio. Como estratégias de mobilização da população, o município desenvolveu ações extramuros, com vacinação em escolas, instituições públicas e comunidades da zona rural, vacina casa a casa dos faltosos além da ampliação do horário das salas de vacina em períodos estratégicos. Foram realizadas ações educativas e divulgação das campanhas por meio de redes sociais, carros de som e apoio de lideranças comunitárias, fortalecendo o vínculo com a população e ampliando o acesso à imunização. Quanto aos recursos tecnológicos, foram utilizados os sistemas de informação do SUS, especialmente o SIPNI, Portal da Vigilancia e o e-SUS APS, para registro das doses aplicadas, identificação de usuários com esquemas vacinais incompletos e monitoramento dos indicadores do PNI.

A experiência teve como principal problema os baixos indicadores em imunização, marcados pelas baixas coberturas vacinais abaixo do preconizado pelo Ministério da Saúde.

A prática contou com parcerias intersetoriais, envolvendo a Secretaria Municipal de Educação, com apoio das escolas, empresas existentes no território para realização de ações de vacinação e atividades educativas, além do apoio de lideranças comunitárias e instituições locais, fortalecendo a mobilização social e ampliando o alcance das ações de imunização no município. A experiência promoveu melhorias significativas na imunização, como a reorganização das salas de vacina, a mudança no sistema de acompanhamento dos registros possibilitaram o monitoramento mais preciso das coberturas vacinais, identificação de usuários com esquemas incompletos e tomada de decisão oportuna pela equipe de saúde. Como resultado, houve aumento do número de doses aplicadas, especialmente em crianças menores de um ano, gestantes e idosos, e redução do atraso vacinal, com maior atualização dos cartões de vacinação durante atendimentos de rotina. Para aprimorar o acompanhamento de grupos prioritários, foi implantado o cartão espelho, utilizado em consultas de puericultura para crianças menores de 2 anos, no acompanhamento das consultas de gestantes e no monitoramento semestral de idosos, permitindo registro sistemático de vacinas, exames e orientações de saúde, fortalecendo a longitudinalidade do cuidado. As estratégias extramuros, incluindo vacinação em escolas, instituições públicas, empresas privadas e comunidades rurais, ampliaram o acesso e a adesão da população. As enfermeiras relatam que as ações fora das unidades aproximaram a equipe da comunidade e permitiram vacinar as pessoas que antes tinham dificuldade de acesso e após a implantação do cartão espelho tanto para as crianças menores de 2 anos, gestantes e idosos, facilitou o acompanhamento dessas ações. Agentes Comunitários de Saúde destacaram que a busca ativa domiciliar foi fundamental para localizar usuários faltosos e orientar famílias sobre a importância da vacinação.

No conjunto, a prática resultou em melhoria da cobertura vacinal, maior equidade no acesso às vacinas e fortalecimento da vigilância em saúde, contribuindo para a proteção individual e coletiva da população lassancense e para a prevenção de surtos de doenças imunopreveníveis. A experiência desenvolvida proporcionou importantes aprendizados à equipe de saúde. Destaca-se a importância do monitoramento sistemático dos indicadores do PNI para identificar usuários com esquemas vacinais incompletos e planejar ações de busca ativa. O uso do cartão espelho mostrou-se estratégico para o acompanhamento contínuo de crianças, gestantes e idosos, reforçando a longitudinalidade do cuidado e a integração entre atenção primária e vigilância em saúde. Além disso, a prática evidenciou que ações extramuros e parcerias com escolas, creches e lideranças comunitárias são fundamentais para ampliar o acesso e a adesão da população à vacinação. Entre os aprendizados, destaca-se também a necessidade de capacitação constante das equipes, garantindo segurança no manejo dos imunobiológicos, registro correto das doses e uso eficiente dos sistemas de informação. A prática reforçou que a comunicação com a comunidade e a educação em saúde são essenciais para reduzir hesitação vacinal e fortalecer o vínculo com os serviços.

autor Principal

Lorena Rodrigues Rocha Ribeiro

lorenasaudelassance@gmail.com

Secretária Municipal de Saúde de Lassance (MG)

Coautores

Eloise Azevedo Evangelista

A prática foi aplicada em

Lassance

Minas Gerais

Sudeste

Esta prática está vinculada a

Secretaria Municipal de Saúde de Lassance (MG) - Avenida Nossa Senhora do Carmo, Lassance - MG, Brasil

Uma organização do tipo

Instituição Pública

Foi cadastrada por

Eloise Azevedo Evangelista

Conta vinculada

24 abr 2026

CADASTRO

24 abr 2026

ATUALIZAÇÃO

15 jan 2025

inicio

fim

Condição da prática

Andamento

Situação da Prática

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