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O presente projeto é desenvolvido na cidade de Mendes/ RJ através da Secretaria de Saúde de Mendes, acontece no Centro de Atenção à Saúde da Mulher Maria Elisa Malheiros (CASM MEM) unidade de referência para ginecologia e pré-natal de alto risco. Tem como foco a promoção da saúde mental e física, através de exercícios físicos.
Considerando que a saúde da mulher abrange inúmeros aspectos biopsicossocial, variações hormonais oriundas da TPM, Climatério e Menopausa que impactam significativamente a qualidade de vida das mulheres, torna-se essencial estratégias que minimize sintomas e proporcione bem-estar.
Neste cenário, os exercícios físicos surgem como uma ferramenta de extrema importância para redução de estresse, a diminuição do uso de fármacos, aumento na autoestima e fortalecimento da saúde mental, além dos benefícios físicos.
Dessa forma, o projeto vem integralizar mente e corpo, viabilizando a qualidade de vida das mulheres atendidas pela unidade de saúde.
Objetivo geral
Promover a melhoria da saúde física e mental das mulheres atendidas pela unidade, por meio de atividades físicas orientadas por uma educadora física, visando o aumento da qualidade de vida, abrangendo saúde física com saúde mental e proporcionando o fortalecimento de vínculos sociais.
Objetivos específicos
– Promover o fortalecimento do bem estar biopsicossocial;
– Estimular a aquisição regular da prática de atividades físicas;
– Ajudar na criação de vínculos sócio afetivos;
– Diminuir o uso de fármacos;
– Incentivar a prática do auto cuidado;
– Observação e análise dos possíveis impactos da intervenção para redução dos sintomas físicos, sofrimento psicoemocionais da TPM, climatério e menopausa;
– Melhorar significativamente os indicadores de saúde cardiovascular e metabólica como: IMC, pressão arterial, glicemia, colesterolemia entre outros;
– Avaliar adesão ao programa.
Metodologia
Estudo com abordagem qualiquantitativa, através de anamnese contendo dados clínicos e sociodemográficos, incluindo aferição da pressão arterial, medidas antropométricas (peso, altura e circunferências corporais) e histórico de saúde. Esses dados subsidiaram o planejamento individualizado das atividades.
A intervenção consistiu na realização de exercícios físicos supervisionados, com ênfase em fortalecimento muscular e circuito funcional. As atividades são conduzidas em grupo, com frequência semanal, onde são utilizados materiais para exercício como: colchonetes, pesos leves e elásticos e equipamentos básicos para avaliação (esfigmomanômetro, balança e fita métrica).
Durante todo o processo, há monitoramento das participantes, com orientação quanto à execução correta dos exercícios e prevenção de lesões.
Os dados coletados foram registrados no período de setembro de 2025 até março de 2026, desde então sendo acompanhado através de avaliações subsequentes, permitindo a avaliação da evolução das participantes e dos efeitos da intervenção.
A saúde da mulher envolve múltiplos aspectos biopsicossociais, sendo significativamente impactada por variações hormonais associadas à TPM, climatério e menopausa. Essas alterações podem comprometer a qualidade de vida, gerando sintomas como alterações de humor, estresse, fadiga e queda na autoestima. Estratégias de promoção da saúde que minimizem esses efeitos e promovam o bem-estar tornam-se, portanto, essenciais.
Os exercícios físicos constituem uma intervenção promissora nesse contexto, podendo reduzir níveis de estresse, diminuir a necessidade de uso de fármacos, melhorar a autoestima e fortalecer a saúde mental, além de conferir benefícios físicos comprovados. No entanto, apesar de seu potencial, ainda existem lacunas no conhecimento sobre como programas estruturados de exercícios podem impactar de forma integrada a saúde mental e física das mulheres em diferentes fases hormonais.
Dessa forma, surge a oportunidade de investigar e implementar estratégias de promoção da saúde que integrem mente e corpo, objetivando a melhoria da qualidade de vida das mulheres atendidas em unidades de saúde. Este projeto propõe preencher essa lacuna, fornecendo evidências sobre a eficácia de exercícios físicos como ferramenta de saúde integral feminina.
Os dados apresentados referem-se à análise qualiquantitativa da coleta realizada no Centro de Atenção à Saúde da Mulher (CASM), baseada em avaliações conduzidas entre setembro de 2025 e março de 2026. Foram realizadas 120 avaliações, incluindo 25 reavaliações, envolvendo 90 participantes do sexo feminino, das quais 25 alunas (27,8%) passaram por reavaliação.
Na análise quantitativa, os indicadores gerais evidenciaram evolução positiva: atividade física regular, sono adequado e alimentação classificada como boa aumentaram 15% cada. Houve redução de 27% na intensidade da dor e incremento de 10% no controle da pressão arterial. O IMC das participantes reavaliadas apresentou melhora discreta, com aumento de 5 pontos percentuais na eutrofia e redução de sobrepeso (-2%) e obesidade (-3%).
A pressão arterial mostrou melhora global: normotensos passaram de 55% para 65%, pré-hipertensão reduziu de 25% para 20% e hipertensão de 20% para 15%. A frequência cardíaca média diminuiu de 82 para 78 bpm (redução de 4,9%), sugerindo melhora no condicionamento cardiovascular. A qualidade do sono apresentou aumento de 42,9% na categoria “boa”, com redução das categorias “regular” e “ruim”.
Indicadores de saúde mental também evoluíram: participantes com estado “bom” aumentaram de 45% para 60%, enquanto os estados “regular” e “ruim” diminuíram, indicando tendência positiva. A alimentação das alunas reavaliadas mostrou aumento da classificação “boa” de 25% para 40%, e redução das categorias “regular” e “ruim”. A prática de atividade física aumentou de 70% para 85%, com redução do grupo sedentário de 30% para 15%.
O indicador de dor apresentou redução média de 1,5 ponto na escala numérica (27,3%), refletindo melhora clínica. Os resultados qualitativos corroboram as tendências observadas, evidenciando impacto positivo das intervenções, embora sem testes inferenciais para significância estatística.
O projeto de atividade física foi uma experiência bem-sucedida, promovendo melhorias significativas na qualidade de vida das mulheres, abrangendo aspectos físicos, mentais e sociais. Houve evolução positiva nos indicadores gerais de saúde, incluindo redução do IMC, melhora do estado nutricional, níveis pressóricos e qualidade do sono. A saúde mental também apresentou avanços, com diminuição da ansiedade, insônia e baixa autoestima, além de menor intensidade da dor, facilitando a adesão aos exercícios. Os resultados mostram que a prática regular de atividades físicas correlaciona-se com melhorias funcionais, físicas e psíquicas, evidenciando o impacto clínico e funcional do programa e sua eficácia como estratégia de promoção da saúde e prevenção de comorbidades.
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