autor da pratica

Inovafigital Lab: inovação e tecnologia na promoção da prevenção combinada ao HIV

Caio Cesar Sartori Junior

Liliana Mussi

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Liliana Cristina Mussi

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A experiência Inovafigital Lab é uma iniciativa da OSCIP Terra das Andorinhas. Constitui um laboratório de inovação social focado na promoção da prevenção combinada ao vírus da imunodeficiência humana (HIV) entre as juventudes. Desenvolvida no município de Campinas (SP), a iniciativa adota uma abordagem figital — integrando os ambientes físico e digital — para superar barreiras de acesso à informação em saúde. A intervenção comportamental consistiu na criação de tecnologias sociais próprias, destacando-se o desenvolvimento de dois jogos interativos e a implementação de um educador social virtual (VTuber). Este avatar digital, operado em tempo real por um educador social, interagiu com o público em espaços comunitários estratégicos, escolas, no Centro de Convivência Terra das Andorinhas, em plataformas de transmissão ao vivo e outros ambientes virtuais interativos. A estratégia garantiu o anonimato e a segurança psicológica dos participantes, facilitando o diálogo sobre saúde sexual, profilaxia pré-exposição (PrEP), profilaxia pós-exposição (PEP) e redução de danos, com foco interseccional nas populações jovem e LGBTQIA+. O desenvolvimento do Inovafigital Lab contou com o apoio da Asssociação Jardineira da Saúde.

Objetivo Geral: Ampliar o acesso às ações de promoção, prevenção combinada, educação e comunicação em saúde para populações em situação de maior vulnerabilidade ao HIV e à aids.

Objetivos Específicos:
– Implantar um programa piloto com a criação de laboratório de inovação para desenvolver metodologias sociais e tecnologias que ampliem o acesso às ações de promoção, prevenção combinada e educação em saúde sobre HIV/Aids.
– Garantir ao público-alvo acesso às atividades e tecnologias do projeto.
– Disseminar informação qualificada e ampliar o acesso juvenil às metodologias de prevenção combinada.

O projeto foi concebido em resposta aos índices preocupantes de infecção pelo HIV entre jovens de 15 a 29 anos e a população LGBTQIA+ em Campinas (SP). O diagnóstico situacional evidenciou que o estigma e a discriminação persistem como barreiras centrais, inibindo a busca por testagem precoce e a adesão às estratégias de prevenção combinada. Adicionalmente, identificaram-se obstáculos estruturais e logísticos no acesso aos serviços da rede pública, como distâncias geográficas e incompatibilidade de horários com a rotina juvenil. Constatou-se, sobretudo, uma lacuna na comunicação em saúde: a ausência de iniciativas que dialogassem com a cibercultura e os espaços de socialização contemporâneos dessa geração. Tornou-se imperativo, portanto, desenvolver metodologias atrativas e acessíveis que mitigassem a exclusão e promovessem o letramento em saúde de forma inovadora.

A implementação do Inovafigital Lab gerou impactos expressivos na difusão de informações qualificadas e no engajamento juvenil. Em termos quantitativos, a iniciativa alcançou diretamente 500 jovens em ações presenciais (incluindo 100 pessoas LGBTQIA+) e aproximadamente 250 mil acessos nos ecossistemas virtuais. Qualitativamente, observou-se a desconstrução de estigmas e o fortalecimento da autonomia dos participantes, que relataram maior segurança para debater o autocuidado e buscar serviços de testagem na atenção primária à saúde (APS). A formação de multiplicadores juvenis garantiu a capilaridade territorial da ação. Para o Sistema Único de Saúde (SUS), a experiência demonstrou a viabilidade de incorporar tecnologias sociais imersivas como ferramentas de educação em saúde, estreitando o vínculo entre a comunidade, as escolas e as unidades básicas de saúde, consolidando redes de apoio e o protagonismo juvenil.

Recomenda-se a adoção da metodologia figital como estratégia de política pública para o engajamento de adolescentes e jovens. A utilização de linguagem nativa do ambiente digital (como avatares e gamificação) mostrou-se altamente eficaz para abordar temas sensíveis, devendo ser replicada em outros contextos epidemiológicos. É fundamental garantir a articulação intersetorial contínua entre organizações da sociedade civil (OSCs), escolas e a rede de atenção à saúde para a sustentabilidade das ações. Sugere-se, ainda, a capacitação permanente de profissionais de saúde e educadores sociais para o uso dessas novas tecnologias de comunicação, assegurando que o SUS permaneça responsivo às dinâmicas socioculturais das novas gerações.

autor Principal

Caio Cesar Sartori Junior

osciptda3@gmail.com

Educador Social

Coautores

Alexandre dos Santos Federici, Caio Cesar Sartori Junior, Liliana Cristina Mussi, Pedro Henrique Sartori

A prática foi aplicada em

Campinas

São Paulo

Sudeste

Esta prática está vinculada a

Avenida Doutor Alberto Sarmento - Bonfim, Campinas - SP, Brasil

Uma organização do tipo

Terceiro Setor

Foi cadastrada por

Liliana Cristina Mussi

Conta vinculada

06 abr 2026

CADASTRO

06 abr 2026

ATUALIZAÇÃO

01 fev 2023

inicio

30 jun 2025

fim

Condição da prática

Concluída

Situação da Prática

Arquivos