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Saúde viva no campo: atenção primária itinerante para trabalhadores rurais

Kelly Cristina Tashima

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Paty do Alferes (RJ) é um município agrícola, produtor de tomates, uma parte significativa de sua população está envolvida com o trabalho rural, muitos dos quais recebem salários diários. Essa realidade leva os trabalhadores a evitarem frequentar as unidades de saúde por medo de perda de renda, erguendo obstáculos ao acesso aos serviços e contribuindo para doenças evitáveis. Assim, diante dessa situação, o projeto Saúde Viva no Campo foi iniciado pela Secretaria Municipal de Saúde para revitalizar a Atenção Primária à Saúde (APS) a fim de fornecer atendimento direto a esses indivíduos no local de trabalho. Esta iniciativa é focada nos trabalhadores rurais (principalmente agricultores) nas principais áreas produtivas do município a partir de 2025. O contexto epidemiológico local apresenta uma alta carga de doenças crônicas não transmissíveis, como hipertensão e diabetes. A motivação do projeto surge da necessidade de reduzir desigualdades no acesso à saúde, promover cuidado contínuo e adaptar os serviços à realidade do campo, garantindo maior equidade, prevenção e promoção da saúde.

Uma parte significativa dos trabalhadores rurais em Paty do Alferes enfrenta dificuldades para obter serviços de saúde devido à perda de renda quando se ausentam do trabalho, pois trabalham ” a dia”; a baixa adesão ao tratamento médico é generalizada, as doenças crônicas pioram e as lesões ocupacionais são subnotificadas — apontando para a necessidade de reorganizar a atenção à saúde.

A implementação do projeto tem promovido ampliação do acesso aos serviços de saúde entre trabalhadores rurais, especialmente aqueles que anteriormente não buscavam atendimento.
Observa-se aumento da cobertura vacinal, maior identificação e acompanhamento de doenças crônicas, além de detecção precoce de agravos relacionados ao trabalho, como intoxicações exógenas.
A estratégia itinerante contribuiu para redução de barreiras geográficas e econômicas, favorecendo maior adesão ao cuidado e fortalecimento do vínculo entre equipe de saúde e população rural.
Destaca-se também o fortalecimento da articulação intersetorial e o engajamento dos trabalhadores e produtores rurais, ampliando a efetividade das ações.
Os resultados apontam para melhoria na qualidade do cuidado, maior resolutividade da atenção primária e potencial redução do absenteísmo por motivos de saúde.

Aos interessados em implantar o projeto deve iniciar com diagnóstico do território, identificando áreas produtivas, perfil dos trabalhadores e principais demandas de saúde, aliado à escuta ativa da comunidade. A estratégia deve priorizar atendimentos no próprio local de trabalho, com horários flexíveis que não comprometam a renda do trabalhador. A equipe mínima deve incluir médico, profissional de enfermagem, agente comunitário de saúde e apoio logístico, com utilização de veículo e insumos básicos. As ações devem focar em serviços essenciais, como consultas, vacinação, monitoramento de doenças crônicas, testes rápidos e orientações sobre riscos ocupacionais.

autor Principal

Kelly Cristina Tashima

smskellytashima@gmail.com

Coordenação de Atenção Primária

Coautores

Kelly Cristina Tashima, Grazielle Rezende da Silva dos Santos, Juliane Silva

A prática foi aplicada em

Paty do Alferes

Rio de Janeiro

Sudeste

Esta prática está vinculada a

Rua Capitão Zenóbio da Costa, 42 - Centro, Paty do Alferes - RJ, Brasil

Uma organização do tipo

Instituição Pública

Foi cadastrada por

Kelly Cristina Tashima

Conta vinculada

26 mar 2026

CADASTRO

26 mar 2026

ATUALIZAÇÃO

04 nov 2025

inicio

fim

Condição da prática

Andamento

Situação da Prática

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