Prescrição de cadeira de rodas pelo SUS no interior de Rondônia: experiência de capacitação regional em 2025

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Yargo Alexandre de Farias Machado

yargoalexandre@gmail.com

Yargo Alexandre Farias Machado

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A Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência no Sistema Único de Saúde (SUS) tem como um de seus pilares garantir o acesso oportuno a Órteses, Próteses e Meios Auxiliares de Locomoção (OPMs), fundamentais para a autonomia, funcionalidade e qualidade de vida dos usuários. No entanto, na prática cotidiana dos serviços de saúde, ainda são observadas dificuldades significativas relacionadas à prescrição adequada desses dispositivos e ao correto preenchimento dos laudos APAC, etapa essencial para viabilizar o acesso.
Diante desse cenário, foi desenvolvida uma capacitação regional com o objetivo de qualificar profissionais da saúde, fortalecendo competências técnicas e promovendo maior segurança na tomada de decisão clínica e nos processos administrativos. A iniciativa se justifica pela necessidade de reduzir barreiras de acesso e garantir que o cuidado prestado seja resolutivo, humanizado e alinhado aos princípios do SUS. Mais do que uma atualização técnica, a proposta buscou resgatar o sentido do cuidado integral, onde cada prescrição representa a possibilidade concreta de devolver autonomia e dignidade ao usuário.

A experiência surgiu a partir da identificação de fragilidades na prática assistencial e administrativa, evidenciadas por inconsistências na prescrição de OPMs e no preenchimento dos laudos APAC. Essas dificuldades resultavam em atrasos, retrabalho e, principalmente, na limitação do acesso dos usuários a dispositivos essenciais para sua mobilidade e independência.
Por trás de cada processo mal preenchido ou de cada prescrição inadequada, existe uma pessoa que permanece à espera de um recurso que pode transformar sua vida. Assim, a oportunidade identificada foi a de intervir diretamente nesse ponto crítico do cuidado, promovendo educação permanente como estratégia de qualificação dos serviços. A capacitação emergiu, portanto, como uma resposta concreta à necessidade de alinhar conhecimento técnico, sensibilidade profissional e compromisso com o cuidado centrado no usuário.

A prática alcançou resultados expressivos, evidenciados pela ampla participação de profissionais de diferentes municípios e pela elevada satisfação dos envolvidos. Observou-se um fortalecimento significativo do conhecimento técnico, especialmente no que se refere à avaliação funcional, à indicação correta de dispositivos e à elaboração adequada dos laudos APAC.
Mais do que números, os resultados se refletem na mudança de olhar dos profissionais, que passaram a compreender com maior profundidade o impacto de suas ações na vida dos usuários. A utilização de metodologias ativas e práticas simuladas favoreceu uma aprendizagem significativa, conectada à realidade dos serviços. Como consequência, espera-se maior segurança na prescrição, redução de inconsistências nos processos e ampliação do acesso qualificado aos dispositivos assistivos. A experiência também reforçou o valor da educação permanente como ferramenta transformadora, capaz de fortalecer vínculos, integrar equipes e qualificar o cuidado ofertado.

Para a implementação de práticas semelhantes, recomenda-se iniciar com um diagnóstico situacional que permita compreender as reais necessidades do território e dos profissionais envolvidos. É fundamental que as ações formativas sejam construídas de forma participativa, valorizando as experiências prévias e promovendo um ambiente de troca e aprendizado coletivo.
Sugere-se a utilização de metodologias ativas, que aproximem teoria e prática, tornando o processo de aprendizagem mais significativo e aplicável. A inclusão de simulações e casos reais contribui para o desenvolvimento de habilidades técnicas e para a sensibilização dos profissionais quanto ao impacto de suas condutas.
Por fim, destaca-se a importância de institucionalizar a educação permanente como estratégia contínua, garantindo que o conhecimento seja atualizado e incorporado à rotina dos serviços. Mais do que capacitar, é preciso inspirar profissionais a reconhecerem que, por trás de cada prescrição, existe uma história, uma necessidade e a oportunidade de transformar vidas por meio do cuidado em saúde.

autor Principal

Yargo Alexandre de Farias Machado

yargoalexandre@gmail.com

Fisioterapeuta - Tecnico em Saúde Pública em RO, atualmente Coordenador do Controle Avaliação e Auditoria na 1ªGRS.

Coautores

CRISTIELY ALVES OLIVEIRA, JOSE LUIZ CABRAL RIMAR, Adriana Andressa da Silva Will Santos, Soraia Pereira da Silva, Edja Cristina da Silva Santos Medeiros, Rosilene Xavier da Silva, Gilvânia Maria de Souza Silva e Nair Ferreira de Souza Barreto.

A prática foi aplicada em

Ji-Paraná

Rondônia

Norte

Esta prática está vinculada a

R. Júlio Guerra, 388 - Bairro Centro, Ji-Paraná - RO, 76900-034, Brasil

Uma organização do tipo

Instituição Pública

Foi cadastrada por

Yargo Alexandre Farias Machado

Conta vinculada

20 abr 2026

CADASTRO

26 abr 2026

ATUALIZAÇÃO

01 ago 2025

inicio

26 set 2025

fim

Condição da prática

Concluída

Situação da Prática

Arquivos