favor seguir as recomendações abaixo:
Paty do Alferes (RJ) é um município agrícola, produtor de tomates, uma parte significativa de sua população está envolvida com o trabalho rural, muitos dos quais recebem salários diários. Essa realidade leva os trabalhadores a evitarem frequentar as unidades de saúde por medo de perda de renda, erguendo obstáculos ao acesso aos serviços e contribuindo para doenças evitáveis. Assim, diante dessa situação, o projeto Saúde Viva no Campo foi iniciado pela Secretaria Municipal de Saúde para revitalizar a Atenção Primária à Saúde (APS) a fim de fornecer atendimento direto a esses indivíduos no local de trabalho. Esta iniciativa é focada nos trabalhadores rurais (principalmente agricultores) nas principais áreas produtivas do município a partir de 2025. O contexto epidemiológico local apresenta uma alta carga de doenças crônicas não transmissíveis, como hipertensão e diabetes. A motivação do projeto surge da necessidade de reduzir desigualdades no acesso à saúde, promover cuidado contínuo e adaptar os serviços à realidade do campo, garantindo maior equidade, prevenção e promoção da saúde.
Uma parte significativa dos trabalhadores rurais em Paty do Alferes enfrenta dificuldades para obter serviços de saúde devido à perda de renda quando se ausentam do trabalho, pois trabalham ” a dia”; a baixa adesão ao tratamento médico é generalizada, as doenças crônicas pioram e as lesões ocupacionais são subnotificadas — apontando para a necessidade de reorganizar a atenção à saúde.
A implementação do projeto tem promovido ampliação do acesso aos serviços de saúde entre trabalhadores rurais, especialmente aqueles que anteriormente não buscavam atendimento.
Observa-se aumento da cobertura vacinal, maior identificação e acompanhamento de doenças crônicas, além de detecção precoce de agravos relacionados ao trabalho, como intoxicações exógenas.
A estratégia itinerante contribuiu para redução de barreiras geográficas e econômicas, favorecendo maior adesão ao cuidado e fortalecimento do vínculo entre equipe de saúde e população rural.
Destaca-se também o fortalecimento da articulação intersetorial e o engajamento dos trabalhadores e produtores rurais, ampliando a efetividade das ações.
Os resultados apontam para melhoria na qualidade do cuidado, maior resolutividade da atenção primária e potencial redução do absenteísmo por motivos de saúde.
Aos interessados em implantar o projeto deve iniciar com diagnóstico do território, identificando áreas produtivas, perfil dos trabalhadores e principais demandas de saúde, aliado à escuta ativa da comunidade. A estratégia deve priorizar atendimentos no próprio local de trabalho, com horários flexíveis que não comprometam a renda do trabalhador. A equipe mínima deve incluir médico, profissional de enfermagem, agente comunitário de saúde e apoio logístico, com utilização de veículo e insumos básicos. As ações devem focar em serviços essenciais, como consultas, vacinação, monitoramento de doenças crônicas, testes rápidos e orientações sobre riscos ocupacionais.
Rua Capitão Zenóbio da Costa, 42 - Centro, Paty do Alferes - RJ, Brasil
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