Encontro de famílias como estratégia de fortalecimento de vínculos e cuidado territorial no CAPS de Bom Jesus do Itabapoana RJ

Flavia Neves Ribeiro Mathias

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O Centro de Atenção Psicossocial Maria Clara Pimentel dos Santos, implantado em 2021 no município de Bom Jesus do Itabapoana (RJ), vem consolidando práticas inovadoras no campo da saúde mental, alinhadas aos princípios da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) e do Sistema Único de Saúde (SUS). Nesse cenário, destaca-se a criação do Encontro de Famílias, iniciado em julho de 2024, como um dispositivo estratégico de cuidado voltado à inclusão ativa dos familiares no processo terapêutico.

A iniciativa emerge da identificação de uma lacuna histórica na assistência em saúde mental: o afastamento das famílias dos espaços institucionais de cuidado, aliado à sobrecarga enfrentada no cotidiano. Tal contexto evidenciou a necessidade de ampliação de espaços de escuta qualificada, acolhimento e corresponsabilização, reconhecendo os familiares como atores fundamentais no processo de reabilitação psicossocial.

A proposta fundamenta-se na perspectiva do cuidado ampliado e territorial, promovendo o protagonismo das famílias, o fortalecimento de vínculos afetivos e a construção compartilhada dos projetos terapêuticos. Além disso, contribui para a valorização das práticas locais, a qualificação da gestão municipal e a disseminação de experiências exitosas no âmbito do SUS.

Objetivos da Experiência
Instituir um espaço permanente de escuta qualificada e acolhimento para familiares;
Fortalecer vínculos familiares no processo de cuidado em saúde mental;
Ampliar a participação das famílias na construção do projeto terapêutico singular;
Reduzir o isolamento social e fortalecer redes de apoio;
Promover educação em saúde e ampliar o acesso a direitos sociais;
Dar visibilidade às práticas de cuidado desenvolvidas no âmbito municipal;
Estimular o intercâmbio de experiências no SUS.
Descrição da Implementação e Desenvolvimento

Trata-se de uma prática coletiva, contínua e de base territorial, realizada semanalmente às terças-feiras, às 18h, com participação de familiares, usuários e equipe multiprofissional. A definição do horário considerou a necessidade de inclusão de familiares trabalhadores, ampliando o acesso e a adesão.

Os encontros são conduzidos em formato de roda de conversa, orientados pelos princípios da escuta ativa, acolhimento e construção compartilhada. Os temas são definidos a partir das demandas dos participantes, abordando questões relacionadas ao cuidado em saúde mental, cotidiano familiar, direitos sociais e acesso às políticas públicas.

Ao longo de sua implementação, a prática evoluiu ao incorporar a participação conjunta de crianças, adolescentes e seus responsáveis, fortalecendo vínculos afetivos e promovendo o cuidado em ato. Paralelamente, o dispositivo articula-se com a rede intersetorial — especialmente assistência social, educação e saúde — favorecendo a integração entre serviços e ampliando o acesso das famílias às políticas públicas.

A experiência também vem sendo apresentada em espaços institucionais, contribuindo para a disseminação de tecnologias leves de cuidado e para o fortalecimento da gestão municipal no SUS.

A criação do Encontro de Famílias foi motivada pela identificação do afastamento dos familiares dos espaços de cuidado em saúde mental, associado à sobrecarga no cotidiano e à escassez de espaços de escuta e acolhimento, evidenciando a necessidade de fortalecer sua participação no âmbito do Sistema Único de Saúde.

A implementação do Encontro de Famílias resultou na ampliação do engajamento familiar no cuidado em saúde mental, fortalecimento dos vínculos afetivos e redução do isolamento social. Observou-se maior acesso a direitos e serviços, além da integração com a rede intersetorial. Como inovação, destaca-se o uso de tecnologias leves centradas na escuta e no protagonismo familiar. A experiência evidenciou que práticas de baixo custo, baseadas no território e na corresponsabilização, são eficazes e replicáveis, contribuindo para a qualificação do cuidado no Sistema Único de Saúde.

Para implementar uma prática similar, recomenda-se iniciar com a escuta ativa das demandas das famílias e do território, reconhecendo seus saberes e necessidades. É fundamental garantir um espaço acolhedor, horizontal e contínuo, com participação de equipe multiprofissional comprometida. A definição de horários acessíveis favorece a adesão, especialmente de trabalhadores. Além disso, investir na articulação com a rede intersetorial amplia o alcance das ações. Valorizar tecnologias leves, como o vínculo e o diálogo, e promover a corresponsabilização no cuidado são estratégias essenciais para fortalecer práticas no Sistema Único de Saúde e garantir sua sustentabilidade e replicabilidade.

autor Principal

Flavia Neves Ribeiro Mathias

flavianrm@hotmail.com

Assistente Social

Coautores

Flavia Neves Ribeiro Mathias, Rachel Gonçalves Maciel

A prática foi aplicada em

Bom Jesus do Itabapoana

Rio de Janeiro

Sudeste

Esta prática está vinculada a

Praça Governador Portela, 166 - Centro, Bom Jesus do Itabapoana - RJ, Brasil

Uma organização do tipo

Instituição Pública

Foi cadastrada por

Flavia Neves Ribeiro Mathias

Conta vinculada

02 abr 2026

CADASTRO

02 abr 2026

ATUALIZAÇÃO

09 mar 2026

inicio

fim

Condição da prática

Andamento

Situação da Prática

Arquivos