Saúde e conexão Cidade de Deus

Instituto Dom

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Eugenio Felippetto

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O projeto “Saúde e Conexão CDD” teve como objetivo dar apoio psicológico, através da Terapia Comunitária, a 100 mulheres moradoras da Favela Cidade de Deus, em situação de vulnerabilidade que apresentassem quadros de ansiedade, depressão e outros sintomas. Em parceria com a Associação de Moradores da CDD, que disponibilizou sua infraestrutura para o projeto e nos deu todo o apoio logístico, oferecemos atendimentos psicológicos em grupos baseados na Terapia Comunitária, oficinas mensais com temas ligados à saúde integral, apoio empreendedor para mulheres do projeto que tem um pequeno negócioe entregamos 300 cestas básicas.

O problema central que motivou o Instituto Dom a realizar o projeto “Saúde e Conexão CDD” foi a identificação de que a vulnerabilidade socioeconômica em territórios como a Cidade de Deus é agravada por sérios comprometimentos da saúde mental, criando barreiras adicionais ao desenvolvimento pessoal e financeiro das famílias.
Historicamente focado na geração de renda e apoio a microempreendedores (especialmente mulheres negras), o Instituto Dom percebeu que a insegurança alimentar e problemas emocionais, como ansiedade e depressão, impediam que seu público-alvo empreendesse com eficiência e produtividade. O diagnóstico basal revelou dados alarmantes: entre as participantes, 51 mulheres já haviam sofrido violência doméstica e 21 relataram abuso ou assédio sexual, contextos que geram traumas profundos e paralisantes.
A oportunidade de aperfeiçoamento identificada foi a de integrar o suporte psicológico ao modelo de capacitação técnica já existente na instituição. O Instituto Dom compreendeu que a saúde integral é o alicerce para a emancipação econômica. Assim, o projeto não ofereceu apenas terapia comunitária, mas conectou o cuidado mental a ações práticas de suporte, como a entrega de cestas básicas para combater a insegurança alimentar e oficinas de apoio empreendedor.
Essa atuação reforça a missão da OSC de reduzir desigualdades de forma holística, tratando a saúde mental não como um evento isolado, mas como parte essencial da jornada de superação da pobreza e fortalecimento do protagonismo feminino nas periferias.

AÇÕES / ATIVIDADES
a. Conhecimento das organizações presentes no território e Apresentação do Projeto para os parceiros e comunidade Dia 13 de junho de 2024 na Associação de Moradores da CDD;
b. Articulação da Rede com uma palestra sobre Saúde Mental Dia 29 de junho de 2024 na Associação de Moradores da CDD
c. Lançamento do Projeto – Dia 05 de Agosto de 2024, lançamos oficialmente o projeto Saúde e Conexão CDD, com inscrições abertas para o projeto. A data escolhida visou recordar a vida e as realizações do médico e cientista Oswaldo Cruz, nascido em 1872, a ocasião contou com a presença dos nossos parceiros a CAP4.0 (Clínica Hamilton Land), onde oferecemos juntamente com a equipe parceira, ações como: vacinação contra a influenza, teste de aferição de pressão e glicemia gratuitos e distribuição de preservativos para a população do território, o evento teve a finalidade de promover a educação sanitária e despertar no povo, a consciência do valor da saúde.
d. Período de Inscrições para a participação no projeto inicialmente do dia 5 a 31 de agosto de 2024.
e. Trabalho em Rede – Palestra sobre Violência contra a mulher para os monitores da ASVI (organização parceira) – Dia 23 de Agosto de 2024 na sede da ASVI.
f. Café de Boas-Vindas para as assistidas/beneficiárias do projeto – 31 de agosto de 2024 na Associação de Moradores AMCDD.
g. Início dos atendimentos psicológicos – Grupo de apoio psicológico – Dia 3 de setembro de 2024 na Associação de Moradores AMCDD.
h. Primeira Oficina – Corpo e Movimento – Dia 28 de setembro de 2024 – Escola Alberto Rangel Principais resultados: Sensação de acolhimento e inclusão, percepção de melhorias no humor, energia, motivação e disposição entre as participantes.
i. Segunda Oficina com entrega de Cestas básicas – Roda de conversa: Violência contra a Mulher. Você não está sozinha! Dia 26 de outubro de 2024 na Associação de Moradores AMCDD Um tema delicado, mas de extrema importância, cujo intuito foi sensibilizar e conscientizar o nosso público-alvo sobre o quanto a violência pode repercutir negativamente na vida delas, incluindo a perda da saúde mental, e ao mesmo tempo, estimular que elas se posicionem e busquem ajuda.
j. Terceira Oficina – Primeiros Passos – Uma ação em parceria com a Secretaria da Mulher do Estado do Rio de Janeiro – Dia 26 de novembro de 2024 na Associação de Moradores AMCDD Em homenagem ao Mês Estadual da Mulher Empreendedora, a oficina do Projeto Saúde e Conexão CDD do mês de novembro, focou no apoio empreendedor. Pois uma parte do nosso público-alvo, são mulheres empreendedoras. Entendemos que sem saúde mental e conhecimento de gestão de negócios, não é possível empreender com eficiência e produtividade. A Oficina incentivou uma abordagem proativa em relação à saúde mental, levando as mulheres que empreendem a buscar estratégias para cuidarem de si mesmas, através da gestão do estresse ao lidar com desafios emocionais no negócio, motivou e inspirou mulheres que ainda não empreendiam a seguir os passos do empreendedorismo.
k. Quarta Oficina – Palestra sobre autocuidado, beleza e bem-estar e Confraternização de fim de ano com entrega de Cestas básicas! Dia 21 de dezembro de 2024 na Associação de Moradores AMCDD As assistidas tiveram uma compreensão mais profunda sobre o que é autocuidado e sua importância para a saúde física, mental e emocional. Isso inclui a percepção de que cuidar de si mesmas não é egoísmo, mas uma necessidade para manter um equilíbrio saudável na vida. Elas foram convidadas a refletir sobre suas rotinas e a identificar pequenos momentos que poderiam dedicar a si mesmas. O tema da beleza também foi abordado sob uma nova perspectiva. Em vez de se concentrar em padrões de beleza impostos pela sociedade, a palestra enfatizou a beleza interna e a importância de se sentir confortável e confiante em nossa própria pele. As participantes foram encorajadas a celebrar suas singularidades e a adotar uma abordagem mais gentil em relação a si mesmas.
l. Dia Estadual de Saúde nas Favelas – Desafios e possibilidades na Cidade de Deus. Data e local de realização: Dia 10 de Fevereiro de 2025 na Associação de Moradores AMCDD O encontro “Dia Estadual de Saúde nas Favelas: desafios e possibilidades na Cidade de Deus” convidaram moradores, pesquisadores e trabalhadores dos dispositivos de saúde da Cidade de Deus para debater a promoção da saúde e o combate à dengue na comunidade. Nos últimos anos, a
incidência de casos de dengue tem aumentado significativamente, afetando principalmente crianças e adultos jovens. Diante desse cenário, o encontro contou com a presença da equipe de Endemias da Prefeitura do Rio de Janeiro e CMS (Centro Municipal de Saúde) Hamilton Land. O evento foi parte das comemorações do Dia Estadual da Saúde nas Favelas realizado pelo Plano Integrado de Saúde das Favelas, da Fundação Oswaldo Cruz. Organizado pelo Coletivo de Pesquisa
Construindo Juntos, Instituto Dom, People’s Palace Projects do Brasil, Associação de Moradores AMCDD e ASVI – (Associação Semente da Vida da Cidade de Deus).
m. Quinta Oficina – Palestra Saúde mental e redução de danos: a lógica do cuidado! Dia 22 de fevereiro de 2025 na Associação de Moradores AMCDD A palestra trouxe maior compreensão sobre a saúde mental e a abordagem de redução de danos, destacando a importância de tratar as pessoas com empatia e respeito. O cuidado à saúde mental e a implementação de estratégias de redução de danos são fundamentais para oferecer suporte adequado a usuários de álcool e outras drogas e seus familiares. É um processo que requer empatia, compreensão e um olhar integrado proporcionando a recuperação e o bem-estar, e promovendo seu empoderamento. A abordagem de redução de danos visa minimizar os efeitos negativos do uso de drogas e álcool, priorizando a saúde e o bem-estar dos usuários. O tratamento humanizado em um centro de assistência psicossocial, como o CAPS AD III, enfoca o respeito pela autonomia do indivíduo, oferecendo suporte e informações sobre práticas seguras, além de promover mudanças de comportamento sem exigir a abstinência imediata. O objetivo destes espaços é melhorar a qualidade de vida, facilitando a reintegração dos usuários à sociedade, combatendo o estigma e a discriminação. Isso pode incluir ações como a promoção de atividades sociais, culturais e acadêmicas que estimulem o convívio e a colaboração. Este evento foi uma oportunidade valiosa para discutir estratégias efetivas, e aprender mais sobre como podemos oferecer apoio e cuidado àqueles que enfrentam esses desafios.
n. Sexta Oficina – Reaproveitamento integral de alimentos e panificação caseira Dia 31 de maio de 2025 na FAETEC CDD Essa Oficina foi uma iniciativa especial que uniu sustentabilidade, nutrição e cuidado emocional através da atividade em grupo. Além disso, visou estimular hábitos mais conscientes na cozinha como também, oferecer um espaço de apoio emocional e fortalecimento mútuo. Contribuindo para a autoestima e o bem-estar dessas mulheres. Exploramos o universo da culinária sustentável através de técnicas de reaproveitamento integral de alimentos reduzindo o desperdício e valorizando cada ingrediente. A aplicação da técnica para o preparo de panificação caseira não pôde ser realizada durante a Oficina devido a um imprevisto que teve o profissional que daria a aula. No entanto, as assistidas do projeto serão encaminhadas para a instituição Faetec, que abrirá um curso específico de panificação caseira, assim como outras capacitações no final deste mês, oferecendo oportunidade de formação e desenvolvimento na área. Além de oferecer uma nova possibilidade de geração de renda, o curso fortalece a autoestima, o empoderamento econômico e estimula a criatividade na área gastronômica.
o. Sétima e última Oficina – Passeio terapêutico ao Cristo Redentor 10 de junho de 2025 (cancelado devido ao mau tempo). Reagendado para o dia 01 de julho de 2025 no Corcovado. Um passeio terapêutico, também conhecido como terapia de movimento, é uma prática que utiliza a atividade física, o contato com a natureza e a mudança de ambiente como ferramentas para promover o bem-estar físico e emocional. Escolhemos o Cristo Redentor por ser um símbolo emblemático do Rio de Janeiro, representando esperança, paz e acolhimento. Visitar um local de tamanha importância cultural e simbólica pode proporcionar as participantes do projeto, uma sensação de conexão com algo maior, fortalecendo o sentimento de pertencimento e esperança, elementos essenciais na recuperação e manutenção da saúde mental. Além disso, o ato de sair do ambiente cotidiano e se envolver em uma atividade ao ar livre promove a quebra da rotina. Estimulando o contato com a natureza, o que é amplamente reconhecido por seus benefícios no combate ao estresse, ansiedade e depressão. A paisagem panorâmica do Rio de Janeiro vista do Cristo também favorece a sensação de liberdade e de perspectiva, ajudando as nossas mulheres a refletirem sobre suas vidas de uma maneira mais ampla e positiva. Obs: A van disponibilizada (através da parceria com o Cristo Redentor Experience e o projeto social O Sol) tinha capacidade para 14 passageiros. Porém, ao longo das próximas semanas, mesmo com o término do projeto, iremos prosseguir com o passeio terapêutico até que todas as participantes ativas no projeto possam se beneficiar desta iniciativa.
p. Confraternização de encerramento do projeto – Apresentação de Resultados e Entrega das últimas cestas básicas – Dia 26 de julho de 2025 na Associação de Moradores AMCDD

Com base no projeto Saúde e Conexão CDD, as orientações ofertadas para implementar práticas similares de promoção da saúde mental em comunidades vulneráveis, podem ser as seguintes:
Articulação em Rede: Estabeleça parcerias locais com associações de moradores, equipamentos de saúde (como Clínicas da Família) e outras ONGs para fortalecer a logística e o alcance do projeto.
Abordagem Holística: Integre o apoio psicológico (como a Terapia Comunitária) a ações práticas de suporte, como oficinas de geração de renda, suporte alimentar (cestas básicas) e atividades de lazer terapêutico.
Capacitação de Multiplicadoras: Treine mulheres da própria comunidade para atuarem como facilitadoras, garantindo a sustentabilidade e a continuidade das rodas de conversa.
Flexibilidade no Planejamento: Esteja preparado para ajustar o protocolo de avaliação e as atividades conforme a realidade do território, como evasões por fatores externos ou condições climáticas.
Foco na Autonomia: Promova temas como autocuidado e redução de danos, respeitando a singularidade e a liberdade das participantes.

autor Principal

Instituto Dom

contato@institutodom.org.br

Presidente

Coautores

Jamilly Ferrolho, Andrea Barbosa Carvalho, Valeria Broenn Mendes

A prática foi aplicada em

Rio de Janeiro

Rio de Janeiro

Sudeste

Esta prática está vinculada a

Rua Rômulo de Almeida, 105 - Recreio dos Bandeirantes, Rio de Janeiro - RJ, Brasil

Uma organização do tipo

Terceiro Setor

Foi cadastrada por

Eugenio Felippetto

Conta vinculada

06 mar 2026

CADASTRO

06 mar 2026

ATUALIZAÇÃO

05 ago 2024

inicio

26 jul 2025

fim

Condição da prática

Concluída

Situação da Prática

Arquivos