Tecendo redes de equidade: transformação do processo de trabalho para uma infância plena e protegida.

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Natalia de Araújo Campos Rodrigues

Natalia Rodrigues

Natalia de Araújo Campos Rodrigues

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O município de Galiléia, localizado na macrorregião Leste de Minas Gerais, possui forte dependência do Sistema Único de Saúde e perfil territorial predominantemente rural. Apesar da ampla cobertura da Atenção Primária à Saúde (APS), foram identificadas fragilidades no acompanhamento infantil, baixa adesão às consultas de puericultura, excesso de encaminhamentos para pediatria e dificuldades nos registros assistenciais. Diante desse cenário, a gestão municipal reorganizou o processo de trabalho das equipes da APS, fortalecendo o cuidado longitudinal e a equidade no acesso à saúde da criança.
A experiência envolveu diagnóstico situacional, monitoramento de indicadores, reorganização de fluxos assistenciais e integração entre Estratégia Saúde da Família, pediatria e equipe multiprofissional. Foi implantado fluxo compartilhado de puericultura desde a primeira semana de vida até os 24 meses, com agenda programada, busca ativa de faltosos, qualificação dos registros no e-SUS APS e fortalecimento do vínculo com as famílias. Também foram ampliadas ações voltadas ao neurodesenvolvimento infantil, incluindo acompanhamento multiprofissional, fonoaudiologia, terapia ABA e acolhimento humanizado para crianças com TEA, TDAH dentre outros.

O município apresentava baixa adesão às consultas de puericultura, fragilidades no acompanhamento do crescimento e desenvolvimento infantil, aumento da demanda por pediatria especializada e inconsistências nos registros assistenciais. Observou-se ainda necessidade crescente de acompanhamento multiprofissional para crianças com TEA, TDAH dentre outros, evidenciando a necessidade de reorganizar o processo de trabalho da APS para ampliar o acesso, fortalecer a equidade e qualificar o cuidado infantil no território.

A reorganização do processo de trabalho fortaleceu a resolutividade da APS e ampliou o acesso ao cuidado infantil. Os atendimentos para crianças de até 2 anos passaram de 909 em 2024 para 1.576 em 2025, representando aumento de 73,4%. Entre janeiro e março de 2026 já foram registrados 370 atendimentos. Houve maior adesão das famílias às consultas programadas, fortalecimento do vínculo com as equipes, redução da fila para pediatria e melhoria dos registros assistenciais no e-SUS APS. Também ocorreu ampliação do acompanhamento multiprofissional para crianças com TEA e TDAH, garantindo cuidado mais integral, humanizado e equitativo.

A experiência demonstra que a reorganização do processo de trabalho, associada ao monitoramento contínuo de indicadores e à integração multiprofissional, pode fortalecer significativamente o cuidado infantil na APS. Recomenda-se iniciar pela realização de diagnóstico situacional do território, definição de fluxos assistenciais claros, qualificação dos registros no e-SUS APS e fortalecimento do vínculo com as famílias. Estratégias simples, de baixo custo e adaptadas à realidade local podem ampliar o acesso, reduzir desigualdades e produzir resultados sustentáveis mesmo em municípios de pequeno porte.

autor Principal

Natalia de Araújo Campos Rodrigues

coordenacaogalileia@yahoo.com

Coordenador da Atenção Primária

Coautores

A prática foi aplicada em

Galiléia

Minas Gerais

Sudeste

Esta prática está vinculada a

R. Ari Machado, 599 - Centro, Galiléia - MG, Brasil

Uma organização do tipo

Instituição Pública

Foi cadastrada por

Natalia de Araújo Campos Rodrigues

Conta vinculada

08 maio 2026

CADASTRO

08 maio 2026

ATUALIZAÇÃO

inicio

fim

Condição da prática

Andamento

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