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As Práticas Integrativas e Complementares em Saúde têm sido aliadas no cuidado oferecido na
atenção primária do SUS por se tratarem de práticas validadas, com ótimos resultados e
satisfação da população que as utiliza, além de ser um recurso de baixo custo e tecnologia,
precisando muitas vezes apenas de profissionais qualificados para a sua realização. No ano de
2025, iniciamos no município de Rio das Ostras, atendimentos coletivos associando mais de
uma Prática Integrativa. Dentre essas práticas, destacam-se a meditação, a auriculoterapia e a
automassagem, que, juntas, potencializam os efeitos terapêuticos, ampliando as práticas de
autocuidado.
Os atendimentos foram realizados em grupo, com número variável de participantes, faixa etária envolvendo desde adultos jovens até idosos, com queixas diversas como sintomas de dor crônica, ansiedade, depressão. Realizamos dois grupos em territórios distintos do município. Os atendimentos são conduzidos por duas fisioterapeutas integrantes da equipe do Programa de Práticas Integrativas. Os grupos foram estruturados baseados em educação em saúde e meditação e mais uma prática integrativa. A educação em saúde acontece sob o olhar da saúde integrativa, abordando temas de saúde física, saúde mental, saúde emocional e saúde espiritual.
No grupo 1 associamos as práticas de automassagem e meditação. Iniciando sempre com exercícios respiratórios, seguindo com a automassagem e finalizando com a meditação. No grupo 2, ao final da roda de conversa é realizada uma meditação guiada, sempre que possível associando o tema abordado ao exercício da meditação. Para os participantes do grupo 2 é ofertado após a meditação o atendimento de auriculoterapia.
Durante um ano de execução do trabalho proposto observamos uma ótima aceitação dos pacientes, incentivando-os a introduzir em suas rotinas as práticas ofertadas como ferramenta de autocuidado. Os pacientes que são mais comprometidos trazem para o grupo suas experiências individuais, seus resultados, mostrando o quanto é possível quando há comprometimento com seu processo de cura.
Uma das práticas que nos surpreendeu pela sua aceitação, simplicidade e resultado imediato, foi a meditação. Prática que normalmente muitos pacientes relatam dificuldade inicial para realizar e, com o decorrer dos atendimentos, se mostram extremamente envolvidos.
A experiência demonstrou que a associação de diferentes práticas integrativas em atendimentos coletivos potencializa os benefícios terapêuticos, promovendo relaxamento e bem-estar. Os pacientes são convidados a experimentar uma nova forma de administrar seus sintomas, introduzindo na sua rotina múltiplas possibilidades de autocuidado. A longo prazo, observa-se ampliação de percepção sobre si mesmo e sobre o outro, desenvolvendo mais clareza mental e autoconhecimento.
A abordagem em grupo nos possibilitou um alcance ampliado, assim como, necessário e fundamental para a maioria dos pacientes, devido ao fortalecimento do vínculo coletivo como suporte de apoio e troca nos processos de cura. Dessa forma, a integração dessas práticas no SUS se configura como uma estratégia relevante para a promoção de saúde integral, de baixo custo, pois não necessita de recursos materiais, reforçando a importância da ampliação e valorização das PICS no cuidado em saúde.
Visualizamos a importância de conscientizar os profissionais e gestores sobre os resultados que podem ser obtidos com a implementação de Práticas Integrativas, e por um custo muito simples. Conseguimos obter resultados grandiosos com a simplicidade de uma meditação, que pode ser conduzida por qualquer profissional voltado para cuidados integrativos. Investir mais em autocuidado e autonomia, do que somente no cuidado em saúde. Estimular os usuários do SUS a terem autonomia no seu processo de cura, é um grande investimento em saúde pública. E, pensando nesse formato, estamos conseguindo desenvolver um trabalho que amamos no SUS.
Prefeitura Municipal de Rio das Ostras - Atlantica, Rio das Ostras - RJ, Brasil
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