favor seguir os ajustes necessários abaixo:
A prática foi desenvolvida na Estratégia de Saúde da Família de São Pedro da Serra, em Nova Friburgo (RJ), território com áreas distantes, mobilidade limitada e dificuldades de acesso, impactando a realização regular das visitas domiciliares. O contexto local também é marcado por desafios relacionados à disponibilidade e continuidade de profissionais de saúde, o que exigiu maior protagonismo dos Agentes Comunitários de Saúde na organização do processo de trabalho e na garantia da continuidade do cuidado. A partir da vivência direta no território, os ACS identificaram a necessidade de reorganização das microáreas como estratégia para qualificar o cuidado, ampliar o acesso às famílias e garantir maior regularidade no acompanhamento.
O território apresentava limitações relacionadas à extensão das microáreas, dificuldade de acesso e dispersão das residências, comprometendo a realização regular das visitas domiciliares. Além disso, o contexto local era marcado por desafios na disponibilidade e continuidade de profissionais de saúde, impactando a organização do processo de trabalho na unidade. A partir da vivência cotidiana no território, os Agentes Comunitários de Saúde identificaram que a organização existente não favorecia a equidade na distribuição das áreas nem a viabilidade do acompanhamento sistemático das famílias, evidenciando a necessidade de reorganização das microáreas com base no conhecimento prático do território.
A reorganização das microáreas, conduzida pelos próprios Agentes Comunitários de Saúde, promoveu redistribuição territorial das famílias, resultando em melhor equilíbrio entre as áreas e maior viabilidade na realização das visitas domiciliares. O principal impacto observado não se deu apenas na variação numérica, mas na melhoria da logística de deslocamento, ampliação do acesso às áreas mais distantes e maior regularidade no acompanhamento das famílias.
A atuação direta dos ACS na análise e reorganização do território possibilitou que famílias antes acompanhadas de forma irregular passassem a receber visitas mensais sistemáticas, fortalecendo a continuidade do cuidado.
Em um contexto de descontinuidade de profissionais, evidenciou-se que a atuação dos ACS foi fundamental para sustentar a organização do cuidado no território, reforçando seu papel como agente estratégico na condução das ações e na garantia do acompanhamento das famílias.
O processo também evidenciou a importância da gestão adequada dos dados territoriais, diante de desafios na atualização cadastral.
Recomenda-se que a reorganização das microáreas seja realizada com base em análise territorial criteriosa, considerando não apenas o número de famílias, mas principalmente aspectos como acesso, distância e mobilidade.
Destaca-se a importância da participação ativa dos Agentes Comunitários de Saúde nesse processo, valorizando seu conhecimento prático do território como elemento fundamental para a tomada de decisão.
Recomenda-se ainda o planejamento adequado da transição entre microáreas, com organização prévia dos registros no sistema de informação, a fim de evitar inconsistências cadastrais e garantir a continuidade do acompanhamento das famílias.
A experiência pode ser replicada em outros territórios, especialmente em contextos com limitações estruturais, contribuindo para a qualificação da atenção primária e o fortalecimento do cuidado no território.
R. Rodrigues Alves, 73 - São Pedro da Serra, Nova Friburgo - RJ, 28616-155, Brasil
CADASTRO
ATUALIZAÇÃO