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A experiência ocorre em Chapadão do Céu – GO, um município de pequeno porte (aprox. 14 mil habitantes) com características de cidade em desenvolvimento, a rede de saúde conta com 03 Unidades Básicas de Saúde (UBS), todas informatizadas.
O cenário pós pandemia trouxe um desafio nacional, a queda acelerada da cobertura vacinal. No município, o sistema de informação privado (SIGSS), embora funcional para registros, criava uma “invisibilidade epidemiológica”. As equipes não conseguiam identificar, de forma imediata e nominal, quem eram as crianças faltosas, resultando em um vazio assistencial em um território com alta concentração de menores de 5 anos.
A busca ativa baseada apenas em dados genéricos do sistema oficial era lenta e ineficaz, a justificativa para este projeto foi a necessidade de mapeamento real das crianças, o sistemas oficiais muitas vezes demoram a processar dados ou não oferecem filtros de microárea. A falta de cronogramas reais gerava incerteza no estoque e desperdício de doses ou idas desnecessárias das famílias às UBS implementar um monitoramento individualizado (nominal) para elevar as coberturas vacinais e reduzir o abandono em Chapadão do Céu.
Mapeamos 100% das crianças menores de 5 anos e vinculamos a suas microáreas de residência, com essa estratégia sincronizamos a comunicação entre salas de vacina e Agentes Comunitários de Saúde (ACS) via ferramentas digitais, a estratégia “Da Planilha ao Braço” foi desenvolvida como ferramenta de criação de uma planilha em Excel que serve como um “espelho” do território. Ela classifica cada criança por status: “OK”, “Atrasada”, “Particular”, “Aguardando” ou “Transferida”.
O Fluxo Digital (WhatsApp),implementação de um grupo de comunicação instantânea onde a informação é lançada pela enfermeira que identifica o atraso na planilha e dispara a demanda para o ACS responsável, que realiza a busca ativa em menos de 24 horas a
intersetorialidade e apoio de integração com o Programa Bolsa Família (condicionalidades de saúde) e aplicação da Lei Estadual 22.243/2023, exigindo o certificado vacinal para matrícula escolar, ações extramuros vacinação em escolas e eventos, utilizando os dados da planilha para saber exatamente quem abordar nesses locais se fez necessário para que atingisse os 100% de cobertura vacinal.
A inovação não está na complexidade da ferramenta, mas na baixa complexidade tecnológica aliada à alta resolutividade social, o projeto transformou o ACS de um coletor de dados em um agente de resposta rápida, devolvendo à equipe de saúde o controle total sobre o território. Em reformulação e transformação dos dados: a planilha serve para que a equipe de saúde possa chegar mais rápido ao braço da criança.
O Problema era o “vazio assistencial”, o sistema oficial não identificava nominalmente quem eram as crianças faltosas, gerando invisibilidade e queda nas coberturas vacinais com gestão de baixo custo e uso de ferramenta acessíveis(Excel e WhatsApp) para resolver um problema que softwares caros não resolviam, foi criado uma planilha onde se acompanha essas crianças, isso garante a busca ativa em menos de 24 horas, transformando o ACS na peça-chave de uma vigilância digital humanizada e eficiente.
Para combater o desperdício de doses, a planilha integra uma função de ‘Previsão Mensal’, que projeta a demanda exata de vacinas necessária para Chapadão do Céu. Essa estratégia reduz perdas físicas por vencimento e perdas técnicas por abertura de frascos, otimizando o uso dos imunobiológicos e evitando estoques excessivos por meio de um mapeamento preciso da demanda local.
O principal resultado dessa planilha foi o fim da invisibilidade das crianças, garantindo o monitoramento nominal (por nome) de 100% do público-alvo a identificação Individualizada a gestão deixou de ver apenas “números e porcentagens” para saber exatamente qual criança estava com a vacina atrasada.
Fortalecimento do vínculo o ACS passou a ter informações precisas (“seu filho precisa da dose X”). Isso aumentou a confiança das famílias, que se sentiram cuidadas por uma equipe que demonstrava domínio total sobre o histórico de saúde da criança,
em resumo, o ACS deixou de ser apenas um visitador para se tornar um agente de vigilância imunológica ativa, garantindo que 100% das crianças fossem monitoradas e vinculadas às suas microáreas.
Previsão real através da função “Previsão Mensal” da planilha, a equipe passou a quantificar exatamente quantas doses seriam necessárias para cada unidade no mês seguinte. Gestão de estoque , ao saber o número de crianças que devem vacinar, o município evita o pedido excessivo de imunobiológicos reduzindo o risco de perdas de doses o vencimento ou armazenamento inadequado..
Eficiência Logística: O monitoramento nominal permite organizar o fluxo de frascos multidose (evitando abrir um frasco para apenas uma criança se houver previsão de outras no mesmo período), garantindo que o recurso público seja utilizado de forma inteligente.
Em suma, o projeto transformou a incerteza em planejamento, garantindo que a vacina esteja disponível sem sobras desnecessárias.
Para facilitar a implementação, recomenda-se priorizar a integração entre a Vigilância e os Agentes Comunitários de Saúde (ACS) por meio de ferramentas de comunicação rápida, garantindo que o fator humano potencialize o tecnológico. A eficácia da estratégia depende diretamente da constância na alimentação dos dados, o que exige compromisso e disciplina das equipes envolvidas.
A principal recomendação é que esta planilha seja adotada como uma ferramenta de gestão estratégica local, suprindo as limitações dos sistemas oficiais em gerar listas nominais. Do ponto de vista logístico, é fundamental utilizar a Aba de Previsão Mensal para planejar o atendimento de grupos de vacinação — especialmente para doses multidose. Essa prática otimiza o estoque, evita o desperdício de imunobiológicos e garante uma assistência mais organizada e eficiente.
Av. Ema, Chapadão do Céu - GO, Brasil
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