favor seguir os ajustes necessários abaixo:
O projeto: “Uso de ferramentas do cuidado para ampliar as coberturas vacinais em crianças menores de dois anos”, engloba um conjunto de ações e de estratégias organizacionais, clínicas, dimensões coletivas e as articulações intersetoriais que tornam o processo de vacinação mais acessível, contínuo e confiável dentro da Atenção Primária em Saúde. Em crianças menores de dois anos, a imunização é especialmente complexa porque é nessa fase que o calendário vacinal é mais intenso e quando o sistema imunológico ainda é imaturo e vulnerável. As baixas coberturas geralmente não estão ligadas apenas à recusa dos responsáveis, mas a falhas no acompanhamento, acesso, comunicação e organização dos serviços. Justifica-se, portanto, a implementação deste projeto de intervenção pela busca de ampliação do acesso e aumento da das coberturas vacinais do público alvo. O município de Araçuaí preocupado com as baixas coberturas, hesitação vacinal e fragmentação do cuidado, organizou os fluxos utilizando-se das tecnologias leves e relacionais que são saberes, habilidades, acolhimento e os vínculos estabelecidos entre os profissionais da APS com os pais e/ou responsáveis, através das consultas de puericultura, visitas domiciliares e busca ativa. As tecnologias leve-duras, o uso do POP de imunização, fluxos de trabalho, protocolos, informes técnicos e as tecnologias duras: aquisição de câmaras frias, sistemas de informação: e-SUS, SI-PNI, alertas digitais de vacinas em atraso e uso de mensagens via WhatsApp.
O município de Araçuaí, diante das baixas coberturas vacinais, da hesitação vacinal e da fragmentação do cuidado, identificou tais problemas como uma oportunidade de reorganizar os fluxos de trabalho por meio da utilização de tecnologias leves e relacionais, como saberes, habilidades, acolhimento e o fortalecimento dos vínculos entre os profissionais da APS e os pais e/ou responsáveis. Essa estratégia foi operacionalizada por meio de consultas de puericultura, visitas domiciliares e ações de busca ativa. Além disso, foram incorporadas tecnologias leve-duras, como o uso do POP de imunização, a organização de fluxos de trabalho, protocolos e informes técnicos. Também se investiu em tecnologias duras, incluindo a aquisição de câmaras frias, a utilização de sistemas de informação como e-SUS e SI-PNI, bem como a implementação de alertas digitais para vacinas em atraso e o uso de mensagens via WhatsApp.
Os resultados obtidos demonstram que as metas estabelecidas para os 14 imunobiológicos ao longo do ano de 2025, preconizados pelo Programa Nacional de Imunização foram alcançadas. O êxito deve-se ao envolvimento constante das tecnologias humanas, à produção do trabalho vivo, à valorização da subjetividade dos profissionais da saúde na produção de vínculos e do acolhimento humanizado, à efetividade na produção do cuidado, aliado ao esforço político-administrativo da atual gestão. As evidências comprovam que a articulação intersetorial entre a saúde e a educação, e a parceria estabelecida com APS foram as molas propulsoras para o alcance dos objetivos. As análises e discussões do grupo de trabalho territorial possibilitou a aprendizagem, reorganização dos serviços e a responsabilização pelo processo e seus efeitos. A utilização da ferramenta do microplanejamento contribuiu para o fortalecimento da imunização. A prática da educação permanente em saúde no cotidiano das equipes, enquanto proposta de intervenção, permitiu a construção de espaços coletivos para reflexão e avaliação das ações de imunização, fortalecendo sua implementação em todos os territórios. O uso simultâneo e coordenado das ferramentas do cuidado reduziu a hesitação vacinal e elevou os índices de vacinação e proteção epidemiológica.
O êxito no aumento das coberturas vacinais está associado a diversos fatores, incluindo investimentos, organização da Rede de Frio, criação de espaços lúdicos e acolhedores, compromisso da coordenação da imunização, esforço político e apoio incondicional do gestor de saúde, além da agenda protegida para educação permanente no cotidiano das equipes de saúde da família. Soma-se a isso a capacitação continuada dos profissionais de saúde e a educação em saúde como processo contínuo para os profissionais e a coletividade, bem como as habilidades humanas dos profissionais da Atenção Primária à Saúde, como o olhar atento, a escuta qualificada, o acolhimento, o respeito e o diálogo constante com pais e/ou responsáveis pelas crianças. A construção de vínculos sólidos contribui para a consolidação dos territórios de atuação, fortalecendo uma consciência afetiva, crítica e lúdica de convivência e atuação conjunta com a comunidade. Esse processo favorece o sentimento de pertencimento e a integração ao território, possibilitando a criação de um espaço relacional enriquecedor na busca contínua pela atenção integral à saúde, com especial enfoque nas populações em situação de maior vulnerabilidade. Diante desse contexto, recomenda-se destacar que os resultados dessa iniciativa evidenciam seu potencial de aplicação em outras realidades
Rua Dom Serafim, 190 - Centro, Araçuaí - MG, Brasil
CADASTRO
ATUALIZAÇÃO