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O município de Galiléia, localizado na macrorregião Leste de Minas Gerais, possui forte dependência do Sistema Único de Saúde e perfil territorial predominantemente rural. Apesar da ampla cobertura da Atenção Primária à Saúde (APS), foram identificadas fragilidades no acompanhamento infantil, baixa adesão às consultas de puericultura, excesso de encaminhamentos para pediatria e dificuldades nos registros assistenciais. Diante desse cenário, a gestão municipal reorganizou o processo de trabalho das equipes da APS, fortalecendo o cuidado longitudinal e a equidade no acesso à saúde da criança.
A experiência envolveu diagnóstico situacional, monitoramento de indicadores, reorganização de fluxos assistenciais e integração entre Estratégia Saúde da Família, pediatria e equipe multiprofissional. Foi implantado fluxo compartilhado de puericultura desde a primeira semana de vida até os 24 meses, com agenda programada, busca ativa de faltosos, qualificação dos registros no e-SUS APS e fortalecimento do vínculo com as famílias. Também foram ampliadas ações voltadas ao neurodesenvolvimento infantil, incluindo acompanhamento multiprofissional, fonoaudiologia, terapia ABA e acolhimento humanizado para crianças com TEA, TDAH dentre outros.
O município apresentava baixa adesão às consultas de puericultura, fragilidades no acompanhamento do crescimento e desenvolvimento infantil, aumento da demanda por pediatria especializada e inconsistências nos registros assistenciais. Observou-se ainda necessidade crescente de acompanhamento multiprofissional para crianças com TEA, TDAH dentre outros, evidenciando a necessidade de reorganizar o processo de trabalho da APS para ampliar o acesso, fortalecer a equidade e qualificar o cuidado infantil no território.
A reorganização do processo de trabalho fortaleceu a resolutividade da APS e ampliou o acesso ao cuidado infantil. Os atendimentos para crianças de até 2 anos passaram de 909 em 2024 para 1.576 em 2025, representando aumento de 73,4%. Entre janeiro e março de 2026 já foram registrados 370 atendimentos. Houve maior adesão das famílias às consultas programadas, fortalecimento do vínculo com as equipes, redução da fila para pediatria e melhoria dos registros assistenciais no e-SUS APS. Também ocorreu ampliação do acompanhamento multiprofissional para crianças com TEA e TDAH, garantindo cuidado mais integral, humanizado e equitativo.
A experiência demonstra que a reorganização do processo de trabalho, associada ao monitoramento contínuo de indicadores e à integração multiprofissional, pode fortalecer significativamente o cuidado infantil na APS. Recomenda-se iniciar pela realização de diagnóstico situacional do território, definição de fluxos assistenciais claros, qualificação dos registros no e-SUS APS e fortalecimento do vínculo com as famílias. Estratégias simples, de baixo custo e adaptadas à realidade local podem ampliar o acesso, reduzir desigualdades e produzir resultados sustentáveis mesmo em municípios de pequeno porte.
R. Ari Machado, 599 - Centro, Galiléia - MG, Brasil
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