Do território ao digital: uso redes sociais no controle do Aedes em Santa Helena (MA)

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Isabela Cristina Sousa

bellamachado8@gmail.com

Isabela Cristina Sousa

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A prática “Do território ao digital: uso de redes sociais no controle do Aedes em Santa Helena (MA) foi desenvolvida pela equipe de Controle Vetorial, vinculada à Vigilância Epidemiológica, como estratégia complementar de educação em saúde para prevenção e controle das arboviroses. A experiência surgiu diante da necessidade de ampliar o alcance das orientações em saúde, considerando as limitações das visitas domiciliares e a persistência de criadouros do Aedes aegypti no território. O município de Santa Helena-MA apresenta condições ambientais favoráveis à proliferação do vetor, especialmente no período chuvoso, e registrou índice de infestação de 2,8% no LIRAa, classificando-se em situação de alerta. Nesse contexto, foi criada e utilizada a página institucional no Instagram, @controlevetorialSH, como extensão do território de atuação do SUS. Por meio dela, passaram a ser divulgados conteúdos educativos acessíveis, dinâmicos e contextualizados com a realidade local, incluindo orientações práticas, vídeos, imagens, campanhas temáticas, demonstração de focos encontrados nas visitas e divulgação das ações desenvolvidas pela equipe. A prática buscou fortalecer a comunicação entre Vigilância em Saúde e população, estimular mudanças de comportamento quanto à eliminação de criadouros, valorizar a atuação dos Agentes de Combate às Endemias e integrar ferramentas digitais às práticas territoriais do SUS.

A prática foi motivada pela necessidade de enfrentar desafios persistentes no controle das arboviroses no município, como a manutenção de criadouros nos domicílios, a resistência de parte da população às orientações em saúde e o alcance limitado das ações educativas quando restritas apenas às visitas presenciais. Em Santa Helena-MA, o contexto ambiental favorece a proliferação do Aedes aegypti, especialmente no período chuvoso, o que exige estratégias contínuas de mobilização social. Além disso, o índice de infestação de 2,8% identificado no LIRAa evidenciou situação de alerta, reforçando a necessidade de aperfeiçoar as ações de prevenção. Diante disso, identificou-se a oportunidade de utilizar as redes sociais como ferramenta complementar de educação em saúde, ampliando o acesso da população à informação, fortalecendo o vínculo com a comunidade e potencializando as ações territoriais já desenvolvidas pela equipe de Controle Vetorial.

A prática resultou em ampliação significativa do alcance das ações educativas em saúde. Em 30 dias, a página registrou aproximadamente 39,9 mil visualizações e cerca de 1,4 mil interações, com 55,9% do público formado por não seguidores, demonstrando expansão do acesso à informação para além do público já vinculado. Houve também crescimento de 187% nas visitas ao perfil, indicando maior interesse pelos conteúdos e pelas ações desenvolvidas pela equipe. No território, observaram-se resultados importantes, como maior reconhecimento do trabalho dos Agentes de Combate às Endemias, aumento do interesse da população pelas orientações em saúde, relatos de eliminação de criadouros após acesso aos conteúdos e maior receptividade durante as visitas domiciliares. A estratégia fortaleceu a educação em saúde, aproximou a Vigilância Epidemiológica da população e mostrou que a integração entre ações digitais e presenciais favorece mudanças de comportamento no enfrentamento das arboviroses.

Recomenda-se que outros municípios adotem estratégias digitais articuladas às ações territoriais já existentes, utilizando as redes sociais como ferramenta complementar de educação em saúde e mobilização comunitária. É importante produzir conteúdos acessíveis, objetivos e adaptados à realidade local, abordando temas práticos do cotidiano da população e acompanhando a situação epidemiológica do território. Também se recomenda manter frequência nas publicações, valorizar a atuação dos profissionais envolvidos, estimular a interação com os usuários e utilizar os canais digitais como espaço de escuta, esclarecimento de dúvidas e fortalecimento do vínculo com a comunidade. A experiência mostrou que essa é uma estratégia de baixo custo, replicável e com potencial para ampliar o alcance das orientações, aumentar o engajamento social e fortalecer as ações do SUS no controle das arboviroses.

autor Principal

Isabela Cristina Sousa

bellamachado8@gmail.com

Agente de combate às endemias

Coautores

Isabela Cristina Sousa, Danielle Lopes Vale, Bruna Ilbeny Lins Moreira, Rodrigo Pereira Correia, Wagner Garcia Rocha, José da Conceição do Nascimento, Aline a

A prática foi aplicada em

Santa Helena

Maranhão

Nordeste

Esta prática está vinculada a

Vigilancia Epidemiológica - Travessa Dom Pedro II, Santa Helena - MA, Brasil

Uma organização do tipo

Instituição Pública

Foi cadastrada por

Isabela Cristina Sousa

Conta vinculada

20 abr 2026

CADASTRO

20 abr 2026

ATUALIZAÇÃO

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fim

Condição da prática

Andamento

Situação da Prática

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